Nascido na Itália, Felipe Motta começa a trilhar seu caminho nas Seleções Brasileiras de Base

14.06.2018   |   Promessas
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Crédito da foto: Cristina Castano - Copyright. All rights reserved.

O basquete está literalmente no sangue de Felipe Motta. Nascido em Erice, na Itália, o jovem de 15 anos e 1,98m defende o Stella Azzurra, de Roma, e foi um dos destaques da Seleção Brasileira Sub-14 que conquistou no ano passado o Sul-Americano da categoria, na Venezuela, tendo sido eleito o MVP da competição.

A inspiração e o talento que Felipe demonstra nas quadras vêm de berço. Seu pai, Paulo César Motta, de 45 anos, e seu avô, Paulo César da Cunha Motta, de 71 anos, também foram jogadores de basquete.

“Jogo basquete desde pequeno. Inicialmente com o meu pai, mas os primeiros treinos em equipe fiz nas escolinhas do meu avô, aos 5 anos, quando ia passar as férias no Brasil. Acompanhava sempre o meu pai em seus treinos e jogos, e o processo para mim foi natural. Não tinha como eu não gostar. Chegava a chorar nos dias em que meu pai perdia as partidas dele”, lembrou Felipe.

O jovem faz questão de destacar a importância do pai e do avô na sua carreira. “Eles sempre me apoiaram. Me dão confiança e me ensinam a enfrentar cada situação. São os meus técnicos não só no basquete, mas também na vida. Estou sempre pronto para escutar um conselho ou uma crítica de quem tem experiência, seja técnico ou jogador”.

Segundo Felipe, seu pai é a pessoa mais importante em sua formação. “Ele foi, e ainda é, o treinador mais importante para a minha formação. Ele desde pequeno me ensina os fundamentos, de um jeito bem preciso e especifico. Me ensina a enfrentar várias situações de jogo diferentes”.

Já o avô de Felipe defendeu diversos clubes e seleções estaduais e universitárias entre os anos 60 e 70. Ele aproveitou para falar um pouco sobre o neto e dar os seus conselhos.

“Ele está no começo de uma carreira. Tem muito o que viver e aprender. O importante é que está disposto a assumir o protagonismo sem perder o espírito de grupo. Tem cabeça fria e coração quente. Sabe manter o controle emocional em situações de stress. Desejo a ele uma vida de sonhos e conquistas”, afirmou Paulo Motta.

Crédito da foto: Cristina Castano - Copyright. All rights reserved.

Rotina puxada

Para se dedicar ao esporte, Felipe teve que se afastar um pouco da família. Desde os 13 anos o jovem mora em Roma, cidade do Stella Azzurra. A família vive no Sul da Itália, a mais de 600 km de distância. A rotina é basicamente de estudos e treinos.

“De manhã vou para a escola e volto às 14h. Moro no clube, onde temos uma ótima estrutura. Temos uma pessoa responsável que acompanha o nosso desenvolvimento na escola. Já no basquete, treino todos os dias, em média 3 horas e meia (parte física, técnica e tática, além de outras atividades que incluem mental e visual training / vídeo). Jogo pelo menos uma partida por semana nas categorias sub-15, sub-16 e, de vez em quando, sub-18. Fora os jogos e torneios internacionais. A minha temporada se inicia no final de agosto e termina no fim de junho. Em julho fazemos um camp de especialização por duas semanas”, explicou Felipe.

 

Destaque na Itália e com a camiseta verde e amarela

Apesar de jovem, Felipe já acumula resultados expressivos na bagagem. Recentemente se sagrou Campeão Italiano Sub-15, tendo anotado 30 pontos e 15 rebotes na final, sendo também escolhido para a seleção do campeonato.

“Foi muito difícil, pois o nosso time tinha ganho o título nacional Sub-14 e Sub-15 em 2017 e todo mundo queria ganhar da gente. Foi uma experiência muito importante porque conseguimos realizar este objetivo e com isso ganhei mais confiança como jogador. O nível técnico e físico era bem alto e consegui jogar com tranquilidade e personalidade. Fiquei muito feliz de ser escolhido para a seleção do campeonato”, destacou.

No ano passado, Felipe fez parte da Seleção Brasileira Sub-14 que conquistou de forma invicta o Sul-Americano da categoria em Maturín, na Venezuela, tendo sido eleito o MVP da competição.

“Foi a primeira vez que joguei com a camisa da Seleção Brasileira. Adorei essa experiência e acredito que foi muito importante para o meu desenvolvimento. Não foi fácil jogar contra times como Chile, Venezuela e Uruguai. Gostaria também de ter enfrentado a Argentina, pois eles têm tradição e são reconhecidos internacionalmente. A pressão de jogar na frente de mais de 2.000 torcedores venezuelanos foi muito grande, mas a nossa técnica Thelma Tavernari fez um trabalho excelente. Foi uma honra representar a minha nação, e não vejo a hora de ter outras experiências com a camiseta verde e amarela do Brasil!”, planeja Felipe.

Aval de Thelma Tavernari

E por falar em Thelma Tavernari, uma das mais experientes e vitoriosas formadoras do basquete brasileiro, a técnica do E.C. Pinheiros também falou sobre o trabalho que realizou com Felipe no Sul-Americano.

“Ele foi titular na Seleção, cestinha e melhor jogador do campeonato. Toma ótimas decisões nas jogadas de 1 x 1. Se destaca fisicamente e é bom defensivamente. Tem apenas 15 anos, ainda tem que trabalhar, mas tecnicamente é diferente. Tem muito potencial a ser explorado”, destacou Thelma.

Após a experiência vitoriosa na Sub-14, Felipe pensa em jogar um dia na Seleção Brasileira Adulta, mas sabe que para isso ainda tem um bom caminho a ser percorrido. “Não vejo a hora! Mas antes disso, tem muito trabalho a ser feito”, afirmou.

Seu ídolo no esporte é ninguém menos que o astro do Cleveland Cavaliers. “O meu ídolo é o Lebron James. Para mim ele é um dos melhores jogadores de basquete de todos os tempos, se não for o melhor. Além disso, fora das quadras ele está sempre fazendo doações para ajudar comunidades carentes”, concluiu Felipe.

Confira no vídeo algumas jogadas de Felipe pelo seu time Stella Azzurra:

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