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25/04/2003 - Adrianinha

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A armadora Adriana Moisés Pinto está de volta ao Brasil depois de três anos jogando num time da primeira divisão da Itália: o H.S. Faenza. Adrianinha começou sua carreira no basquete com apenas nove anos, em Franca. Depois, jogou nos times paulistas da Ponte Preta/Campinas. Microcamp/Campinas, BCN/Osasco e Quaker/Jundiaí. A armadora também participou das temporadas de 2001 e 2002 da WNBA, jogando pelo Phoenix Mercury. Sua estréia na seleção brasileira foi na Copa América Juvenil, em 1996. Disputou também o Campeonato Mundial Juvenil, em 1997, ficando em quarto lugar. Na seleção adulta, conquistou vários títulos, como a medalha de prata no Pré-Olímpico de Havana, em 1999, a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Sidney, em 2000, e o bicampeonato sul-americano (1999 e 2001). No ano passado, ficou em sétimo lugar no Campeonato Mundial da China. Agora, aos 24 anos, ela vai defender o Unimed/Americana no Campeonato Paulista, além de integrar a seleção brasileira durante as competições deste ano. O maior desafio será o Pré-Olímpico do México, onde ela espera ajudar o Brasil a conquistar a vaga para as Olimpíadas de Atenas, em 2004.
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Como você analisa a sua volta ao país e as chances do Brasil no Pré-Olímpico?

Depois de três anos fora, estou muito contente em voltar ao Brasil e jogar em Americana, onde conheço muitas jogadoras e o técnico do time Paulo Bassul. Quanto à seleção brasileira, será importante estar desde o início com o grupo e participar de todo o processo de treinamento. Espero ganhar espaço na equipe e ajudar com o meu trabalho a trazer a vaga olímpica. Claro que não será fácil, mas temos todas as condições de conseguir. O grupo conta com atletas experientes e as que ficaram no Brasil também evoluíram bastante.

A passagem pelo basquete europeu e pela WNBA trouxe alguma evolução ao seu estilo de jogar?

No Brasil, sempre joguei apoiando jogadoras de alto nível, como Paula e Claudinha. Minha meta era passar a bola e deixar a atleta na melhor condição de jogo possível. Depois da passagem pela WNBA e pelo basquete europeu, mudei muito o meu estilo de jogar. Ganhei muita experiência e, principalmente, aprendi a pontuar.
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Fale um pouco da sua experiência na WNBA.

Joguei no Phoenix Mercury durante a temporada de 2002. Apesar de, na época, saber pouca coisa de inglês, não tive problemas para me adaptar ao país. O time tinha algumas estrangeiras e isso facilitou ainda mais a minha adaptação. Na WNBA, o basquete é um grande espetáculo. Não se dá muito valor ao esquema tático. O que vale é o show, os dribles e as cestas que chamam mais atenção. Joguei para públicos muito grandes e tive a oportunidade de ter importantes nomes do basquete como adversárias.

Como foi jogar na Itália?

Ao contrário da WNBA, o basquete europeu valoriza o trabalho de bola. Os europeus arriscam menos e valorizam mais a parte tática. Na Itália, existe muita cobrança em cima das jogadoras estrangeiras. Precisamos aprender a jogar como o técnico quer em, no máximo, dois meses, mas consegui me adaptar bem. Nos três anos em que joguei no H.S. Faenza, tive alguns altos e baixos. O momento mais difícil foi quando o meu avô, que era muito importante para mim, morreu e não pude voltar para o Brasil. Meu rendimento caiu muito, mas me recuperei com o apoio das companheiras do time.

Quais são os seus planos para a próxima temporada?

Volto para a Itália na próxima temporada, que começa em setembro deste ano. Meu contrato com o H.S. Faenza vai até abril de 2004.