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21/03/2003 - Iziane Castro Marques

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Em 2001, com apenas 19 anos, a ala/armadora Iziane Castro Marques, estreou na seleção brasileira adulta e conquistou o título da Copa América no estado onde nasceu, o Maranhão. No ano passado, a jogadora participou do Campeonato Mundial da China, onde teve a oportunidade de enfrentar algumas das principais seleções do mundo. Depois de jogar na Espanha, no Yaya Maria Breogan, e de passar uma temporada na WNBA, no Miami Sol, Iziane está jogando no Aix Basket, time da primeira divisão da França. Nessa entrevista, ela fala sobre a possibilidade de participar do Pré-Olímpico deste ano e sobre a sua experiência no basquete internacional.

Como você analisa a possibilidade de defender o Brasil no Pré-Olímpico deste ano?

Com muita responsabilidade. Conquistar a vaga olímpica é um grande desafio. Precisamos manter a tradição do basquete feminino brasileiro, que participou das últimas principais competições internacionais e conseguiu excelentes resultados.
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Quais as chances do Brasil de obter a única vaga disputada pelas Américas para as Olimpíadas de Atenas em 2004?

Nossas chances são grandes, porque considero o Brasil o favorito para a conquista desta vaga. Temos apenas uma chance e vamos brigar por ela. Então, que me desculpem os outros países das Américas, mas vamos ao Pré-Olímpico para ganhar a vaga e o título.

Você está jogando no Aix Basket, na França. Como foi sua adaptação ao clube e ao país?

Minha adaptação ao clube foi muito boa e rápida. Já nos primeiros dias, tive toda a liberdade dentro da equipe, o que facilitou a evolução do meu jogo. Já a adaptação ao país foi um pouco mais difícil, principalmente por causa da língua. Não falava nada de francês e isso dificultava qualquer contato, pois os franceses não são tão calorosos como nós brasileiros.
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A passagem pelo basquete europeu (Espanha e França) trouxe alguma evolução ao seu estilo de jogar basquete?

Lógico que sim. Penso que qualquer mudança traz uma evolução e sei que estou jogando melhor. O basquete europeu é bem diferente do basquete brasileiro. Na Europa, o jogo é mais técnico e cadenciado. Precisei de alguma forma me adaptar, mas não perdi completamente as minhas características, que são o meu trunfo contra eles.

Quais são os seus planos para a próxima temporada?

Meu compromisso com o Aix Basket termina em maio e não tenho nenhum plano para a próxima temporada. Estou esperando novas propostas, inclusive da minha atual equipe, que mostrou interesse em renovar o contrato.
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Fale um pouco da sua experiência na WNBA.

Foi a coisa mais importante que aconteceu na minha vida. Jogar no país do basquete com toda aquela estrutura foi maravilhoso. Você não precisa se preocupar com mais nada, só em jogar. Nunca imaginei que um dia estaria na WNBA. Foi a realização de um sonho, uma experiência realmente fantástica. Na minha curta temporada no Miami Sol, aproveitei todas as oportunidades para melhorar o meu basquete.