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14/03/2003 - Marcelo Magalhães Machado

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O ala/armador Marcelinho, de 27 anos, está na lista de pré-convocados do técnico Aluísio Ferreira, o Lula. Na temporada 2003, a seleção brasileira terá três desafios: o Campeonato Sul-Americano (Uruguai), os Jogos Pan-Americanos (Republica Dominicana) e o Torneio Pré-Olímpico (Porto Rico), que irá classificar os três primeiros colocados para as Olimpíadas de Atenas, em 2004 Marcelinho, que já jogou em times brasileiros como Tijuca, Corinthians (RS), Botafogo e Fluminense, está na Itália desde o ano passado, depois da sua participação no Campeonato Mundial de Indianápolis. O jogador tem contrato de dois anos com o time da segunda divisão do basquete italiano Rimini Crabs e tem como companheiro de equipe o ala Guilherme Giovanoni.

O que você achou do grupo de jogadores pré-convocados para a seleção brasileira?

É um grupo forte, com bastante potencial. Fiquei feliz por ter sido chamado para compor o grupo de jogadores pré-convocados. A participação na seleção brasileira tem sido muito positiva para a minha carreira no basquete. Desde a primeira vez em que fui convocado, em 1996, para participar do Campeonato Sul-Americano Sub-22 com um grupo comandado pelo Enio Vechhi, sinto que venho evoluindo a cada ano que passa.
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Quais são as chances do Brasil no Pré-Olímpico deste ano?

Hoje em dia, não se pode prever o que vai acontecer em um campeonato deste nível. No Mundial de Indianápolis, no ano passado, por exemplo, os Estados Unidos ficaram em sexto lugar jogando em casa e a Nova Zelândia ficou em quarto. Acredito que temos chances assim como os demais adversários. Precisamos estar no nosso melhor nível de jogo para conseguirmos a classificação.

Fale um pouco da sua experiência na Itália.

Foi uma mudança planejada. Quando você está preparado para uma mudança, você está sempre pronto para enfrentar as dificuldades que ela traz. Minha adaptação foi muito boa. A estrutura do basquete italiano é muito boa. Temos todas as condições de fazermos o nosso trabalho e assim conseguirmos um rendimento melhor. O fato de ter a minha namorada Renata ao meu lado na Itália me ajuda bastante, pois nunca me sinto sozinho. Sou uma pessoa muito ligada à família e aos amigos. Claro que sinto falta deles, mas isso não esta influenciando no meu rendimento.
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Como é ter o ala Guilherme como companheiro de time no Rimini Crabs?

Muito bom, porque nos entendemos bem dentro e fora da quadra. É uma pessoa muito boa, um grande coração. Como atleta, posso dizer que nunca joguei com alguém que evoluísse tanto em um ano como ele evoluiu. Guilherme tem muito potencial e acredito que terá uma carreira brilhante pela frente.

Qual a maior dificuldade que você sentiu logo após a transferência para o estrangeiro?

Uma das maiores dificuldades que senti foi o frio. O clima muda a sua rotina, mas hoje já estou acostumado e acho que já superei esse obstáculo.

Quais são as diferenças entre o estilo de jogo do basquete italiano e do basquete brasileiro?

Na Itália, o jogo é muito físico, com uma defesa muito forte. No Brasil jogamos com mais velocidade e mais criatividade.
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E os seus planos para a próxima temporada?

Meu contrato é de dois anos, mas aqui o mercado esta sempre se movimentando. Já entrei contato com alguns times da primeira divisão ainda para este ano, mas penso em cumprir meu contrato com o Rimini.