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22/12/2000 - Rogério Klafke

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Aos 29 anos, o ala Rogério Klafke é um grande colecionador de títulos. Medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, esse gaúcho há três anos trocou São Paulo pelo Rio de Janeiro e ajudou o Vasco da Gama a conquistar seus principais títulos no basquete. Pelo clube carioca, Rogério foi campeão nacional, bicampeão sul-americano, campeão da Liga Sul-Americana e vice do McDonald’s Championship – Mundial Interclubes. Nos últimos dias de 2000, Rogério tem se dedicado à comemoração da conquista do Campeonato Carioca. Nessa entrevista, o ala da seleção brasileira fala dessas emoções e dos seus planos para o futuro.

O que você mais gosta de fazer quando não está jogando basquete?

Gosto de ficar com a família, sair com a minha esposa para jantar ou ir ao cinema. Sou uma pessoa muito caseira, mas gosto de me divertir, em especial com minha família.
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Como você define o jogador Rogério Klafke?

Em primeiro lugar, como um jogador muito determinado. Tenho uma grande preocupação com o grupo e um forte espírito de luta. Procuro sempre a união, contribuir para o conjunto, e tento manter a equipe vibrante e animada. Além disso, tenho um bom arremesso.

Qual o melhor jogador e técnico de todos os tempos? Por quê?

O melhor jogador é Michael Jordan, sem dúvida, e o Vince Carter vem seguindo seus passos. Ambos são jogadores que possuem todas as qualidades que um bom jogador deve ter: uma parte física excepcional, técnica aprimorada e uma condição psicológica super positiva. Não posso falar sobre técnicos com quem nunca trabalhei, mas o melhor técnico que eu conheço é o Hélio Rubens. Suas principais qualidades são sempre procurar tirar o melhor de sua equipe, mesmo se às vezes ele seja rigoroso demais, pois isso faz com que o time seja sempre aguerrido. Ele é muito transparente e honesto com seus jogadores, o que transmite muita confiança.
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Qual o momento mais marcante da carreira e o principal título conquistado?

Tive vários momentos inesquecíveis na minha carreira e qualquer título é importante, tanto pela seleção quanto com os clubes. Um dos momentos mais marcantes da minha história como jogador foi a disputa da final do McDonald’s Championship contra o San Antonio Spurs, em Milão (99). Já o principal título foi a conquista dos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg (99).

E o pior momento?

Acho que o pior foi a não classificação para as Olimpíadas de Sydney.
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Quais os seus planos para os próximos anos e até quando pretende jogar basquete?

Minha vontade é continuar no Vasco, pois gosto das pessoas e me dou bem com o grupo. Independente de onde eu esteja, pretendo continuar trabalhando firme, me aprimorando como jogador e disputando títulos, chegando ao maior número de finais possível. Quanto a jogar no exterior, é um sonho que eu tenho, mas não recebi nenhuma proposta. Até quando vou jogar? Nem estou pensando nisso. Vou jogar o máximo que eu puder, até quando não agüentar mais. Enquanto eu estiver em forma física e psicologicamente, vou continuar.

Quais as suas expectativas para o Campeonato Nacional de 2001?

Pela equipe que temos, as expectativas são muito boas. Já fomos campeões, e a tendência é continuar trabalhando bem para mais uma vez chegarmos à decisão.
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Como você vê a seleção brasileira em 2001, ano do Sul-Americano e da Copa América, e em 2002, ano do Mundial?

Como todo esporte, o basquete é composto por momentos. Tivemos um momento ruim no ano passado, que foi o Pré-Olímpico, e um ótimo momento, que foi o título Pan-Americano. Acredito no trabalho que está sendo feito, e que existem condições do Brasil disputar como favorito as competições de 2001. O importante é fazer o melhor trabalho possível.

E a conquista do Campeonato Carioca de 2000?

Foi super emocionante e estou muito feliz. Esse título era o que faltava para a nossa equipe, por isso tem um gostinho especial. Esse grupo está jogando junto há três anos, vencemos o Nacional, a Liga Sul-Americana e o Sul-Americano de Clubes, mas queríamos a conquista estadual, que não chegava. Trabalhamos muito por esse título e atingimos o nosso objetivo. E conseguimos em uma final das mais emocionantes e disputadas contra o Botafogo, o que abrillhantou muito a nossa conquista.
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Que mensagem você daria para os jovens que estão iniciando no basquete?

Para você chegar no auge como jogador, o principal é querer e sonhar muito com isso. Ninguém consegue nada sem trabalho; não importa quanto talento você tenha. Se não trabalhar, não vai chegar a lugar nenhum. Por isso, minha mensagem é essa: querer muito, sonhar sempre e trabalhar cada vez mais.