Imprensa

16/01/2003 - Laís Elena

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A paulista Laís Elena Aranha é a nova integrante da comissão técnica da seleção brasileira feminina de basquete. O anúncio oficial foi feito nesta quinta-feira pelo presidente da CBB, Gerasime Grego Bozikis. Laís, de 59 anos, se juntará aos técnicos Antonio Carlos Barbosa e Paulo Bassul para ajudar a manter o Brasil na elite do basquete mundial. Como jogadora da seleção brasileira, Laís, hoje técnica do Santo André (SP), foi pentacampeã sul-americana, bicampeã dos Jogos Pan-Americanos e medalha de bronze no Mundial do Brasil.

Como você recebeu a notícia de que integraria a comissão técnica da seleção brasileira?

Com muita satisfação. O Brasil é um país rico em técnicos competentes, com capacidade de estar na seleção. Ser escolhida só me deixa feliz e orgulhosa. Acredito que os resultados positivos obtidos pela equipe do Santo André nos últimos anos tenham contribuído bastante para a minha indicação, que é uma grande recompensa pelo trabalho que desenvolvemos na cidade.
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De que forma você acha que pode contribuir para o trabalho com a seleção e quais suas expectativas para as competições deste ano?

Espero que a minha experiência de mais de trinta anos no basquete sirva para ajudar a seleção a se manter na elite mundial. Acredito que o basquete feminino brasileiro ainda está entre as quatro melhores do mundo, pois para mim, o sétimo lugar no último mundial não retrata a realidade do basquete brasileiro. Isso me faz ser bastante otimista quanto às competições deste ano. O Brasil tem jogadoras super experientes e jovens talentos com muito potencial, como a Érika e a Iziane.

Defina a técnica Laís.

Minha principal característica é manter sempre um clima de amizade com o grupo. Sou bastante disciplinadora, mas em um ambiente de diálogo e bastante atenção e carinho com as minhas atletas. Taticamente, tento desenvolver uma defesa forte, mas confesso que gosto mais de traçar estratégias de ataque.

Conte um pouco da sua trajetória no basquete.

Joguei como armadora entre 1962 e 1975. Meu último clube foi a Pirelli, de Santo André, onde iniciei minha carreira como treinadora, nas divisões de base, e nunca mais saí da cidade. Na seleção brasileira, fui bicampeã pan-americana (1967/Canadá e 71/Colômbia), pentacampeã sul-americana (1965/Brasil, 67/Colômbia, 68/Chile, 70/Equador e 74/Bolívia) e medalha de bronze no Mundial de 1971, em São Paulo.
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A cidade de Santo André é uma referência do basquete feminino brasileiro. Como foi desenvolvido esse trabalho?

Além da equipe adulta, desenvolvemos um grande trabalho de base com o apoio da Prefeitura de Santo André, coordenado pela Arilza Coraça, que é minha assistente na equipe principal. Esse ano contamos com seis atletas juvenis no Nacional Adulto e elas corresponderam muito bem. Além dos times das categorias de base, é desenvolvido um importante trabalho social nas escolinhas. Com esse suporte da Prefeitura, intensificado pelo ex-prefeito Celso Daniel, um fã do basquete feminino, a cidade de Santo André tem uma ligação forte com o basquete.

Nesses 30 anos de dedicação ao basquete que momentos você destacaria de sua carreira?

Como jogadora, a minha maior emoção foi receber a medalha de bronze no Mundial dentro do meu país. Como técnica, um grande momento da minha carreira foi a conquista do Campeonato Sul-americano de Clubes, em 1998, sobre o Paraná Basquete. Ganhamos de uma equipe muito forte, que tinha a Helen, Vedrana, Vicky Bullet, entre outras.
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Deixe uma mensagem aos iniciantes no basquete:

A principal característica de um atleta é a persistência. Trace um objetivo e lute por ele. Não adianta contar apenas com o talento, se não tem garra para alcançar suas metas.