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09/01/2003 - Alessandra

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Por pouco o basquete brasileiro não fica sem a pivô Alessandra Santos de Oliveira, cestinha do Brasil no 14º Mundial da China 2002, com 146 pontos e a segunda melhor reboteira da competição. A atleta começou a praticar vôlei aos 12 anos e só aos 14 mudou de esporte, quando foi jogar basquete no BCN, em Piracicaba. Nesses 15 anos, Alessandra conquistou inúmeros títulos com destaque para a medalha de ouro no Mundial da Austrália (1994) e a medalha de prata nas Olimpíadas de Atlanta (1996). Após uma temporada na Hungria, em 2002, a pivô está de volta ao Brasil onde se recupera de uma lesão no joelho. Otimista, Alessandra confia no potencial da seleção brasileira para conquistar a única vaga das Américas para os Jogos Olímpicos de 2004, na Grécia.

Como você começou a jogar basquete?

Eu comecei a praticar esportes com 11 anos. Jogava basquete, vôlei e handball. Para continuar jogando basquete eu tinha que ir para o interior e meu pai não deixou. Então eu fiquei jogando vôlei até os 14 anos, quando fui para Piracicaba jogar no BCN.
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Você morou na Itália, Estados Unidos, Eslováquia, Coréia e Hungria. Como o basquete brasileiro é visto nesses lugares e como foi a experiência de morar em lugares tão diferentes?

Nosso basquete é famoso em todos os lugares e o Brasil é muito respeitado no exterior. Eu consegui me adaptar em todos os países que morei. Foi uma experiência muito interessante para mim. Esse intercâmbio foi excelente não só para minha vida profissional mas pessoal também.

Com essa experiência internacional, quais os conselhos que você daria para as jovens atletas que querem jogar fora do país?

O começo é duro, mas vale a pena. Lá fora, você não só aprende a jogar basquete, você tem contato com uma nova cultura, outro estilo de vida, um idioma diferente e isso enriquece muito seu lado pessoal.
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Que avaliação você faz do ano de 2002?

Foi um ano muito bom para mim. Eu realizei um sonho da minha vida que era disputar a Euroliga. Joguei pelo Sopron, da Hungria, e terminamos a competição em quarto lugar. Isso foi muito importante para a minha carreira e ganhei muita experiência jogando no exterior. Por outro lado, fiquei muito triste com a sétima colocação do Brasil no Mundial. Mas acho que isso foi bom para avaliarmos o trabalho e melhorar em 2003.

E os seus planos para a temporada 2003?

Estou com um problema na cartilagem do joelho e minha prioridade é a recuperação. Estou parada há dois meses e já estou sentindo falta da quadra. Vou voltar para Hungria para me apresentar ao time porque ainda tenho contrato para cumprir. Depois quero me dedicar à seleção brasileira. Quero estar bem preparada para as competições que vamos disputar esse ano.
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Quais são as chances do Brasil no Pré-Olímpico?

Temos que chegar lá e ganhar. Só tem uma vaga e nós temos condições de garantir nossa participação nas Olimpíadas. Estamos na elite do basquete mundial há dez anos, temos duas medalhas olímpicas e um título mundial, não vai ser desta vez que vamos ficar de fora. Temos que pensar na gente e mostrar a nossa força.

Deixe uma mensagem para quem está começando no basquete.

Persista sempre. Ao longo do caminho você vai encontrar muitos obstáculos, muitas dificuldades, mas não desista.