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20/12/2002 - Lilian

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A ala/armadora Lilian Cristina Lopes Gonçalves começou sua carreira no basquete aos oito anos de idade em Sorocaba, cidade onde nasceu. Durante treze anos, jogou em São Paulo, onde foi duas vezes campeã estadual pelo BCN/Osasco. Em 2000, ajudou a seleção brasileira na conquista da medalha de bronze nas Olimpíadas de Sydney. Este ano, ela fez sua estréia no basquete carioca, defendendo o Automóvel Clube/Campos nos Jogos Abertos e no Campeonato Nacional. Apesar da equipe não ter se classificado para as semifinais do Nacional, Lilian elogia o desempenho e a estrutura do time.

Como você começou no basquete?

Comecei com oito anos, numa escolinha de basquete em Sorocaba. Depois fui jogar no BCN/Osasco e fiquei lá até 2000, quando fui para o Santo André. Agora, estou no Rio de Janeiro, com o Automóvel Clube/Campos. Este ano, não disputei o Campeonato Mundial da China, mas joguei com a seleção brasileira adulta de 1999 até a fase final de preparação. Foi uma experiência maravilhosa. Estive nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, em 1999, e na conquista da medalha de bronze nas Olimpíadas de Sidney, em 2000. Tive a oportunidade de aprender com as melhores jogadoras e os melhores técnicos do basquete brasileiro.
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Qual sua análise do Campeonato Nacional 2002?

O Campeonato deste ano me surpreendeu muito. As equipes estavam todas no mesmo nível técnico. Com exceção dos três primeiros colocados (Unimed/Americana, São Paulo/Guaru e Santo André), a classificação mudava a cada rodada. Esse equilíbrio mostra que o trabalho feito com o basquete feminino brasileiro está dando certo. Infelizmente, o Automóvel Clube/Campos não conseguiu a classificação para as semifinais. Apesar disso, o time foi muito bem. Tivemos um bom desempenho, mas sentimos a falta de ritmo de jogo e não conseguimos alcançar nosso objetivo.

Desde o início de sua carreira, você sempre jogou em São Paulo. Como foi a experiência de jogar no Rio de Janeiro?

Não posso falar muito sobre a estrutura do basquete no Rio de Janeiro porque ainda não disputei um Campeonato Carioca. Mas posso dizer que a estrutura do Automóvel Clube/Campos é maravilhosa. Os investimentos em basquete motivam os técnicos e jogadores. Além disso, existe um trabalho de base forte sendo desenvolvido pelo clube. É um exemplo a ser seguido pelos times de todo o país.
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Quais são as principais diferenças entre o basquete paulista e o carioca?

O basquete carioca precisa de um Campeonato Estadual mais competitivo para que as equipes possam se preparar melhor para o Nacional. São Paulo tem uma tradição maior no basquete, com mais times de melhor nível técnico.

E os seus planos para 2003?

Meu contrato com o Automóvel Clube/Campos vai até março. Depois disso, não sei o que vou fazer. Vou esperar a definição do clube para o Campeonato Carioca do ano que vem. Ainda sou jovem e muitas coisas podem acontecer na minha carreira.
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Deixe uma mensagem para quem está começando no basquete.

Seja perseverante. Não é uma carreira fácil. É preciso treinar e insistir muito para ter sucesso no basquete.