Imprensa

30/11/2000 - Gerasime Nicolas Bozikis

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Desde 1º de janeiro desse ano, mais de 150 mil internautas visitaram o site da CBB. Com o intuito de estreitar ainda mais essa relação, a partir dessa semana haverá um um novo espaço para entrevistas com dirigentes, técnicos e atletas do basquete brasileiro. O presidente da CBB, Gerasime Grego Bozikis, abre a série e, numa conversa informal, faz um balanço da temporada 2000, os planos para 2001 e confirma a posição do Brasil no Ranking Mundial do Século.

Qual sua análise das seleções brasileiras na temporada 2000?

Foi uma temporada extremamente positiva. Vibramos e nos emocionamos com a medalha de bronze que a seleção feminina conquistou nas Olimpíadas de Sydney. Considerando o potencial das equipes que ficaram na nossa frente — os Estados Unidos, pelo trabalho que desenvolvem, e a Austrália, que nos últimos 10 anos se preparou e investiu para essa competição — esse bronze valeu ouro. Ainda em Sydney, tivemos a Janeth, cestinha dos Jogos Olímpicos. Esse grupo, que mescla jovens atletas com jogadoras experientes, ainda nos dará muitas alegrias. A seleção masculina, fora dos Jogos Olímpicos, também teve um calendário internacional de alto nível, participando de Torneios na Argentina, Canadá e Grécia, além da Copa Caixa 500 anos, aqui no Brasil. A seleção juvenil feminina assegurou a vaga para o Campeonato Mundial, enquanto a seleção cadete feminina obteve o oitavo título sul-americano.

E o calendário da CBB para 2001?

Temos programadas competições do cadete ao master. Os dois primeiros grandes eventos de 2001 são o 12º Campeonato Nacional Masculino, que começa dia 28 de janeiro, e o 4º Nacional Feminino, a partir de 3 de fevereiro. A competição masculina contará com 16 equipes e terá 240 jogos somente na fase de classificação, 58 a mais do que a edição de 2000. Já o torneio feminino, terá a participação de oito equipes, com as nossas medalhistas de bronze nas Olimpíadas de Sydney em quadra. A seleção juvenil feminina disputa, de 14 a 22 de julho, o 5º Campeonato Mundial, na Republica Tcheca. Na fase de preparação, nossas meninas irão disputar jogos de alto nível técnico, no Brasil e no exterior. Para as seleções adultas estão programados os Campeonatos Sul-Americanos, que definem vagas para as Copas das Américas, que, por sua vez, são classificatórias para os Mundiais de 2002. Desde junho de 97, realizamos campeonatos nas categorias de base. Também em 2001, continuaremos investindo em busca de novos valores. Para isso, realizaremos 16 competições de cadete e juvenil. <a href="/calendario.asp?ano=2001"><B>Confira o calendário de 2001</b></a>.

O que representa o Brasil terminar entre os quatro primeiros no Ranking Mundial do Século XX?

É a comprovação do talento do atleta brasileiro. Fomos três vezes campeões mundiais, duas vezes vice e conquistamos três medalhas de bronze. No cenário olímpico, o Brasil possui uma medalha de prata e quatro de bronze. Com essas 13 medalhas, encerramos o ano com uma grata constatação: o basquete brasileiro é a quarta potência do mundo no século XX, atrás apenas dos Estados Unidos, da ex-União Soviética e da Iugoslávia. Estamos à frente de grandes potências que estão longe de nos alcançar. E, com certeza, vamos incomodar a Iugoslávia em busca da terceira colocação.