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05/11/2002 - Antonio Carlos Vendramini

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Antônio Carlos Vendramini é um dos técnicos mais consagrados do basquete brasileiro. Nos clubes, foi campeão pan-americano, nove vezes campeão paulista, oito vezes campeão brasileiro, seis vezes campeão sul-americano e duas vezes campeão mundial. Na seleção brasileira, em 1989, foi campeão sul-americano e vice-campeão da Copa América. Também participou de todas as quatro edições do Campeonato Nacional Feminino (em 1998, comandando o Fluminense, e de 1999 a 2001, o Paraná Basquete). No Nacional de 2002, o técnico encara o desafio de dirigir a equipe do Dom Bosco/Governo Popular e de desenvolver o basquete de Mato Grosso do Sul.
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Como está sendo o desafio de treinar o Dom Bosco?

É realmente um desafio. Não existia basquete adulto no Mato Grosso do Sul. Mesmo assim, estou muito entusiasmado. Fui atendido nas minhas exigências e consegui montar uma boa equipe dentro do orçamento disponível. Na verdade, não estou só montando um time, estou realizando um projeto. Meu objetivo é abrir escolinhas em todos os municípios do Mato Grosso do Sul. Estou muito feliz e orgulhoso de ter sido escolhido pelo Dom Bosco para plantar essa semente, realizando um trabalho de base competente e expandindo o basquete para mais um estado do Brasil.

Qual a importância desse investimento?

Esse investimento partiu do esforço do presidente da Federação de Basquete do Mato Grosso do Sul, Reginaldo Mello de Senna, para dar credibilidade ao basquete deste estado. O Grupo Escolar Dom Bosco e a Secretaria do Governo do Mato Grosso do Sul acreditaram nesse projeto e deram todo o apoio necessário. Essa tentativa de descentralização, tirando um pouco o foco do eixo Rio-São Paulo, é muito positiva para o basquete, que tende a crescer com o surgimento de novos talentos e novos valores.
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Quais são as chances do Dom Bosco no Nacional e quais os favoritos ao título?

Vejo a participação do Dom Bosco com otimismo. Confio no trabalho que realizei. Com certeza, a equipe vai evoluir muito, porque o Nacional Feminino permite que times menores joguem com times de mais alto nível. Na minha opinião, os favoritos ao título são Unimed/Americana e Unimed/Ourinhos. São duas equipes tradicionais, que disputaram a final do Campeonato Paulista e que contam com algumas das melhores jogadoras do basquete brasileiro.

Como você analisa o estágio atual do basquete feminino no Brasil?

Para mim, a questão principal é a saída de algumas das principais jogadoras do basquete brasileiro para jogar fora do país. Gostaria de ver essas atletas repatriadas. O nível dos campeonatos melhoraria muito.
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Como você começou no basquete? Quais foram as suas principais conquistas?

Fiz faculdade de Educação Física e o basquete foi o esporte que mais me cativou. Como técnico de clubes, fui campeão pan-americano, nove vezes campeão paulista, oito vezes campeão brasileiro, seis vezes campeão sul-americano, duas vezes campeão mundial. Como técnico da seleção brasileira, fui campeão sul-americano e vice-campeão da Copa América.

Depois de tantas conquistas, você ainda tem algum sonho para realizar?

Estaria mentindo se não dissesse que quero muito ser técnico da seleção brasileira. Fui técnico da seleção feminina durante um curto período de tempo em 1989. Acho que devemos sempre alcançar o ponto máximo dentro da nossa carreira. O ponto máximo para mim seria dirigir a seleção brasileira por um espaço de tempo mais longo.