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03/10/2002 - Guerrinha

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O técnico do Bauru Basquete, Jorge Guerra, o Guerrinha, campeão do Nacional de 2002, foi o representante do Brasil no Curso Continental de Basquete, um encontro internacional de treinadores de várias modalidades esportivas que aconteceu de 15 a 22 de setembro em Porto Rico. Depois de participar de cursos e palestras, junto com técnicos de basquete de 35 países, Guerrinha voltou ao Brasil defendendo um maior intercâmbio de idéias entre profissionais de todo mundo e valorizando o papel do jogador no aprimoramento tático. O técnico pretende aplicar os conhecimentos que adquiriu no seu time. A equipe paulista tem pela frente dois desafios: o Campeonato Paulista, que começou dia 1º, e o Sul-Americano de Clubes Campeões, de 20 a 27 deste mês, em Valdívia, no Chile.

Qual a importância de participar do Curso Continental de Basquete?

Com certeza, foi gratificante. Nesse evento, tive a oportunidade de conhecer técnicos de países como Estados Unidos, Canadá, Argentina, Uruguai, Venezuela, Chile, Porto Rico, Caribe e Guatemala. Essa troca de conceitos e de filosofias de jogo com profissionais de todo mundo é fundamental para o aprimoramento técnico do basquete brasileiro. Conversei com o Flor Melendez e ele disse que uma das principais causas da evolução do basquete argentino é o intercâmbio de idéias com outros países. Hoje, qualquer técnico argentino precisa fazer de cinco a dez clínicas por ano.
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Como foi o evento?

Eram dez horas por dia de palestras e dinâmicas de grupo, com temas que iam desde doping até os métodos de ensino, biomecânica e filosofias de trabalho. As palestras tratavam dos fundamentos, mas também davam ênfase à parte didática, às formas como as táticas são passadas para o jogador. O atleta tem que executar bem os fundamentos, mas não é só isso. Ele também precisa entender as regras e as táticas do jogo, compreender o basquete.

Esse encontro muda sua forma de trabalhar como técnico?

Estou dando mais importância ao trabalho de grupo. O envolvimento, a participação dos jogadores no trabalho tático deve ser maior. Eles precisam pensar mais, não só executar os fundamentos e as ordens do técnico, mas entender o jogo. Também pretendo desenvolver projetos para aumentar o número de clínicas no país e para viabilizar a interação entre os técnicos brasileiros e o intercâmbio com profissionais do basquete internacional.
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O Bauru entrou no Campeonato Paulista com o time reformulado. Quais são as expectativas para a competição?

O Bauru está entrando numa nova etapa. Perdemos cinco jogadores e reformulamos o time. Nossa equipe é jovem (tem média de idade de 20 anos), mas é muito competitiva. O trabalho preparatório foi muito bom e a nossa participação nos Jogos Abertos foi bem produtiva. Estamos confiantes num bom desempenho no Estadual. Nosso objetivo é ficar entre os melhores. Para mim os favoritos são Araraquara, que foi o vice-campeão nacional deste ano, Mogi e Franca, que investiram em novos jogadores.

O que você espera do Campeonato Sul-Americano de Clubes Campeões?

Será uma boa oportunidade para os jogadores do Bauru adquirirem experiência internacional. No Curso Continental de Basquete, conversei com alguns técnicos da América Latina e consegui algumas informações sobre os times que irão participar da competição. Delfines de Miranda, da Venezuela, Defensor Sporting, do Uruguai, e Deportivo Valdívia, do Chile, serão os principais adversários.