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28/06/2002 - Maybyner Rodney Hilário

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O Brasil terá um representante na temporada 2002/2003 da NBA. O pivô brasileiro Nenê, de 19 anos e 2,10m, foi o sétimo escolhido na primeira rodada do draft da NBA, realizado quarta-feira, em Nova York, e defenderá o Denver Nuggets. Nenê será o terceiro atleta brasileiro a jogar na Liga Profissional Norte-Americana. Os dois primeiros foram os pivôs Rolando e Pipoka. No Brasil, Nenê atuou nas equipes do Barueri/Vasco (SP) e Vasco da Gama (RJ). Pela seleção brasileira, o pivô conquistou em 2001 o vice-campeonato sul-americano e da Copa América e a medalha de bronze no Goodwill Games. Nenê causou ótima impressão na terra do basquete, com sua força física, precisão e talento para os rebotes.

Como você se sente já que entrou definitivamente para a história do basquete brasileiro e mundial?

Estou nas nuvens ainda. É o sonho de todo o jovem jogador atuar com os melhores jogadores do mundo. Sei que estarei abrindo caminho para outros brasileiros mostrarem o seu talento. Tenho que abraçar essa oportunidade e desenvolver meu jogo o máximo possível e permanecer na NBA por muito tempo.
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O que a equipe do Denver Nuggets pode esperar de você em quadra?

Vou fazer o mesmo que fazia no Vasco, marcar, pegar rebotes e interceptar bolas. Acredito que posso contribuir muito para o time no aspecto defensivo.

Você acha que terá dificuldades em se adaptar ao estilo de jogo da NBA?

Acredito que não. Os três meses de treinamentos que fiz nos Estados Unidos me ajudaram bastante a entrar no ritmo de jogo da liga. Os treinos e testes me deram grande experiência e também desenvolveram minha força física, que é fundamental no basquete profissional americano. Além disso, conheci a diretoria do Denver quando fiz testes na cidade, o que facilita minha adaptação ao grupo. Só espero me adaptar também à língua inglesa, que vou aprender aos poucos.
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Sua atuação pela seleção brasileira no Goodwill Games, onde enfrentou o Dream Team norte-americano impressionou a mídia e os olheiros da NBA. Isso te ajudou a se preparar para a NBA?

Sem dúvida me ajudou muito. Percebi que eu teria chance de jogar fora do país. A imprensa brasileira me elogiou muito e dizia que vários times da NBA estavam me observando. A partir daí fui chamado para treinar com técnicos em Cleveland e fazer vários testes.

E como foi enfrentar o Dream Team na semifinal do Goodwill Games?

Eu adorei. O que me impressionou na partida contra eles foi a postura humilde dos jogadores. Eles não nos conheciam mas nos respeitaram muito. É bom lembrar que só perdemos o jogo na prorrogação
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Como você analisa as comparações que fazem entre você e grandes pivôs como o Hakeem Olajuwon e o Shawn Kemp?

Acho que não dá para comparar porque são super astros e eu ainda estou começando. Fico muito lisonjeado com tantos elogios, mas também é uma enorme responsabilidade ser comparado a eles. O que eu realmente espero é ser reconhecido como Nenê, que é uma mistura dos dois.

Nos Estados Unidos te chamam de Hilário e no Brasil de Nenê. Na camisa vai ser Hilário ou Nenê?

Eu pretendo deixar Nenê porque todo mundo já me conhece como Nenê e tenho a preferência de jogar com o número 13. É o meu número de sorte e a minha data de nascimento. O 13 tem tudo a ver comigo.