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15/06/2002 - Vanderlei Mazzuchini Jr.

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O ala Vanderlei Mazzuchini, de 29 anos, está rindo à toa. O atleta acaba de se sagrar campeão do Nacional de 2002 pelo Bauru/Tilibra/Copimax e ser eleito o MVP da competição. Cestinha da equipe, o ala fala da excelente fase de sua carreira e da alegria de conquistar seu primeiro título brasileiro.

O que representa para você o título do Campeonato Nacional?

Estou imensamente feliz com a conquista do meu primeiro título brasileiro. É a conseqüência do trabalho e da evolução do meu jogo e da equipe. Estou em um ótimo momento da minha carreira e me orgulho muito de fazer parte da história do primeiro título de Bauru, uma cidade que merece essa alegria, pois adora basquete e sempre apoiou a equipe.

Existe uma fórmula para o sucesso da equipe campeã?

A chave do nosso sucesso é o conjunto. Os jogadores pensam no coletivo e não no individual. Se eu consigo fazer muitos pontos e ajudar a equipe a vencer, é porque o time soube trabalhar para que a bola chegasse em mim. O Bauru não depende de um único jogador e sim da força do coletivo. Isso foi fundamental para garantirmos as vitórias rumo ao título.
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Uma análise do Campeonato Nacional de 2002.

Foi um Campeonato super equilibrado e, por isso, muito desgastante. Terminamos a fase de classificação em primeiro lugar com cinco derrotas, o que mostra o nivelamento das equipes. Antigamente se classificar em primeiro significava disputar uma série bem mais fácil contra o oitavo colocado. Hoje não é mais assim. Fizemos jogos dificílimos contra o Minas Tênis. Quem ganha com isso é o público, que vê excelentes partidas.

Quais são os melhores jogadores da competição?

Demétrius (Minas), Marcelinho (Fluminense), Rogério (Vasco), Renato (Ribeirão Preto) e o Leandrinho (Bauru), que é a grande revelação desse Campeonato. Acredito que dentro de pouco tempo ele será o melhor armador do país.
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Qual o melhor e o pior momento de sua carreira?

O melhor e o pior aconteceram no mesmo ano, em 1999. O pior foi no Flamengo, onde me machuquei e fiquei sem jogar durante um bom tempo. Foi uma fase triste, que derrubou minha auto confiança. Mas logo depois fiz uma ótima temporada na seleção brasileira, conquistei o Campeonato Sul-Americano, fui eleito o melhor jogador da competição e trouxe para casa a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg. Foi um momento de grande superação na minha carreira que nunca vou esquecer.

O que ainda falta conquistar na vida pessoal e profissional?

Atleta não pode fazer muitos planos, especialmente a curto prazo. Não sei ainda como será a próxima temporada, mas gostaria de permanecer em Bauru. Profissionalmente, gostaria de tentar outra atividade (o atleta está no segundo ano da faculdade de Administração) onde eu pudesse me dar tão bem quanto no basquete. No campo pessoal, claro que penso em ter uma família, ser pai, mas ainda está muito longe de acontecer.
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Qual a importância da família para sua carreira?

Minha família me apoiou muito no início da minha carreira e me deu uma estrutura sólida para que hoje eu consiga viver bem sozinho. No começo foi difícil, a saudade de casa até afetava meu rendimento em quadra. Hoje já me acostumei e me sinto muito bem. Morar no interior facilita muito, as pessoas cooperam umas com as outras e o calor humano das cidades pequenas ajudam a diminuir a solidão.

Quais as chances da seleção brasileira no Mundial de Indianápolis?

Acredito que o Brasil tem condições de fazer uma boa campanha. O Campeonato é extremamente equilibrado e, sendo uma competição curta, vence a equipe que está em um melhor momento. Por isso, não dá para fazer muitas previsões. Mas acho que temos uma boa equipe, que mistura juventude e experiência, e um técnico que conhece muito bem o grupo. Podemos surpreender.