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11/06/2002 - Jeffty Connelly

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O ala do Bauru/Tilibra/Copimax Jeffty Connely tem na cabeça um só objetivo: ser campeão brasileiro. Há dez anos no Brasil, esse norte-americano nascido na Califórnia não mede esforços para conquistar seu primeiro título no Campeonato Nacional. E vem ajudando com seus pontos, muita raça e técnica a sua equipe a chegar lá. O Bauru abriu um a zero na série final contra o Uniara/Fundesport. Um dos estrangeiros que está há mais tempo no Brasil, o ala, de 35 anos, declara seu amor ao país e fala da ótima fase da sua carreira.

Quais suas expectativas para as finais contra o Uniara/Fundesport?

Espero ser campeão nacional. Venho perseguindo esse objetivo desde que cheguei no Brasil, há dez anos. Começamos bem as finais, vencendo a primeira partida em Araraquara, onde a pressão é enorme. Temos que manter o mesmo ritmo para garantir mais duas vitórias em Bauru. Eles virão para cima da gente com tudo, não podemos nos deixar abater. Vamos contar com o apoio da nossa torcida e buscar mais uma vitória rumo ao título.

Existe um segredo para o sucesso do Bauru na competição?

Uma grande vantagem que a nossa equipe tem hoje é a variedade de jogadores. Os atletas não ficam sobrecarregados e o técnico tem várias opções táticas. Além disso, o grupo é extremamente unido e brilha o jogo coletivo, e não o individual.
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Como você analisa seu desempenho na equipe, já que é um dos mais experientes?

Acho que passo por uma boa fase. Procuro cumprir o meu papel dentro e fora de quadra, ajudando ao máximo a equipe a apresentar o melhor basquete possível. Acredito que a experiência de jogadores como eu, Vanderlei e Josuel ajuda muito porque os garotos têm vontade e estão dispostos a aprender. É o caso do armador Leandrinho, que ouve atentamente tudo que falamos com ele, por isso tem evoluído tanto.

Quais os melhores jogadores do Nacional 2002?

Marcelinho (Fluminense); Vanderlei (Bauru), que está fazendo uma excelente temporada; Demétrius, que ajudou o Minas Tênis a fazer uma ótima campanha no retorno do clube à competição; Oscar (Flamengo), que é sempre uma atração à parte nos jogos, e o Leandrinho (Bauru), a grande revelação do Campeonato.
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O que você mais gosta no país e qual a cidade que mais te agradou?

Adoro o jeito divertido do brasileiro. A vida aqui é muito alegre e as pessoas sabem acolher bem os estrangeiros. Fui bem recebido em todas as cidades e clubes em que trabalhei. Já morei em Belo Horizonte, Rio Claro, Mogi das Cruzes, Ribeirão Preto e, agora, Bauru. Gosto muito de todas, mas tenho um carinho especial por Belo Horizonte, que foi a primeira a me receber. É uma cidade grande, bonita, onde fui tratado com muito respeito.

Está nos seus planos voltar para os Estados Unidos?

Acredito que voltarei quando parar de jogar. Quem sabe eu possa trabalhar na área em que me formei (Comunicação Social). Nos Estados Unidos terei mais oportunidade de trabalho e condições de ganhar mais dinheiro, além do fato da minha família estar toda lá. Mas não pretendo romper os laços com o Brasil, que já é minha segunda pátria. Espero poder manter um lugar para morar aqui e visitar sempre o país que aprendi a amar e os amigos que conquistei nesses dez anos.
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E quais conselhos você dá para os jogadores estrangeiros que vêem jogar no Brasil?

A primeira coisa que um estrangeiro tem que aprender é a estar disposto a aceitar e respeitar as diferenças de cultura e estilo de jogo. Tem que se dedicar bastante e praticar um bom basquete.