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28/05/2002 - Chuí

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A experiência do ala Marco Aurélio Pegolo dos Santos, o Chuí, vem ajudando o Vasco da Gama a conquistar vitórias e chegar às semifinais do Campeonato Nacional 2002, na busca do tricampeonato. Experiência em decisões não falta ao atleta, de 38 anos e 22 de carreira. O ala já venceu a competição quatro vezes por Franca (1993, 1997, 1998 e 1999) e foi campeão da Taça Brasil defendendo o Sírio (1989). Pela seleção brasileira, Chuí foi bicampeão sul-americano (1989 e 1993), medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Mar del Plata, na Argentina (1995) e participou do Campeonato Mundial da Grécia (1998).

Por que o apelido Chuí?

Ganhei esse apelido quando fui jogar em Franca, em 1980, vindo de Campo Grande (MT), onde morei muito tempo. Na equipe já tinha outro menino vindo da mesma cidade, que apelidaram de Xingu, pois a região de Mato Grosso tem muito índio. Quando cheguei, quiseram me dar um apelido de qualquer jeito e resolveram me dar também um nome indígena, daí saiu Chuí. O engraçado é que pelo meu tipo físico, todo mundo pensa que tenho esse apelido por ser do Sul.

Como começou sua carreira e em quais clubes jogou?

Comecei mesmo no basquete no juvenil de Franca. Desde então joguei no Sírio, onde fui campeão da Taça Brasil, Palmeiras, Minas Tênis, Jales, Lençóis Paulista, Mogi e Caserta (Itália).
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Quais suas expectativas para as semifinais do Nacional contra o Uniara?

Com certeza, será uma disputa muito difícil. O Uniara é uma grande equipe e vem de um ótimo momento na competição. A vitória contra o Uberlândia por três a um deu mais confiança a eles, além do tempo que tiveram a mais para descansar e se preparar especificamente para jogar contra nós. A semifinal será mais uma oportunidade para a equipe do Vasco mostrar seu valor. Teremos que jogar com raça, calma e inteligência, pois o Uniara impõe um ritmo de jogo bastante forte e perdemos dois atletas importantes, o Helinho e o Jamison.

Existe um segredo para o sucesso do Vasco na competição?

A equipe é muito unida, se conhece bem em quadra e se respeita muito. Temos muita disciplina tática, o que nos faz jogar corretamente de acordo com a necessidade que a partida pede. A nossa função é sempre dar o máximo para buscar o melhor desempenho possível e superar todos os obstáculos.

Valeu a pena trocar o basquete paulista pelo carioca?

Acho que sim. No começo estranhei um pouco mas me acostumei com a cidade grande, já que vivi a maior parte do tempo no interior paulista. Me adaptar ao clube foi bem mais fácil, pois encontrei amigos de longa data, com quem já estou acostumado a trabalhar.
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Quais os melhores jogadores do Nacional?

Alguns atletas evoluíram muito nesse Campeonato, como o Marcelinho (Fluminense) e o Arnaldinho (Uniara). Outros se mantiveram como grandes nomes, como Josuel (Bauru), Pipoka (Uniara) e Sandro (Vasco). A mais agradável surpresa desse Nacional é o armador Leandrinho (Bauru). Agora, na minha opinião, o Rogério tem sido fantástico e um grande exemplo durante toda a competição. Sua versatilidade vem ajudando demais ao Vasco. Além disso, é um atleta muito valente e sempre motiva o grupo.

Aos 38 anos, você pensa em parar?

Depois dos 35 anos, parar sempre passa pela nossa cabeça, mas fica dependendo das circunstâncias de cada temporada. Eu pretendo jogar mais uns dois anos. Depois disso fica mais difícil, até porque no Brasil ainda há muito preconceito contra atletas mais velhos.
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Quais as chances do Brasil no Mundial de Indianápolis?

Acho que o Brasil tem todas as condições de fazer uma boa campanha e melhorar a colocação do Mundial de 1998 (10º lugar). Acredito na classificação da equipe para a segunda fase, onde temos que manter a regularidade, pois um vacilo em uma partida pode significar a eliminação. Mas a equipe tem potencial e nomes como Nenê e Anderson, que estão em importante intercâmbio com outras escolas de basquete e podem ser muito úteis para uma boa participação da equipe no Mundial.