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23/05/2002 - Nezinho

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Com apenas 21 anos, o armador Welington Reginaldo dos Santos, o Nezinho, é um dos destaques do Campeonato Nacional 2002. Sua participação foi fundamental na fase de classificação e, agora, nas quartas-de-final, quando o COC/Ribeirão Preto venceu a série contra o Flamengo por três a zero. Apesar de ainda estar no início da sua carreira, Nezinho sonha em chegar à seleção brasileira. Mas sua meta atual é ser campeão brasileiro, título inédito para ele e para o seu time.

Como você começou a jogar basquete e quais os principais títulos que você conquistou?

Quando era criança, jogava muito futebol. O interesse pelo basquete começou no SESI, de Araraquara. Lá comecei a me destacar na categoria infantil e fui para o Limeira. Joguei pelo clube de 1997 a 1999. Em 2000, o Tom Zé me convidou para entrar no time juvenil do COC. Fui evoluindo e cheguei à equipe adulta. Os principais títulos da minha carreira foram em 2001: campeão dos Jogos Abertos e do Campeonato Paulista e o vice-campeonato do Nacional.

Por que o apelido de Nezinho?

Esse apelido foi dado pela minha mãe. Ela costumava chamar meu irmão mais velho de Nenezinho. Quando eu nasci, ele passou a ser o Nenezão e eu, o Nenezinho. Mais tarde, o apelido diminuiu para Nezinho.

Quais são suas expectativas para a semifinal do Campeonato Nacional?

As expectativas são as melhores possíveis. Passamos bem pelo Flamengo nas quartas-de-final. Agora, temos que continuar com o bom desempenho. Nas semifinais, prefiro que o COC jogue contra o Minas. Mas se jogarmos contra o Bauru, não tem importância. Quando se quer se campeão, não importa o adversário.
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Como você explica o sucesso do Ribeirão Preto na competição?

A principal razão do sucesso do COC é que qualquer um dos jogadores do time tem condições de ser titular. O nosso técnico Lula Ferreira pode fazer as alterações que quiser sem medo de cair o rendimento da equipe.

E como foi a sua evolução no Campeonato?

Minha evolução no Nacional se deve ao bom entrosamento que tenho com a equipe. Já conheço bem o Alex, o Renato e o Jefferson. Isso facilita meu trabalho como armador. Com a contusão do Álvaro Reis, também armador, vou ser titular do time na semifinal. Mas, como eu disse antes, todos os jogadores do COC são titulares.
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Alguns adversários dizem que a sua marcação é bruta. Você acha justa essa reclamação?

Isso é exagero. Sou um pouquinho chato sim, mas quem faz a marcação tem que ser chato mesmo. Faço o máximo que posso para irritar o adversário. Quem está marcando não pode facilitar.

Quais os seus planos para o seu futuro como jogador?

Meu sonho é chegar à seleção brasileira. Mais tarde, também gostaria de ir jogar na Europa, como o Anderson Varejão. Mas, nesse momento, o importante para mim é estar bem no time do COC e conquistar o título de campeão do Nacional.