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24/04/2002 - Janjão

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Aos 29 anos de idade, Joelcio Joerke, o Janjão, está no melhor momento de sua carreira. O pivô de 2,07m é o principal responsável pela boa campanha do Flamengo/Petrobras no Campeonato Nacional. Durante vinte semanas, esteve na liderança dos rebotes e é o segundo maior pontuador da equipe carioca. Pela seleção brasileira, o atleta estreou na Copa América, em 1993. Esteve em uma Olimpíada (Atlanta/96) e dois Mundiais (94 e 98) e conquistou duas medalhas de bronze, na Copa América de 1997 e nos Jogos Panamericanos de 1995.

Como foi o início da sua carreira?

Quando eu tinha 16 anos, fui participar do peneirão em Franca. Passei nos testes e, apesar da minha categoria ser infanto-juvenil, fui para o time juvenil. Na época o Hélio Rubens era técnico da equipe principal e me chamou para compor o elenco. O Hélio foi uma pessoa muito importante na minha carreira. Ele me colocava na quadra mesmo com jogadores mais experientes na equipe.

Em que times já atuou e os principais títulos?

Eu joguei em Franca, Mogi, Ribeirão Preto, fiquei uma temporada na Itália, na equipe do Snaidero Udine, Vasco e estou no Flamengo desde o ano passado. Tenho três títulos paulistas, três brasileiros e quatro sul-americanos (dois pelo Franca e dois pelo Vasco).
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Como foi a experiência de jogar fora do Brasil?

O estilo de jogo europeu é baseado na marcação forte, com muito contato físico, diferente do nosso. A estrutura é muito boa e o Campeonato é muito organizado. Foi muito bom para mim passar um tempo fora, não só pelo basquete mas como experiência de vida.

O Flamengo chegou a ficar na 14ª posição na tabela, reagiu e obteve sete vitórias consecutivas. Que análise você faz da equipe no Campeonato?

Nós começamos mal o Campeonato. Tínhamos muitos desfalques, alguns jogadores estavam lesionados, outros doentes e isso prejudicou muito a equipe. Quando o time voltou a contar com o elenco completo, nosso padrão de jogo melhorou e subimos na tabela, ficando entre os primeiros. Agora, voltamos a perder alguns jogos. Acho que num Campeonato longo como esse é normal a irregularidade.

O que o time precisa melhorar para garantir a vaga nos playoffs?

A nossa queda de rendimento foi justamente na defesa. Nos jogos fora de casa é muito importante ter uma marcação forte para ter tranqüilidade no contra-ataque. Nós ainda temos cinco jogos para nos reanimar e tentar chegar nos playoffs com moral.
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Na sua opinião quais são os times favoritos ao título?

Este é um Campeonato muito equilibrado, num dia você vence o primeiro colocado e logo em seguida perde para o último. Até agora, acho que só o Vasco conseguiu manter uma regularidade, sem muitos altos e baixos. Os times do Bauru e do Uberlândia também estão muito fortes.

Você permaneceu por vinte semanas líder nos rebotes e é o segundo maior pontuador do Flamengo. Ao que se deve a sua boa campanha neste nacional? Você acha que melhorou física e tecnicamente da temporada passada para essa?

Na temporada passada eu tive uma entorse no joelho e fiquei parado algum tempo. A volta foi muito difícil e não tive muito tempo para me recuperar. Neste ano, eu tive sorte de não sofrer nenhuma contusão e pude manter a mesma regularidade e a forma física do Campeonato Carioca. Com certeza, essa é a minha melhor temporada. Estou muito bem no Flamengo e quando se joga com prazer, você acaba fazendo um bom trabalho.

O que você espera do Brasil no Mundial de Indianápolis onde irá enfrentar na primeira fase Líbano, Turquia e Porto Rico?

Acho que o Brasil tem muita chance de fazer uma boa competição. Porto Rico tem um jogo parecido com o nosso. Acho que as dificuldades estarão nos times europeus, que tem uma filosofia diferente da nossa. O basquete brasileiro precisa de um bom resultado para dar moral ao esporte, ainda mais agora com a volta da televisão aberta (TV Bandeirantes).
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Quais suas expectativas em ser convocado para a seleção?

Eu ficaria muito feliz e orgulhoso em ser convocado porque é para isso que a gente trabalha. O Hélio faz um trabalho de renovação, do qual já fui beneficiado uma vez, e vou entender perfeitamente se ficar de fora.