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05/04/2002 - Demétrius Ferraciú

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O armador Demétrius enfrenta mais um desafio na sua carreira. Trocou a cidade do Rio de Janeiro, onde atuava no Fluminense, por Belo Horizonte e é uma das estrelas do Universo BH/Minas, que retornou este ano à disputa do Campeonato Nacional. Experiência não falta ao atleta, que disputa a competição pela décima primeira vez, com cinco títulos conquistados (93/97/98, pelo Franca, e 2000/2001, pelo Vasco da Gama). Décimo cestinha da história do Campeonato, com 4.093 em 296 jogos (até a terceira rodada do returno), Demétrius está otimista quanto à classificação de sua equipe para os playoffs e o desenvolvimento do basquete na cidade.

Que análise você faz da equipe do Minas no Nacional?

Estamos indo muito bem no Nacional. O Minas começou a crescer na metade do primeiro turno. A equipe está mais entrosada e se conhece melhor agora. Nosso objetivo é ficar entre os oito primeiros na fase de classificação e ir para as quartas-de-final. Podemos surpreender nos playoffs.

Quais suas expectativas e os favoritos ao título?

Minhas expectativas são boas. O Minas está bem na competição, mas estamos enfrentando adversários fortes. Para mim, o Vasco da Gama, o Unit/Uberlândia e o Bauru/Tilibra são os favoritos ao título. O Vasco tem um time experiente que joga junto há muito tempo. O Bauru está em ascensão no Campeonato e o Uberlândia é favorito porque tem jogadores muito bons.
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Como foi sua adaptação ao novo time e a cidade?

Estou gostando de Belo Horizonte. É uma capital muito desenvolvida, mas tem algumas características de cidade do interior. Isso faz com que eu me sinta em casa porque morei muitos anos no interior, em Franca e em Lençóis Paulisa. A adaptação ao clube está sendo fácil. O Universo/Minas tem uma estrutura muito boa. Conheço até os atletas de outras modalidades, como vôlei, natação e futsal. O time está bem entrosado e tem jogadores que já estiveram na seleção brasileira comigo.

Qual a importância da torcida para equipe?

A torcida do Minas Incentiva muito os jogadores. Quando jogamos em Belo Horizonte, o time se sente mais forte e é mais fácil conseguir a vitória. Não gostamos de perder em casa e decepcionar os torcedores. Queremos que o mineiro se interesse cada vez mais pelo basquete.

Você está quase atingindo a marca dos 300 jogos no Nacional. É o terceiro jogador em número de jogos e o 10º cestinha da história da competição. O que representa essa marca?

Estou muito feliz. Sei que poucos jogadores alcançaram essas marcas. O melhor é saber que, a cada ano que passa, o Nacional fica mais organizado e com um nível técnico maior.
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Qual a sua maior emoção e a maior decepção nas 10 temporadas do Nacional?

A maior emoção foi o primeiro Campeonato que conquistei jogando como titular do Franca em 1997. Disputamos a final contra o Corinthians/RS, time que naquele ano voltava a do Nacional. A maior decepção foi no Nacional de 1999, quando jogava pelo Vasco. Fomos derrotados pelo Franca na final, com o Maracanãzinho lotado.

Para encerrar, fale um pouco sobre as chances do Brasil no Mundial de Indianápolis.

A Turquia é o adversário mais difícil. Sua equipe é forte e conta com jogadores da NBA. Já conhecemos a equipe de Porto Rico porque jogamos contra eles algumas vezes. O Líbano é o adversário mais fácil. Nosso objetivo é fazer com que o Brasil tenha bons resultados na primeira fase. Queremos ficar entre as oito primeiras colocadas e, a partir daí, conseguir uma boa classificação final. Estamos passando por um período de renovação. O grupo conta com jogadores mais novos e outros mais experientes. Essa mistura é boa para a evolução da equipe.