Imprensa

07/07/2017 - Marino Manella, do América EC

img
O experiente Marino Manella, de 80 anos (30 de março de 1937), que é natural de Cravinhos (SP) e radicado em São José do Rio Preto (SP), vem comandando o tradicional América EC desde 2003, quando a equipe foi fundada, com muito esforço, driblando as dificuldades de se trabalhar com esporte no país com extrema eficiência, unindo isso a sua grande paixão pelo que faz. Ao todo, são mais de 68 anos nas quadras, lutando em prol do crescimento da modalidade no interior paulista, seja como atleta, técnico ou dirigente. Após um longo tempo como jogador, Marino passou para técnico onde foi dirigente, e, ao total foram mais de 1900 jovens que passaram por sua filosofia, e, muitos destes aproveitaram da bolsa de estudo em que ele disponibiliza para os jogadores. Saiba mais da vida e dos pensamentos de Manella, na entrevista a seguir...

Faça um breve panorama de sua carreira no basquete, com mais de 65 anos de atuação:

Considero-me um homem realizado, com 80 anos de vida e 68 de basquete; iniciei com 12 e tenho a mania de tudo guardar, sendo que a minha primeira camisa faz parte do meu acervo. Sempre me utilizei do esporte para a formação de homens e aprendi muito com o Thales Monteiro, que atuava na Seleção Brasileira, enérgico comandante! (residia em Ribeirão Preto, treinava na equipe de 12/15 anos em Cravinhos). Entre tantas historias (conto), tive o privilegio de tê-lo como técnico: “estava sentado no banco de reservas, com vontade de entrar no jogo e disse para ele: professor, o Nicolau está jogando mal né?” – coisa de atleta, que quem participa do jogo conhece. E, aí começou meu aprendizado, com a resposta dele: “Marino Manella, para o chuveiro! E, não saia de lá até o jogo terminar” (imagine era um dos seus melhores amigos). Aprendi que o que temos, conquistamos, não precisando derrubar ninguém, que respeito nós só adquirimos quando damos e que tudo tem sua hora certa. Considero-me uma pessoa realizada! Três cidades que tive residência – Cravinhos, Jales e São José do Rio Preto – fui agraciado com três títulos de cidadão, me foram conferidos e medalhas de honra ao mérito; 1974 atletas passaram por mim como técnico (tenho notícia de que todos se tornaram homens de bem); tenho seis troféus de melhor técnico, quando os técnicos adversários que escolhiam; tive o privilégio de sentar-me a mesa de almoço com vários amigos técnicos (Daiuto, Crespo e outros) para falarmos sobre jogadas e com isto apreendi muito; tenho amigos ‘basketeiros’, há mais de 50 anos; e criei em 1996 e continua até hoje, a Liga Basketball de São José do Rio Preto (LIBASK), com 66 cidades e 6192 atletas inscritos, que na grande maioria jogam até hoje. Em 2001, tive o prazer e a satisfação de iniciar e difundir o BASKET3, pela LIBASK, era nosso parceiro na oportunidade a TV TEM, até o ano de 2011. Após com o passar do tempo, entreguei as rédeas aos irmãos Cardoso (Betão e Vinicius – figuras do melhor nível possível), para que dessem continuidade no mesmo, resolveram que chamariam 3x3.

Como está à preparação do América EC para a disputa de mais uma edição do Campeonato Paulista?

A equipe vem sendo preparada, da forma mais eficaz possível. Como todo ano, existe troca de valores, o trabalho torna-se mais árduo. Estamos aguardando a chegada de dois americanos, como todo ano fazemos.

Como está à preparação do América EC para a disputa de mais uma edição do Campeonato Paulista?

A equipe vem sendo preparada, da forma mais eficaz possível. Como todo ano, existe troca de valores, o trabalho torna-se mais árduo. Estamos aguardando a chegada de dois americanos, como todo ano fazemos.

Ver o seu neto, Marininho Manella Zacarias, no comando da equipe é um motivo de satisfação?

A satisfação é tão grande, pois ele me acompanha nas quadras desde os 10 anos de idade. Como em nossa família o basquete é religião, venha a ser um pouco mais de satisfação.

E a Liga Rio-pretense de Basketball (LIBASK), que análise o senhor pode fazer das atividades que estão sendo desenvolvidas?

Precisamos sempre manter o foco na base, todo ano levamos para a LIBASK, novidades diferenciadas, em forma de campeonato para que não caia na mesmice de sempre. Variadas formas de disputas são executadas para que seja sempre a contento do disputante. Exemplo: o Marininho é o número 01 do registro de atleta da Liga.

Com relação ao basquete nacional, como o senhor analisa os primeiros meses da atual gestão da Confederação Brasileira de Basketball (CBB)?

Embora o tempo seja curto para uma analise da nova diretoria, certeza tenho que o presidente Guy Peixoto Jr (homem de grande cabedal) saberá dar novas diretrizes à Confederação Brasileira de Basketball.

O fato do Guy Peixoto Jr ter sido um atleta de sucesso tem sido importante nas decisões que vem sendo tomadas para recolocar o basquete nacional no seu lugar de direito?

O fato de Guy ter sido grande e espetacular atleta em todos os sentidos (figura/atleta) facilitará muito as suas atitudes/atividades dentro do cenário que ocupa hoje, na minha ótica Atitude e Determinação, já são meio caminho andado!

Qual a sua perspectiva de futuro para o basquete nacional?

Imagina um cidadão dentro de uma quadra desde 12 anos, hoje com 80 significa 68 anos de vida ‘basqueteira’ (depende exclusivamente dos Homens, com H maiúsculo). Espero que as figuras de diretores, técnicos e orientadores se aproximem da realidade humana e os conduzam corretamente, mostrando e ensinando a modalidade, caminhado par e passo.

Na sua visão, quais são os próximos passos a serem dados pelo basquete brasileiro:

A CBB ser solidaria com as dificuldades das Federações maiores e menores e certamente acolher de uma forma a facilitar suas programações com a finalidade de engrandecer o nosso basquete.

Teremos pela frente as Copas Américas, Feminina e Masculina. Mesmo com pouco tempo, o senhor crê em uma boa performance dos selecionados nacionais:

Nós brasileiros somos autênticos em sempre afirmar que tudo dará tempo e nesse tempo haveremos de estarmos prontos. Temos muitos talentos escondidos, prontos para serem descobertos.