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01/03/2002 - Marco Antônio Aga

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O paulista Marco Antonio Aga comemora seus dezoito anos de carreira como técnico comandando umas das equipes favoritas ao título do Nacional Masculino de 2002: a Unit/Uberlândia. E o time mineiro vem correspondendo bem às expectativas de seu comandante, vencendo sete das oito partidas disputadas. O técnico, que desde 1990 se dedica exclusivamente à categoria adulta, busca levar sua jovem e talentosa equipe ao lugar mais alto do pódio nacional.
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Fale um pouco de sua trajetória como técnico e o momento mais marcante de sua carreira?

Quando joguei basquete na adolescência, sempre ficava no banco. Aí percebi que não tinha futuro como jogador e comecei a estudar para ser técnico. Iniciei minha carreira na minha cidade natal, em 1984, nas divisões de base do Clube Casa Branca, em São Paulo. Também trabalhei em Limeira, Joinville e Santa Cruz do Sul. Eu gostei de todas as equipes que treinei, mas confesso que trabalhar na minha cidade foi muito importante. Casa Branca sempre teve tradição no basquete e a comunidade se envolveu muito com o time. Um dos momentos mais marcantes foi a sexto lugar do Casa Branca no Campeonato Nacional de 2000. Fizemos uma ótima campanha, perdendo a vaga para a semifinal no quinto e último jogo contra o Flamengo.

Como você analisa a campanha do Unit/Uberlândia no Nacional?

O Unit conta com um excelente elenco e vem correspondendo muito bem às expectativas e aos treinamentos, que começaram em agosto do ano passado. Depois de estrear com derrota para o Fluminense, em nosso ginásio, vencemos todos os sete jogos e acertamos nosso jogo. O que me deixa muito satisfeito é a consistência que estamos apresentando na defesa, o que facilita o nosso ataque.

E as suas expectativas para a competição?

Acredito que o Unit tem condições de estar na final do Nacional e esse é o nosso objetivo, mas não será nada fácil. Esse campeonato é o mais equilibrados dos últimos anos. Acho que umas doze equipes disputam as vagas para os playoffs e várias, além da Unit têm chances de disputar o título: Vasco, Ribeirão Preto, Bauru, Uniara e Flamengo.
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O ginásio do Uberlândia está sempre lotado. Qual a relação da equipe com a torcida?

É muito gratificante para quem pratica o basquete receber tanto carinho e resposta do público ao nosso trabalho. E a cidade de Uberlândia está mostrando também que o basquete dá retorno para quem investe. O nosso patrocinador está muito satisfeito, pois o público faz questão de ir nos ver jogar, até quando a partida é transmitida em TV aberta, o que mostra o envolvimento da comunidade com o time. O fato da equipe estar ligada a uma universidade também ajuda, pois mobiliza vários setores da cidade.

Qual sua opinião sobre o atual estágio do basquete brasileiro?

O Brasil vem colhendo os bons frutos da renovação e do trabalho sério que vem sendo desenvolvido nos últimos anos. Estão surgindo novos e excelentes valores em todas as posições, o que faz ser impossível para mim, por exemplo, listar os melhores atletas da atualidade, por que são muitos. O basquete vem crescendo regionalmente, tanto que hoje temos um Nacional com 17 times. Isso faz surgir no cenário nacional vários talentos que podem contribuir muito para o desenvolvimento do basquete brasileiro. Acredito que o Brasil tem condições de fazer uma boa campanha no Campeonato Mundial de Indianápolis e se Deus quiser, garantir uma vaga nas Olimpíadas de 2004, na Grécia.