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03/06/2016 - Deryk Ramos

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Com apenas 21 anos, Deryk Evandro Ramos está de volta à Seleção Brasileira Adulta. A juventude do atleta parece pouco para as habilidades do jovem armador. Deryk acumula passagens pelas Seleções Brasileiras de base e esteve pela primeira vez com a Seleção Adulta em 2015, no Torneio Pré-Olímpico das Américas, no México. A trajetória no esporte da bola laranja começou na sua cidade natal, Limeira (SP), quando tinha apenas 12 anos. Sempre incentivado pelo pai Evandro e mãe Patrícia, no qual tem os nomes tatuados nos braços, o atleta precisou assistir apenas a uma partida para que tomasse uma decisão sobre o futuro. Daí em diante, Deryk passou a respirar basquete. Agora, convocado para o Sul-Americano da Venezuela, que será realizado entre os dias 26 de junho a 2 de julho, o armador do UniCEUB/Cartão BRB/Brasília (DF) tem muitos motivos para a comemoração. Realizar o sonho de vestir a camisa do Brasil mais uma vez e estar presente na competição que antecede aos Jogos Olímpicos do Rio 2016.

Como que está a expectativa para os treinos na Seleção principal?

A expectativa é sempre muito boa de querer aproveitar ao máximo essa oportunidade de estar defendendo o país. Estou muito feliz porque é sempre um reconhecimento muito grande do meu trabalho, de toda dedicação que joguei em cima disso esse tempo todo.
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Você já tem uma história brilhante com o basquete. Foi eleito o melhor jogador na Liga Sul-Americana de Clubes 2015 e lidera as estatísticas de bolas de três pontos no NBB. Como lida com esses importantes resultados?

Acredito que isso seja apenas um detalhe porque esse não é meu foco, quero sempre estar crescendo, evoluindo e ajudar o time. A recepção, o apoio que eu tive de todos em Brasília, tanto da comissão técnica como dos jogadores, me trouxe muita confiança, e isso é muito importante. Estou em um momento muito bom da minha carreira, e quero aproveitar ao máximo esse momento para continuar evoluindo.

O basquete já trouxe muitas mudanças na sua vida, uma delas é estar atuando pelo Uniceub/Brasília. E essa é a primeira vez que você fica longe dos seus pais. Como você encara esses desafios?

Na verdade eu sempre soube que isso teria que acontecer um dia, só não esperava que fosse no ano passado. Foi uma fatalidade, mas existem mudanças que vem para o bem. Sempre dá saudade dos meus pais, mas nos falamos todos os dias. Eles sempre estiveram muito presentes na minha vida, sou grato por tudo e no basquete não seria diferente. Sei que é algo necessário.
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Obcecado em se tornar um profissional da modalidade, você quando era mais jovem tinha uma tabela em casa para treinar arremessos. Conte um pouco sobre isso.

Desde que vi o primeiro jogo de basquete em Limeira, já soube que era isso que queria, então fui atrás daquilo. Meus pais compraram uma bola pra mim, comecei na escolinha e sempre levei aquele momento muito a sério. Eu lembro que ficava praticamente o dia todo no clube, e não demorou muito para os meus pais colocarem uma tabela em casa. E do tamanho oficial (risos) A partir dali, quando eu não estava no clube treinando, estava em casa treinando também, sempre melhorando meu arremesso. E sem dúvida nenhuma isso tudo foi excepcional pra minha evolução e para o meu crescimento!

Tem uma história que você dormia com a bola em Limeira, isso é verdade?

Ela ficava no meu quarto quando ia dormir, e me acompanhava o dia todo. Antes e depois do treino, ela sempre estava comigo. Eu costumava ir mais cedo para o treino e aproveitava um pouco mais aquelas horas. Posso dizer que era um pouco viciado.
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Apesar da idade você se destaca muito nos jogos e competições. De onde você acha que vem esse brilho todo?

Sem dúvida nenhuma sempre me dediquei muito, me esforcei demais e meus pais sempre estiveram presentes. Eles me ajudavam com muito incentivo e até hoje me ajudam no que podem. Isso tudo com certeza fez ser quem sou hoje. Mas sei que tenho muito mais para aprender e evoluir. E estou com toda disposição para isso.

Por falar em brilho... Em Brasília, você foi apelidado de Deryk "Curry" Ramos por repetir os arremessos do astro do Golden State, da NBA. Como foi isso?

Foi um ano muito especial pra mim, por tudo como foi e da maneira que foi. Estou muito feliz por ter recebido esse carinho gigante da torcida, e de todos em Brasília. Realmente é uma satisfação muito motivadora. O arremesso foi espontâneo, eu fico feliz pelos apelidos e comparações com esse craque. Afinal quem não gostaria de ser comparado com o Curry. <iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/07MkkltxPWE" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
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Você é muito jovem e observador. Sobre aprendizado e admiração, quem é hoje o cara experiente que você se espelha?

Eu sempre admirei muito o jogo do armador Marcelo Huertas, mas procuro aprender e absorver com cada jogador que jogo e treino junto. Estou sempre aberto para crescer, sou muito grato a todos os atletas que já me ajudaram em quadra e somaram de alguma forma na minha vida.

Você já esteve com o técnico Rubén Magnano na Seleção Principal. O que aprendeu nesse período?

As oportunidades que tive de estar na Seleção sempre me ajudaram muito, amadurecendo meu jogo, principalmente a questão da comunicação, organização e escolhas. Na seleção é tudo no máximo em maiores graus e potencialidades. E isso te faz crescer, te põe em teste e sei que assim evoluímos.
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Em 2012, você fez parte da equipe que garantiu a medalha de prata na Copa-América Sub-18. Você imaginava que hoje estaria onde está?

Sempre foi um sonho estar jogando na Seleção Brasileira. E no meu primeiro contato com o grupo, já percebi um clima diferente. Você está sempre em desafio, e soube que sempre iria buscar isso. Mas nunca fui muito de contar com as coisas, sempre me dediquei, treinei muito e se tivesse que acontecer, aconteceria. Seria uma consequência. E felizmente hoje estou convocado para a Seleção Adulta novamente. Quero aproveitar cada segundo dessa oportunidade.

Seus próximos passos na carreira... Pretende passar pelo basquete europeu ou americano?

Sem dúvida alguma é um sonho jogar na Europa e na NBA. Mas da mesma forma isso tem que vir naturalmente,. Vou continuar me esforçando e me dedicando muito.
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Qual conselho você daria para quem está começando no esporte e sonha com uma oportunidade de defender o Brasil em alguma competição?

O basquete é um esporte de repetição, quanto mais você treinar, quanto mais você repetir, melhor você fica. Procure sempre evoluir, passo a passo, todo dia um pouco. Se se acontecer algumas vezes de perder ou de achar que não está tendo a oportunidade que deveria, continue treinando porque um dia chega a oportunidade. E quando chegar, você precisa estar pronto para aproveitar isso da melhor maneira possível.