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22/02/2002 - Guilherme Giovanoni

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Com apenas 21 anos, o ala Guilherme é um dos destaques da equipe do COC/Ribeirão Preto e da seleção brasileira, vice-campeã sul-americana e da Copa América 2001. Determinação é o que não falta a esse paulista de 2,01m. Há dois anos e meio, abraçou o desafio de atuar na Europa e foi sozinho viver na Espanha, tarefa nada fácil para um jovem de 19 anos. De volta ao Brasil, ele é uma das armas da jovem equipe de Ribeirão Preto que, além de ser uma das candidatas ao título do Nacional 2002, inicia na próxima semana sua participação na Liga Sul-Americana de Clubes.

Como foi deixar o país para jogar na Europa?

No começo foi bastante difícil porque foi uma mudança radical. Fui para a Espanha sozinho porque acreditava que seria o melhor para mim e para minha carreira. Profissionalmente foi ótimo esse intercâmbio com a escola européia, já que é uma outra realidade esportiva e cultural que a Espanha oferece. No lado pessoal, me proporcionou ainda um maravilhoso crescimento, pois tive que aprender a me virar sozinho. Mas também tenho sorte de contar com o apoio incondicional de minha família, que me ajuda e me estimula a ir sempre em frente com os meus objetivos.
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Faz uma análise da participação do COC no Nacional?

A equipe está fazendo uma boa campanha embora tenha tido pouco tempo de preparação para o Nacional. O entrosamento do grupo melhorou muito depois do Carnaval, época em que ficamos treinando todos os dias. Agora estamos em um ótimo ritmo e muito mais confiantes.

O COC está preparado par disputar o segundo título consecutivo do Nacional?

Acredito que somos um dos favoritos ao título, principalmente depois da conquista do Campeonato Paulista. Para isso, precisamos vencer etapas. A nossa primeira meta é nos classificarmos para os playoffs com o mando de quadra e chegar até a final. Mas temos consciência da dificuldade. O Nacional está extremamente equilibrado e com alto nível técnico. Nenhuma equipe pode vacilar em momento algum da competição.
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No mês de agosto o Brasil disputa o Mundial de Indianápolis. Na sua opinião quem são os favoritos e as chances do Brasil na competição?

Acho que a renovação feita na seleção está dando ótimos resultados e temos chances de fazer uma boa apresentação em Indianápolis. Quanto ao grupo do Brasil, acredito que a Turquia será o adversário mais difícil. É vice-campeã européia e tem excelentes jogadores. Teremos que estudá-la com cuidado para tentar obter a vitória. Porto Rico já é um adversário tradicional e temos todas as condições de vencer. Já sobre o Líbano não tenho muitas informações. Além dos Estados Unidos, a Iugoslávia também é forte candidata a estar na final da competição.

E suas expectativas para a Liga Sul-Americana?

Estamos animados, principalmente por sediarmos a primeira fase. A nossa torcida é maravilhosa e, com certeza, vai nos apoiar muito. Acho que temos chances de disputar o título, pois o COC, apesar de ser uma equipe muito jovem, é bastante forte e está em um bom momento.
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Cite os momentos mais inesquecíveis de sua carreira.

Destaco dois momentos da minha vida profissional. Um foi a conquista do Sul-Americano juvenil, em 1996. Afinal, o primeiro título com uma seleção brasileira nunca se esquece. O outro foi ter participado do Nike Summit, com os melhores atletas juvenis do ano. Foi um super evento que me deixou muito feliz e orgulhoso do meu trabalho.

Quais os conselhos que você daria aos jovens que, como você, gostariam de tentar a sorte no exterior?

Primeiro tem que estar muito certo do que deseja fazer. Não é fácil deixar família e amigos e partir para um caminho desconhecido. É preciso muita determinação e disposição para trabalhar, pois na Europa a concorrência é muito grande.