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07/12/2015 - Raphaella da Silva

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A fluminense de Miracema, Raphaella Marciano da Silva, que joga no Santo André Basquete, foi um dos destaques da Seleção Brasileira no Campeonato Sul-Americano Sub-17. Com muito orgulho, a pivô trouxe a medalha de ouro, além do título de MVP (jogadora mais valiosa) da competição que foi realizada em Assunção, no Paraguai. A jovem de 16 anos e 1,86m, somou 77 pontos no Sul-Americano e foi a cestinha do Brasil. No currículo, Rafona, como gosta de ser chamada, já carrega os títulos de bicampeã do Campeonato Brasileiro Sub-15 por São Paulo, além de campeã do Sul-Americano Sub-16 (Venezuela/2014). Quando tinha apenas 13 anos, foi considerada a melhor jogadora do Campeonato Paulista da categoria. Com muita personalidade, a atleta destacou a conquista do título, a vaga na Copa América Sub=18, em 2016, e sua evolução no esporte.

O que significou ajudar o Brasil a ser campeão e ainda ter sido considerada a melhor jogadora do Sul-Americano?

Foi uma incrível experiência e uma nova conquista na minha vida. Fiquei muito feliz por isso e sei que tem sido o reflexo de muito treino. Aproveitei bastante cada momento e estou muito orgulhosa da nossa equipe e do meu desempenho.
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O que você trouxe de conhecimento da competição?

Aprendi muita coisa. Voltei com um pensamento de que no basquete a gente não é a melhor só porque faz 20 ou 30 pontos por jogo. Somos melhores quando disputamos, marcamos todas as bolas, todos os rebotes. Quando a gente sabe que deu tudo de si e conseguiu chegar onde nós queríamos.

Como é lidar com a responsabilidade de ser apontada como um dos grandes nome dessa Seleção?

Bom, é muito inacreditável. Até agora não acredito que ganhei esse prêmio, é uma responsabilidade enorme. Ainda estou digerindo essa ideia.
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Representar o Brasil é o sonho de todo atleta. Como você se sente ao ver seu nome na convocação?

No primeiro momento eu fico sem palavras e transbordando de felicidade. Depois que a ficha vai caindo eu sempre penso que é mais uma responsabilidade pra conta. Que não tem nada mais maravilhoso do que defender o Brasil no esporte que a gente ama.
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O que você aprendeu com o técnico Bruno Guidorizzi?

Muita coisa. O Bruno é um excelente técnico, amei ser atleta dele nessa competição. Espero reencontrar ele mais vezes.

Tão nova e com muita experiência. O que te inspira a ser tão dedicada?

Minha história de vida me motiva sempre. Sempre penso em tudo que passei para chegar até aqui. Por eu morar longe da minha família, me inspira muito mais. É a recompensa do apoio que eles me dão. Toda a minha dedicação sem dúvidas é a retribuição de tudo que eles sonham para a minha vida.

Você acabou ficando fora da Copa América Sub-16, no México, por conta de uma lesão. Como foi se recuperar e ser convocada novamente?

Aquilo mexeu muito comigo. Eu fiquei muito mal, não queria acreditar que isso estava acontecendo, logo naquele momento. Primeiro me desesperei, mas depois levantei a cabeça, não desanimei. Como o meu caso foi cirúrgico, o médico me deu 20 dias de fisioterapia para vê se dava resultado. Conforme fui realizando as sessões eu fui me esforçando bastante e tive uma recuperação incrível. Voltei 100% e me esforcei. Aí foi o momento de jogar com a alma no Campeonato Paulista Sub-17 para conseguir ser convocada.
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E como surgiu o amor pelo basquete?

Com 12 anos tive que fazer uma escolha entre o basquete e o futsal. Por algum motivo eu escolhi o basquete, mesmo não sabendo nada sobre essa modalidade. Hoje sou completamente apaixonada pelo o que faço. De alguma forma o basquete me chamou.
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Conte um pouco da sua vida em Santo André?

Eu tenho que dividir todas as minhas funções em poucas horas. Acaba sendo tudo muito corrido. Mas é bem gostoso porque eu realmente amo tudo que faço. Meus pais moram no Rio de Janeiro, então fico longe da minha família e passo uma boa parte do tempo mandando fotos de tudo que faço.

Pelo time do Santo André você atua na Sub-17, mas tem completado a equipe principal adulta nos treinos. Como é atuar com as jogadoras mais experientes?

É uma experiência incrível. Sempre que estamos em um andar mais alto a visão é diferente. Eu estou no início da minha carreira como atleta, acho muito importante todo esse aprendizado agora.

Qual é o seu sonho no basquete?

Com certeza defender o Brasil em uma Olímpiada.