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08/02/2002 - Antônio José Paterniani

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Depois de trabalhar no Dharma e no COC/Ribeirão Preto como técnico do juvenil e assistente técnico, Antônio José Paterniani, o Tom Zé, estréia no comando de uma equipe adulta. Em apenas sete meses no Uniara/Araraquara, já levou seu time a três finais (Jogos Abertos, Torneio Início e Campeonato Paulista) e, pela primeira vez, ao Campeonato Nacional. Com o apoio da torcida e um bom rendimento na competição, o Uniara/Araraquara tem chances de chegar aos playoffs e de disputar seu primeiro título nacional.

Como a equipe do Uniara foi montada?

O Uniara/Araraquara existe há cinco anos. No primeiro ano, só tinha uma equipe juvenil. Depois, foi formada uma equipe adulta que participou do Campeonato Paulista nos últimos três anos. Há sete meses, o reitor da Universidade de Araraquara me chamou para conversar sobre o interesse de levar seu time de basquete pela primeira vez ao Campeonato Nacional. Aceitei o convite para ser técnico do Uniara. A partir daí, começamos a buscar investimento e a procurar jogadores com interesse de jogar em São Paulo. Trouxemos jogadores como Arnaldinho (ex-Botafogo), Márcio (ex-Londrina), Pipoka (ex-Flamengo), Rodrigo e Luís Fernando, mas continuamos com a base da equipe que disputava o Paulista. Felizmente, conseguimos alcançar o nosso objetivo e transformamos o Uniara num time conhecido nacionalmente.

Nos últimos sete meses, a equipe do Uniara esteve em três finais (Jogos Abertos, Torneio Início e Campeonato Paulista). Qual o segredo?

Muitos fatores colaboraram para esse sucesso. A equipe do Uniara tem muitos pontos positivos. A diretoria, os jogadores, a comissão técnica e, principalmente, a comunidade. Todos são parte das nossas conquistas. Estamos só começando. Ainda temos muito mais para conquistar.
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E as chances do Uniara no Nacional?

Temos chance de ficar entre os oito primeiros na classificação e chegar aos playoffs. Vai ser um desafio. Os times que participam do competição tem um nível alto, mas estamos num momento bom no campeonato. Disputamos quatro jogos e só perdemos para o Vasco. Precisamos manter esse ritmo. Acredito muito no Uniara. Temos bons jogadores e a equipe está bem entrosada.

Quais são as expectativas para os próximos jogos do Nacional?

Não existe jogo fácil. Temos que encarar todos as partidas como uma decisão de campeonato. O mais importante é que os jogadores estejam bem preparados e concentrados no nosso objetivo, que é a vitória.
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Como você analisa o Campeonato Nacional?

Estou muito orgulhoso de estar participando de uma competição tão importante num momento tão positivo para o basquete brasileiro. A transmissão dos jogos do Nacional pela TV Bandeirantes dá um grande impulso ao esporte. O campeonato está revelando uma nova geração de jogadores talentosos.

O Gigantão está sempre lotado nos jogos do Uniara. Qual é a relação da equipe com a torcida?

Hoje o basquete é muito importante para Araraquara. Temos uma torcida organizada com 300 pessoas que acompanha todos os jogos do Uniara em São Paulo. Nós jogamos para a torcida. Deixar ela feliz é a razão de ser da nossa equipe. A participação do time dentro da comunidade também é grande. Vamos sempre às escolinhas de basquete para participar de cursos e de palestras. Queremos dar continuidade ao trabalho social desenvolvido pela universidade. Participamos de campanhas para a comunidade, como a de doação de sangue. Os jogadores sabem que têm uma grande responsabilidade.