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08/09/2015 - Gabriel Galvanini, ala-pivô Sub-17

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Força total. É com esse espírito que o jovem Gabriel Galvanini, o Gabriel Jaú, vai em busca de um título para o Brasil no Campeonato Sul-Americano Sub-17. Para chegar até aqui, o ala-pivô que largou as telas de um videogame para atuar nas quadras de basquete, passou por experiências que mudaram a sua vida. O início de sua trajetória na modalidade foi atuando no LUSO em Bauru (2012). Com o Palmeiras (2013), Gabriel conquistou três títulos: Campeão da Grande São Paulo, Sub-15; Campeão Paulista Sub-15; e vice-campeão Paulista Sub-16. A bela atuação garantiu a convocação para a seleção de São Paulo no Campeonato Brasileiro de Seleções (Santa Catarina/2013) e a medalha de ouro na competição. Desde então o atleta não demorou para alcançar voos mais altos na sua carreira. Com apenas 15 anos Gabriel embarcou para a Europa e se apresentou ao BVM 2012, na região das Astúrias. Aproveitando a sua passagem pela Espanha, acabou impressionando e recebendo a proposta de contratação no Baloncesto Fuenlabrada, equipe tradicional na Espanha que disputa a Liga ACB. De volta ao Brasil, logo veio à surpresa da convocação para a Seleção Brasileira Sub-17. Na fase de treinamento para o Sul-Americano, o jauense participou das duas primeiras fases da LDB 2015 e foi o destaque com 95 pontos em 11 partidas. O ala-pivô, que integra a equipe de base do Bauru (SP), se prepara para mais um desafio em sua carreira, defender o país e garantir uma vaga na Copa América Sub-18 de 2016.

Como foram seus primeiros passos no basquete?

Eu na verdade aprendi a jogar basquete no videogame. Isso me despertou para treinar e procurar pela modalidade. Iniciei no Caiçara Clube de Jaú, na minha cidade, muito novo e tive apoio dos meus pais. Desde então pensei sobre realmente investir no basquete. Meu pai percebeu que eu tinha jeito para o esporte e decidiu incentivar de verdade meu interesse. Comecei a treinar na escola e depois joguei no time do Serviço Social da Indústria (SESI) de Jaú. Em 2012, fui aprovado num teste na Associação Luso Brasileira de Bauru. Ganhei os primeiros campeonatos e fiquei empolgado. Na Liga de Basquete Centro-Oeste, também em 2012, ganhei o prêmio de melhor jogador. E foi ali que vi que tinha jeito.
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Com apenas 15 anos você foi para a Espanha. Como foi a adaptação à uma nova cultura?

A minha primeira e maior dificuldade foi com a língua. Um idioma que eu não dominava e do nada tive que me adaptar. Eu me comunicava em inglês, tentava fazer gestos e apontar algumas coisas. Tudo isso era muito complicado. Não foi muito fácil, mas em dois meses já estava dominando e fui me sentindo muito mais tranquilo.

E o que trouxe de aprendizado?

A parte tática deles é muito puxada, já que eles focam muito nisso ainda mais na base. Eu procurei absorver muitas coisas em dribles, - de quadra e no meio jogo. São coisas que trouxe comigo e me vejo executando sempre. Posso garantir que foram oito meses de muito aprendizado.
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Em 2013, você ajudou a seleção paulista na conquista da medalha de ouro no Campeonato Brasileiro Sub-15. O que você aprendeu com essa oportunidade?

Eu aprendi a lidar com a rivalidade. Lá isso tinha de sobra. Foi gostoso viver esse lado competitivo e ainda sair campeão. Eu não tinha muita experiência em competições e foi tudo muito inédito para mim. Lembro que na última partida contra o Rio Grande do Sul, foi um jogo duríssimo e estava ansioso demais.

Como você se prepara para os torneios?

Eu tenho o hábito de rever os jogos. Meu pai sempre que dá, filma as partidas e eu utilizo isso para fazer uma recapitulação minha em quadra. Eu consigo me auto avaliar e rever os erros.

Nas vésperas do Campeonato Sul-Americano, como está a sua expectativa?

Eu estou muito confiante e acredito que iremos trazer a melhor colocação para o Brasil. A equipe está muito focada nos treinos e o objetivo é manter isso até o final da competição. Estou naquele momento de corrigir os erros e me concentrar bastante. Queremos a vaga na Copa América em 2016 e um lugar mais alto do pódio no Sul-Americano.
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Na fase de treinamento você se destacou nos jogos da LDB 2015. O que vai levar dessa experiência para o Sul-Americano?

A questão da intensidade de jogos. Lá era um atrás do outro e aqui serão sete partidas seguidas. Estivemos com atletas mais experientes, mais fortes e rápidos. Isso com certeza é uma experiência e tanto.
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Como é a sua relação com os atletas do grupo?

Muito prazerosa. Sou parceiro dos meninos e temos uma vida também fora das quadras. Mesmo cada um em uma cidade, a gente consegue estar sempre em contato. Alguns dos meninos também jogaram na seleção paulista. Então está tudo em casa.

O que aprende com o técnico André Germano?

A gente aprende a ter responsabilidade, confiança em quadra. Ele consegue unir muitos objetivos em um só treino. Ele cobra muito, exige bastante. Fora da quadra, ele e a comissão técnica cuidam da gente. É muito legal.

Qual foi o momento mais difícil na sua carreira?

Ficar sem a minha família na Espanha e a parte do idioma. Eu sou muito próximo dos meus pais, foi realmente difícil de lidar com a distância.
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Você é muito jovem e carrega alguns títulos na sua trajetória. De onde você acha que vem esse talento?

Eu sempre gostei de esporte, já pratiquei judô, natação e futebol. Eu tenho muita determinação nas coisas que faço. Mas fui me envolver mesmo com o basquete e estou até hoje.
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Além do basquete você tem outra paixão fora das quadras?

Meus avós tocavam violão. Então, me aproximei muito disso. Toda vez que tenho oportunidade tento distrair um pouco tocando.

É a sua estreia na Seleção Brasileira, o que podemos esperar de Gabriel Galvanini?

Estou me sentindo muito confiante e quero me sair bem nos jogos. Estou fazendo de tudo para isso acontecer. Quero fazer um bom trabalho em equipe e dar o melhor de mim nessa competição.