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07/07/2015 - Vitor Alves Benite

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Natural de Jundiaí, no interior de São Paulo, o ala-armador Vitor Alves Benite, de 25 anos, está pronto para mais um desafio com a camisa da Seleção Brasileira Adulta. Concentrados na capital paulista desde 14 de junho, a equipe comandada por Rubén Magnano disputará os 17º Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Canadá, entre os dias 21 e 25 de julho. Um dos protagonistas do elenco, Benite está bem mais experiente nesta temporada. Com o Flamengo (RJ), o jogador conquistou o tricampeonato nacional (2012/13, 2013/14 e 2014/15), os títulos do Campeonato Mundial Interclubes (Rio de Janeiro/2014) e da Liga das Américas (Rio de Janeiro/2014). Com a Seleção Brasileira, parte para seu segundo Pan-Americano. No currículo soma uma medalha de prata na Copa América - Pré-Olímpico (Argentina/2011) e um quinto lugar nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara (México/2011), além disso, esteve na disputa da Copa América - Pré-Mundial Adulto (Venezuela/2013). Nas categorias de base, o ala-armador conquistou o título do Sul-Americano Sub-16 (Uruguai/2006).

O que mudou do Benite que conquistou o título Sul-Americano Sub-16 para o atual?

O que mudou foi a experiência. Quando você vai muito novo para uma Seleção Brasileira, tem um nervosismo e tudo te deixa nos extremos. Ou muito animado ou muito triste. Com o passar dos anos defendendo a seleção, a experiência foi me trazendo certa tranquilidade para defender o Brasil e os clubes. Pude passar nesses anos por muitos momentos importantes na minha vida. Hoje sou logicamente um jogador mais completo, mais experiente, mais tranquilo dentro de quadra e mais preparado para essa função.
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Qual a expectativa para os Jogos Pan-Americanos de Toronto?

As expectativas são ótimas. Nossa equipe está tendo um bom tempo de treinamento. A preparação física, parte tática e técnica dos jogadores vem evoluindo bastante pelo tempo que conseguimos de trabalho. O principal ponto agora é estarmos confiantes e tranquilos na hora de entrar em quadra para fazer um bom Pan. Todos aqui querem uma medalha, de preferência de ouro, então a expectativa é conseguir esses objetivos.

Qual o seu papel na equipe do técnico Ruben Magnano?

O meu papel na equipe vai depender muito do Ruben. Hoje sou um ala-armador que vou ajudar na parte tática o armador a conduzir a equipe, assim como colaborar na parte de pontuação, defesa e trazer um pouco de liderança por já estar na seleção há alguns anos. O meu principal papel é como o de outros jogadores: fazer o que for necessário para o Brasil vencer.
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Qual a principal característica dessa geração?

É a personalidade e a vontade de todos os jogadores quererem se firmar na Seleção Brasileira. São jogadores jovens, mas que já possuem uma certa experiência dentro de competições importantes. Isso deixa mais fácil na transição da entrada de uma nova geração. São garotos que gostam muito de aprender e estão dispostos a se doar ao máximo pela seleção. Acho que a principal característica é essa, vontade de colocar o nome do Brasil no andar mais alto do pódio.

Você iniciou sua carreira no Flamengo. Como é para você hoje participar dos títulos do clube carioca?

Para mim é muito legal. Eu comecei na escolinha de basquete do Flamengo, no pré-mirim. Então retornar no time adulto e ainda fazer história como a nossa equipe vem fazendo nos últimos três anos, como as conquistas do Campeonato Mundial, Nacional, Carioca e Liga das Américas. São histórias bem bacanas que vou contar no futuro. Eu já tinha um carinho muito grande pelo Flamengo por ter sido um dos meus clubes formadores, mas depois poder voltar e participar da história da equipe adulta é sensacional para mim.
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Todo jogador que veste a camisa do Flamengo, seja no futebol ou outra modalidade fala da paixão da torcida. Como é isso para você?

Realmente é um diferencial do Flamengo. Quando você joga em outras equipes logicamente elas possuem suas torcidas e é sempre relevante. Mas quando você joga pelo Flamengo em qualquer lugar, a torcida comparece e é muito apaixonada. Você é reconhecido nas ruas do Rio de Janeiro e eles te apoiam. Você chega a sentir um pouco do clima de jogador de futebol no Brasil porque realmente é uma torcida que tenta ao máximo influenciar nos resultados dentro da quadra e trazer a energia positiva para o jogador. A gente sente tudo isso quando tem os torcedores ao nosso lado. Realmente essa é uma das coisas que é muito bacana de jogar no Flamengo.

Como é o seu relacionamento com os jogadores na seleção?

O relacionamento é ótimo. Todos os jogadores que estão aqui possuem um relacionamento bacana. E isso facilita para o entrosamento quando o time entra em quadra. Todos os jogadores se dão muito bem e se respeitam. Isso vem transformando esse tempo juntos em algo muito bacana para conhecer a história de todos e fazer amizades. Isso é muito legal e faz parte de toda concentração.
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Cite alguns momentos inesquecíveis da sua carreira.

Eu acho que a Seleção Sub-16, em 2006, quando fomos campeões sobre a Argentina na final. Foi quando comecei a me destacar nas categorias de base. Depois quando fui campeão juvenil com a equipe de Rio Claro (SP), que era um título de campeão paulista que já buscava há muito tempo. O meu primeiro ano de adulto em Rio Claro que fui revelação do Campeonato Paulista e comecei a crescer em um cenário mais profissional. Em Franca (SP) passei por momentos muito bacanas também chegando a final do Campeonato Brasileiro e jogando ao lado de grandes atletas. E por último, acho também que os títulos que vim tendo com o Flamengo como campeão mundial, os três títulos brasileiros e o segundo depois de voltar de uma lesão no joelho. Então todos esses momentos foram muito marcantes. E principalmente no Pré-Olímpico de Mar Del Plata (Argentina/2011) quando o Brasil conquistou a vaga olímpica depois de 16 anos de ausência. Poder estar lá, jogar bem e ajudar o time foram momentos que também marcaram muito.
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Você vê muita diferença em treinar na seleção brasileira ou em um clube?

Eu acho que a principal diferença é que na Seleção Brasileira você junta muitos jogadores que são protagonistas em seus clubes e nem sempre na seleção vão ter esse protagonismo. Todo jogador vai ter que desempenhar uma função, às vezes diferente do clube e todos tem que adaptar a isso. É um momento de transição que você se adapta a outro técnico e outra forma de jogar. O resto como no clube é um treinamento muito puxado e intenso. Lógico que aqui como o período é curto para o início da competição, o foco tem que ser muito grande todos os dias.

Pensa em atuar no exterior?

Eu penso sim. Todo jogador pensa em jogar fora do país, ir para a Europa ou NBA. Atuar no exterior é algo que sempre me deu vontade, mas jogar no seu país quando o campeonato como o NBB vem melhorando é muito legal porque você está perto da sua família e amigos. É uma coisa que também faz bem. Tenho a vontade de jogar no exterior, mas estou muito satisfeito no Brasil.

Qual a maior alegria que o basquete já trouxe para você?

A maior alegria foram os amigos que conquistei dentro do esporte e todos os ensinamentos que acho que o esporte trás para a vida de uma pessoa. Você conviver diariamente com muitas pessoas diferentes, aprender a disciplina, a regra do esporte. Isso é o principal que o basquete ou qualquer outra modalidade trás para a vida de um atleta.

O que gosta de fazer no tempo livre?

Eu acho que como todo jogador, gosto de ficar em casa vendo filme e ficar ao máximo com a minha família. Fazer churrasco em casa, ficar perto dos amigos batendo papo e sair para jantar, além de aproveitar todos esses momentos para relaxar.
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Se você ganhar uma medalha irá dedicar para alguém especial?

Eu acho que seriam tantas pessoas importantes para dedicar que dedicaria a minha família e amigos. Não tem uma pessoa, todas as que fazem parte da minha vida me ajudam muito. Eu dedicaria a todas essas pessoas que estão próximas sempre me apoiando, principalmente, nos momentos difíceis que um atleta passa.

Você tem outro desejo que queira realizar?

Eu desejo como todo atleta ser campeão olímpico. Ganhar muitos títulos ainda nos quais possa participar tanto no time quanto na Seleção Brasileira e continuar melhorando.