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24/06/2015 - Marcus Toledo

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Pontuar e defender. Essa será a missão do ala Marcus Vinícius Toledo nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Canadá. Depois de uma longa passagem pelo basquete espanhol, o ala de 28 anos, retornou à sua terra natal e mostrou todo seu talento defendendo os clubes paulistas do Mogi das Cruzes e do Pinheiros, nas duas últimas temporadas na Liga Nacional (NBB). Em ótima fase, o jogador que é medalha de ouro no Pan-Americano do Rio de Janeiro, em 2007, compartilhou a sua felicidade com a nova convocação que o fará vestir novamente a camisa verde e amarela. Nessa entrevista Marcus projeta dar sequência a carreira atuando no Brasil.
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Você está de volta à Seleção Brasileira. Como define essa responsabilidade de defender novamente o Brasil?

É uma responsabilidade gigante, mas voltei para o Brasill com esse objetivo. Estou feliz com esse acontecimento, pois trabalhei para que isso acontecesse. Toda vez que vestimos essa camisa a sensação é fora do normal. Agora com mais experiência, posso me fortalecer ainda mais e passar tudo que aprendi para os mais jovens. Isso é sensacional.
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O Rubén é um técnico muito exigente. Como você encara as cobranças e a pressão dentro das quadras?

Essa cobrança e necessária, ela precisa existir. Na Europa a disciplina é bem parecida, então eu já venho de um ritmo intenso. As falhas precisam ser corrigidas naquele momento, então o treino tem justamente esse objetivo.
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Qual foi o momento mais marcante com a seleção brasileira?

Tive a felicidade de disputar alguns campeonatos, como os Sul-Americanos 2006 e 2012, o Pan em 2007 e o Pré -Olímpico em 2008. Porém, o momento mais marcante foi a conquista do ouro no Pan, que foi disputado no Rio de Janeiro. O ginásio lotado, uma energia indescritível. Isso não tem preço, sem contar que em casa a sensação é a mais incrível possível.

Dentro da posição que você atua, qual é a sua maior característica?

Gosto de atacar, mas quem tem a minha atenção especial é a defesa. Gosto de trabalhar bastante esse lado.
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E o que precisa melhorar?

Acredito que o basquete merece atenção em todos os aspectos. Temos que melhorar sempre em tudo e trabalhar o máximo para deixar nosso jogo ainda mais completo.

Fale um pouco da sua carreira antes do Pinheiros:

No Mogi das Cruzes foi um ano maravilhoso, foi minha primeira temporada como profissional no Brasil, e a semifinal em 2013/14 me trouxe muita experiência. Eles marcaram a minha volta ao meu país. No Pinheiros tive a oportunidade de trabalhar e mostrar tudo que eu sabia em quadra. Cada um teve o seu momento especial na minha carreira, sou muito grato à essas oportunidades.

Como foi sua fase na Espanha?

Eu trouxe experiências que não são somente de quadra, mas sim de vida. Sair do seu país e conhecer uma outra forma de trabalhar e viver, é realmente um momento precioso para um atleta. Isso preenche muito em questões de experiências e aprendizados. Foram dez anos marcantes na minha vida como atleta.
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O que você trouxe além da experiência no basquete europeu?

Aprendi a lidar com a saudade. Aprendi como era realmente uma adaptação de vida e tudo aquilo que precisamos crescer para entender essa distância do nosso país. Acho que a maturidade foi o que eu trouxe de melhor.

Entre tantas pessoas importantes em sua trajetória, qual delas você destaca?

Minha esposa Maria Toledo, a quem eu devo meu total agradecimento. E a dona Denizeti Toledo, ex-atleta, supermãe, protetora e muitos adjetivos maravilhosos.
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Você está prestes a ser pai? Como é o Marcus fora das quadras com a família?

Eu sou muito caseiro e dou valor para as coisas mais essências da vida, família e amigos. Estamos na espera de um menino e sei que vai ser incrível. A minha esposa é uma grande companheira e eu adoro dividir meu tempo com ela. E em breve estaremos preenchendo um espaço em nossa casa. Na Espanha, deixei grandes amigos e não deixo de ter contato nunca. Hoje a tecnologia trabalha para que a saudade seja menor.

Fora das quadras, existe alguma coisa tão prazerosa como jogar basquete?

Eu adoro estudar e ir ao cinema, mas paixão mesmo é o basquete, dentro e fora das quadras.

Você já dividiu as quadras com seu irmão Douglas. Como foi essa experiência?

Jogamos juntos na Copa América Sub-22 no Canadá, em 2005. Foi sensacional. Ele é meu maior espelho, sou fã número 1, não poderia ter sido mais incrível.
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O Pinheiros já está planejando a próxima temporada e imagino que você também. O que espera de 2015/16??

Estou conversando com o clube e a intenção é ficar no Brasil. Já recebi proposta para voltar para a Espanha, mas ficar no Brasil faz parte dos meus planos.

Daqui a um ano tem uma Olimpíada no Brasil. Você espera estar presente?

E ó maior sonho de todo atleta. Tive a oportunidade de defender o Brasil no Pan de 2007 e seria o auge da minha carreira representar o Brasil nas Olímpiadas. Estou trabalhando para isso e darei tudo que tenho de melhor para merecer uma vaga nesse momento tão importante do basquete brasileiro.