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09/06/2015 - Olivinha

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O ala-pivô Carlos Alexandre Rodrigues do Nascimento, o Olivinha – apelido que ganhou por causa do irmão mais velho, Olivia – está entre os 12 convocados pelo técnico Rubén Magnano para a preparação para os 17º Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Canadá. Desde que retornou ao Flamengo (RJ), na temporada 2012-2013, Olivinha só teve motivos para comemorar. Presente em todas as últimas conquistas do clube carioca, o ala-pivô festejou no final do mês de maio o tetracampeonato inédito do Novo Basquete Brasil (NBB). Aos 32 anos, Olivinha é também o recordista de rebotes do NBB, contando as sete edições do campeonato. Entre os dias 21 e 25 de julho, o jogador irá assumir o desafio de ajudar o Brasil a reconquistar a hegemonia nos Jogos Pan-Americanos.

Você teve passagens por vários clubes brasileiros e até jogou no México. Conte um pouco da sua trajetória.

Comecei no Flamengo e posso dizer que desde o início eu aprendi muita coisa. Tive a oportunidade de dividir as quadras com inúmeros profissionais. Peguei o final da carreira do Oscar Schmidt, em 2002, no Flamengo, e através dele pude abrir minha mente para muitas coisas dentro do basquete. Em seguida, tive a passagem nos outros clubes que só somaram na minha vida como atleta. Fora do Rio de Janeiro tive bons resultados também com o Mogi das Cruzes. Foi realmente um aprendizado fantástico. Tive a sorte de conhecer pessoas que me ajudaram bastante. E no exterior, no único time que atuei fora do pais, consegui ser destaque. De volta ao Brasil, tive um ‘boom’ na minha carreira jogando pelo Pinheiros porque foi onde consegui minhas melhores médias no NBB.
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A sua volta para o Flamengo aconteceu na temporada 2012/2013. Como foi esse retorno para seu time do coração?

Somando todas essas passagens, são 11 anos de Flamengo. Então, o carinho especial pelo time é imenso. O Flamengo montou o melhor time da historia do clube. Conseguimos todos os títulos possíveis (Carioca, Brasileiro, Liga das Américas e Mundial de Clubes) e uma ótima passagem pelas competições. Eu espero que esse momento continue por muito tempo.

O Flamengo conquistou o tetracampeonato no NBB. Como foi participar de mais esta vitória?

Essa última temporada foi a mais diferente de todas. Na fase de classificação tivemos derrotas que não esperávamos, problemas extra quadra, e mesmo assim conseguimos vencer. Ninguém achava que seríamos campeões novamente porque perdemos a Liga das Américas, em casa, e isso acendeu um sinal amarelo. Porém a nossa equipe se uniu, pegou essa derrota como exemplo e fomos atrás do titulo. Encaixamos perfeitamente nos jogos decisivos e isso mostrou a força do nosso grupo.
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Em recente entrevista você disse que coloca o coração em quadra para ajudar o Flamengo. A torcida brasileira pode esperar o mesmo de você com a camisa nacional nos Jogos Pan-Americanos?

Sem dúvida nenhuma. Podem ter a certeza que eu vou representar o meu país da melhor maneira possível. Estou extremamente motivado, pois é o meu primeiro Pan-Americano. A confiança está grande e o Magnano (técnico Rubén) montou um grupo muito bom. Esperamos trazer uma medalha para o nosso pais e estou disposto em mostrar muita garra e disposição.

Quais as chances do Brasil no Pan de Toronto?

Eu acredito que são grandes. Essa é uma seleção de jovens com uma bagagem muito grande. Temos jogadores da principal Liga Espanhola e atletas que são destaques no NBB. O time está bem mesclado e isso nos oferece uma grande chance. O objetivo é trabalhar para isso.

O que representou para você o retorno para a Seleção Brasileira em 2014 e ver seu nome novamente para esta temporada?

Um orgulho imenso. A minha família sempre vibra com essas convocações. Eu fico muito satisfeito porque isso vem através do reconhecimento de uma temporada inteira. Você dá o melhor de si pelo clube, e no final é convocado para uma seleção. Representar meu país, seja lá em qualquer torneio, sempre será uma satisfação enorme.
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Qual o seu papel no time de Rubén Magnano?

Acredito que eu sou um dos mais experientes do grupo. Então o objetivo é passar toda essa experiência para essa garotada que está começando agora. Meu papel é mais ou menos esse, ajudar o grupo pegando meus rebotes e passando essa vibração positiva.
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No dia 17 de outubro o Flamengo enfrenta o Orlando Magic, no Rio de Janeiro. Qual a expectativa para esse confronto?

A melhor possível. É a primeira vez que um clube brasileiro enfrenta uma equipe da NBA aqui no Brasil. Nossa equipe está bastante ansiosa. Vamos ter a oportunidade de jogar aqui ao lado do nosso público e isso é sensacional. Vamos tentar trazer essa vitória de qualquer jeito. Sabemos que a torcida do Flamengo vai lotar a Arena da Barra e faremos uma grande festa. Queremos botar nosso nome na historia.

Você é um dos jogadores mais queridos do basquete. Ao que se deve esse sucesso?

Eu acredito que é muito do meu carisma e o meu comprometimento dentro de quadra. Não importa a equipe, eu estarei sempre pronto e disposto a ganhar. Brigar pela bola durante os 40 minutos qualquer torcedor gosta disso. Essa é uma das minhas maiores características.
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Como é o Olivinha fora das quadras?

Um cara bem tranquilo, que gosta de ir ao cinema, restaurantes e frequentar lugares mais calmos e tranquilos. Sou muito caseiro.

Qual seu programa preferido?

Cinema com a companhia da minha esposa. Ela é a minha maior companheira, onde eu vou ela está, menos na hora do vídeo game. (risos)
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O que o basquete te deu?

Tudo. Tudo que eu tenho eu dou graças ao basquete. Me deu oportunidades, viagens, experiência e sabedoria. Se não fosse o basquete eu não seria a metade de quem eu sou. Fico muito feliz de realizar um sonho, ter sido jogador. Lutei muito para chegar aonde estou agora. Posso garantir que estou aproveitando bastante esse sonho.
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E os projetos para o futuro?

Continuar no Flamengo, se possível, já que estou em casa. Estou na minha cidade, ao lado da família, dos amigos, e isso é perfeito. Estou aproveitando muito. Espero continuar aqui por muito tempo. E o futuro a Deus pertence.