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04/02/2002 - Alberto Bial

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A experiência de trinta e um anos de carreira do técnico Alberto Bial vem ajudando o Fluminense a ser o destaque do início do Nacional Masculino de 2002. Depois de perder os titulares Demétrius e Gema, o técnico carioca conseguiu montar uma equipe unida e solidária que venceu as quatro primeiras partidas da competição: Unit/Uberlândia (89 a 84) e Universo/Ajax (93 a 87), fora de casa; e Flamengo/Petrobras (113 a 93) e Universo BH/Minas (74 a 63), em casa.

Como explicar o sucesso desse novo time do Fluminense?

Duas palavras definem o atual time do Fluminense: maturidade e solidariedade. A saída do Gema e do Demétrius abriu espaço para os novos valores do clube, como o Gil e o Magu, por exemplo. E esses atletas estão aproveitando a chance, dando mais entusiasmo ao time e assimilando bem a nossa filosofia de trabalho. Com essa força nova mais a experiência de outros jogadores, como Marcelinho e Diego, o Fluminense vem jogando com bastante coletividade e consistência, o que garantiu as nossas quatro vitórias no Nacional. O time vem crescendo e ainda pode render muito mais.
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E o que o grupo precisa para render ainda mais?

Estamos nos empenhando em dar mais estabilidade emocional aos atletas, pois são bastante jovens. O campeonato é muito longo e difícil e esse começo, apesar de fantástico, não nos garante nada ainda. Não podemos nos entusiasmar com essas quatro vitórias. Além disso, estamos em busca de um pivô para reforçar o garrafão. Os próximos jogos serão complicados, contra o Londrina e o excelente Ribeirão Preto, ambos fora de casa e precisaremos de calma e regularidade para conseguir o primeiro objetivo, que é estar entre os oito primeiros.

Qual o melhor momento do Fluminense na competição até agora?

Acredito que a partida contra o Universo/Ajax, em Goiás, foi brilhante. No primeiro quarto acertamos na velocidade do nosso ataque. O terceiro período foi perfeito, o time jogou do jeito que eu gosto: muita movimentação e uma defesa firme. É esse o caminho que devemos seguir ao longo de todo o campeonato.
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Qual a sua análise sobre o Nacional até agora e os favoritos ao título?

O campeonato está melhor e mais organizado a cada ano. Nessa temporada, alguns clubes fizeram grandes investimentos, contribuindo para que a competição ficasse ainda mais equilibrada. Várias equipes estão com chances de estar nas finais, como Vasco, Ribeirão Preto, Uberlândia, que estão com um grupo melhor. Outros clubes, como o Fluminense, Bauru, Uniara e Flamengo ainda vão crescer muito na competição e brigar pelo título.

Na sua opinião, quais são os cinco melhores jogadores brasileiros na atualidade?

Valtinho, Marcelinho, Rogério, Nenê e Anderson. Essa seria a minha seleção brasileira.

E por falar em seleção, quais as chances do Brasil no Mundial de Indianápolis?

Minha expectativa é ver o país de volta ao pódio. Acho que o Brasil está com uma nova geração fantástica que, junto com os atletas mais experientes, têm todas as chances de fazer o Brasil voltar à elite do basquete mundial.