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26/05/2015 - Clarissa Carneiro

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A alegria e a descontração durante os treinos evidenciam a paixão que a atleta de 15 anos, Clarissa Fernandes Carneiro, tem pelo esporte. Integrante do time paulista Top Therm/Grupo Leonardi/Sicredi/UNIMED/Presidente Venceslau, a ala-armadora, que conheceu o basquete aos oito anos de idade, soma com seu clube inúmeros resultados positivos. Pela Seleção Brasileira, Clarissa estreou com a medalha de ouro no Campeonato Sul-Americano Sub-15 (Venezuela/2014). Do interior de São Paulo para a Seleção Brasileira, Clarissa foi recentemente convocada para defender o Brasil na Copa América / Pré-Mundial, que será disputada em Puebla, no México, entre os dias 24 e 28 de junho. Peça importante na equipe nacional, a jogadora contou sobre sua postura na modalidade, a expectativa para a estreia na competição e o seu amor pelo basquete.

O que esperar da Copa América / Pré-Mundial do México?

Além de sonhar com a vaga no Mundial, eu espero uma ótima participação do Brasil nessa competição. No primeiro instante, é lutar para passar da primeira fase com calma e tranquilidade, para que as partidas finais sejam equilibradas e com resultados positivos. Estamos em um ótimo momento, temos uma excelente técnica, o grupo é unido e o que nos resta é esperar o melhor resultado possível.
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Você participou da fase de preparação do Campeonato Mundial Sub-17 em 2014. O que adquiriu de experiência nesse período?

Eu era mais nova e a cabeça era outra, mas saí de lá renovada. E descobri o que era um treino forte de verdade. Aquele momento foi onde abri a minha mente em relação à determinação de um grupo. O desejo de vencer era incrível. Eu só pensava que quando fosse a minha vez, faria o mesmo e passaria essa energia para o resto do time.
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Você vem de uma família de atletas. Como o basquete chegou até você?

A minha tia me convidou para começar na Escolinha de Presidente Venceslau. Eu tinha oito anos e naquele momento, mesmo sendo uma criança, já sabia que seria a minha maior motivação na vida.

Além do basquete você tem mais alguma paixão?

Eu acho que na intensidade do basquete não. Eu levo uma vida calma, me dedico aos estudos, fico com a minha família e o que me dá muito prazer é jogar. Seja em competição, ou não. O importante é estar praticando o esporte.

Na hora de entrar em quadra você tem seu ritual?

Na hora do treino eu procuro não me importar muito com a minha vaidade. Mas eu tenho uma característica que é de andar com o cabelo amarrado para o lado. Não é superstição, é uma mania sem fundamento nenhum, mas que eu não largo.
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Você já dividiu as quadras do Campeonato Paulista com sua prima Larissa Carneiro, com diversas passagens pela Seleção Brasileira. Como é a relação de vocês dentro e fora das quadras?

A gente se dá muito bem dentro de quadra, e não seria diferente fora dela. Ela foi uma das pessoas que mais me ajudaram no início. Ela me apoiou emocionalmente e me ajuda em tudo até hoje. Toda nossa família mora em uma chácara, por isso estamos constantemente juntas. E para não perder o costume, nas horas de lazer estamos sempre à procura de uma quadra pra bater uma bola e fazer o que mais amamos.
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Você defende o time de Presidente Venceslau em (SP), cidade que vem relevando algumas atletas do basquete feminino. Como você enxerga esse crescimento da modalidade na sua cidade?

É uma cidade pequena, mas com uma característica linda, que é estimular o esporte na molecada. As pessoas fazem isso com gosto, a base do basquete aqui está crescendo e eu me orgulho muito de fazer parte dessa história. O trabalho com o basquete tem sido reconhecido pela comunidade. É um trabalho educacional, esportivo e social, muito bacana.
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Defendendo a Seleção de São Paulo, você conquistou o título do Campeonato Brasileiro Sub-15 Feminino (Poços de Caldas/2014), e a vaga na seleção ideal da competição. O que significou essa participação?

Significou honra. Porque o meu compromisso com a seleção era ganhar e dá o máximo do meu potencial como atleta. Dediquei esse prêmio a todos que trabalharam em mim esse comprometimento. Ganhar não é só ter o título na mão, mas sim a gente saber reconhecer de onde veio essa vitória.

Depois do Brasileiro de Poços de Caldas, você começou com o pé direito na Seleção Brasileira. Ajudou o Brasil a conquistar o título o Sul-Americano Sub-15, na Venezuela, no ano passado. O que lembra desse momento?

Foi bem tranquilo e consegui controlar a minha ansiedade. Eu me lembro que toda as vezes antes dos jogos pensava que estava conseguindo realizar um sonho, e que a minha primeira conquista estava ali na minha frente. Que só dependia de mim para ir mais adiante.

Nessa competição você fez 23 pontos na partida final e liderou a vitória do Brasil contra a Venezuela. Conte como foi.

Antes de entrar em quadra eu penso que quero ser melhor do que já fui. Tenho uma alegria imensa de estar ali representando meu país, fico descontraída e faço aquilo com prazer. O time estava unido demais, todas queriam a mesma coisa. A glória foi do time, o grupo inteiro proporcionou tudo isso. A Anne Sabatini, nossa técnica, merecia esse título, pois foi impecável na fase de treinamento.
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Você também se mostrou uma pessoa de liderança dentro de quadra. Como você se vê nesse papel?

Isso vem desde pequena. Esse ritmo de interação com as pessoas eu desenvolvi no colégio. Eu sei liderar com facilidade, e por isso as coisas saem tão naturais. Gosto dessa ideia de chamar o time para o jogo, gosto de ver as meninas com garra, adoro essa parte.

Qual é a diferença entre os treinos na Seleção Brasileira e nos clubes?

Na seleção todo mundo quer aparecer e mostrar tudo que sabe de uma só vez. No clube, a gente trabalha o que temos de melhor. Na seleção, a gente divide a quadra com atletas do mesmo nível. Nos clubes isso oscila. Mas para mim, os dois tem sua devida importância na minha formação como atleta. Procuro absorver o máximo de tudo que é passado, e até mesmo naquelas que admiro jogando.

Das atletas que já viu jogando na equipe nacional, qual a te impressiona e serve de espelho?

Eu não tenho um ídolo declarado. Eu admiro muitas coisas em vários atletas. O que eu tenho o costume de fazer, é que toda vez que tem uma competição grande, por exemplo, o final da Liga Nacional Feminina ou Masculina, ou até mesmo a NBA, eu assisto e fico prestando atenção em todas as jogadas que rolam no jogo. Com isso, eu admiro um ali, outro aqui, e vou tentando aprimorar o meu jogo.
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O que esperar da atleta Clarissa Carneiro na Copa América?

Podem ter certeza que eu farei o possível e o impossível nessas partidas. Estou sonhando com essa vaga no Mundial.