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12/05/2015 - Yago Mateus dos Santos

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O armador Yago Mateus dos Santos assume a missão de defender a Seleção Brasileira na Copa América / Pré-Mundial Sub-16, entre os dias 10 e 14 de junho. Capitão da equipe nacional na conquista do título invicto do Sul-Americano Sub-15 (Venezuela/2014), Yago recebeu também o troféu de MVP (melhor jogador) da competição. Destaque no Campeonato Brasileiro de Seleções Sub-15 (Poços de Caldas/2014), Yago sonha mais alto. O armador quer ajudar o Brasil na conquista da vaga para o Campeonato Mundial Sub-17, em 2016.
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Conte um pouco da sua trajetória no basquete.

Comecei a jogar aos seis anos, na Casa do Garoto, em São Paulo. Depois de quatro anos, fui para o Rio de Janeiro, onde joguei pelo Jequiá Iate Clube. Em 2013, fui para o Palmeiras (SP), time que ajudei a conquistar quatro títulos em 2013. Entre eles dois Estaduais, no Sub-14 e no Sub-15. Fui eleito pela Federação Paulista de Basketball o melhor do Sub-13, em 2012, e do Sub-14, em 2013. Além disso, em 2013, fui destaque do Colégio Amorim (SP), campeão dos Jogos Escolares da Juventude, em Natal (RN). Comecei por influência do meu irmão Hilton, que é meu ídolo, e agora tenho de me manter focado, trabalhar cada vez mais.

Qual o sentimento de ver seu nome na lista de convocação?

É o sentimento de sonho realizado. Me sinto muito feliz, pois consegui alcançar um objetivo único, que não é para muitos. Treinei muito para chegar até aqui e estou sempre muito focado nesse objetivo. O basquete significa a minha vida, pois é o que desejo para a minha carreira.
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Em 2014, você foi MVP do Sul-Americano Sub-15. O que achou da competição?

Treinamos muito e fomos para o Sul-Americano com um grupo muito entrosado. Cada um da equipe sabia o que tinha que fazer em prol do mesmo objetivo. Como capitão, procurei apoiar e ajudar a equipe a não desanimar. Fomos forte para todos os jogos, conquistamos o título e graças à ajuda dos meus companheiros e comissão técnica conquistei esse título individual. Tenho o privilégio de termos comemorado juntos esse título após um treinamento duro. Foi um orgulho jogar nesse time e um prazer enorme ter vencido mais esse desafio na minha vida.
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O que você aprendeu com o técnico Cristiano Grama?

Aprendi muito em fundamentos. Ele bateu bastante na tecla dos passes. Como armador na leitura de jogo e como capitão em como falar e se posicionar frente ao grupo. Foram ensinamentos muito importantes. Ele me ensinou a desenvolver a maturidade em quadra. Gostei muito de trabalhar com ele e do seu estilo de jogo. Mas o meu maior aprendizado que tive foi que para fazer um time jogar não é preciso estar com a bola na mão, se os jogadores estiverem bem posicionados o jogo flui.

Este ano, o Brasil disputará a Copa América /Pré-Mundial Sub-16, na Argentina. Qual a expectativa?

Muito grande. Falta pouco para a apresentação e pelo que tenho conversado com os meninos, estamos mais tensos porque sabemos do nível da competição. Enfrentaremos seleções como a dos Estados Unidos que é muito forte. Mas sabemos do nosso potencial. Precisamos manter o ritmo durante os jogos sem deixar que eles fiquem a vontade na partida. A nossa expectativa é conquistar essa vaga e fazer a final.
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Vocês têm a responsabilidade de buscar uma das quatro vagas para o Mundial Sub-17. Como encara isso?

Encaro como mais um desafio para todo o time. Temos confiança na conquista da vaga e vamos com tudo para trazer mais um título. Gosto de desafios e sei da importância dessa Copa América para seguirmos forte até o Mundial. Já venho me preparando antes mesmo da convocação. Tenho treinado muito passe, pois sei da dificuldade que será para fazer bandejas. Quero passar confiança para o time e jogar com força e garra atrás de mais esse resultado.

Como lida com a responsabilidade de ser apontado como um dos grandes nome dessa geração?

Lido como uma coisa boa. A geração é boa, mas muitos bons jogadores estão apontando. Quero seguir jogando e me destacando. Consegui muitos títulos em pouco tempo e vamos seguir brigando por outros.
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Você foi observado pelo técnico Cristiano Grama no Campeonato Brasileiro de Seleções Sub-15 e foi um dos destaques. Qual a expectativa para disputar o Sub-17 este ano?

O time de São Paulo desta geração (nascidos em 1998) é muito bom. Espero estar dentro de novo. Será mais um ótimo desafio. Quero participar e é um planejamento quero muito que aconteça.

Como é o seu dia fora das quadras?

Estudo bastante e quando não estou treinando ou jogando procuro descansar meu corpo. Sei da importância disso para que eu esteja bem e siga evoluindo. Meu passatempo preferido é ficar com meus amigos jogando vídeo game ou mexendo no celular.

Qual seu sonho no basquete?

Meu sonho é defender a Seleção Brasileira adulta. Sei que o caminho é longo, mas vou fazer o máximo para alcançar. Também quero jogar em um grande time da Europa e quem sabe até na NBA.