Imprensa

24/03/2015 - Davi Fidelis, árbitro internacional

img
Atualmente, o Brasil conta com 28 árbitros internacionais no quadro da Federação Internacional de Basketball (FIBA). O mais recente deles é Davi Marcelino Fidelis, aprovado na clínica realizada em Montevidéu, no Uruguai, em novembro do ano passado. Aos 33 anos, o cearense de Fortaleza aguarda com ansiedade a convocação para sua estreia em uma competição internacional.
img

Como foi para você conseguir ser aprovado na clínica para árbitro internacional?

Foi uma emoção muito grande. Recebi a indicação da Confederação Brasileira de Basketball para participar da clínica. Fiz minha inscrição na FIBA e estava preparado para encarar a bateria de desafios que teria em dois dias em Montevidéu.

O que você fez na clínica?

Foram diversos testes. Tem entrevista, prova teórica, em português e em inglês, prova prática, teste físico. Foi muito puxado por serem dois dias de avaliação. Mas eu estava bem preparado. Conseguir esse diploma foi a realização de um sonho. É muito orgulho para mim e também por poder representar o meu estado e o Nordeste.

Como foi a preparação para a clínica?

Eu sempre busquei estar preparado, pois a clínica pode ser marcada a qualquer momento. A CBB vinha fazendo um trabalho com os árbitros que poderiam integrar o quadro da FIBA. O Marcelo Ávila (Coordenador Geral de Arbitragem da CBB) e o José Augusto Piovesan (Supervisor de Arbitragem da CBB) me deram várias oportunidades. Eles me chamaram, inclusive, para ser orientador de arbitragem nos Jogos Escolares da Juventude. Devo muito aos dois e suas instruções. Eles acreditaram em mim.
img

Como foi para você superar os desafios para ser árbitro internacional?

Sempre me perguntava onde poderia chegar. Eu me dediquei muito, abri mão de alguns empregos que poderiam me prender e impedir que eu viajasse. Abri mão de concursos públicos em que fui aprovado. Deixei de dar aulas em faculdade. Sempre pensava se tudo o que fiz estava valendo a pena, pois apostei tudo na arbitragem. Não queria ter perdido tempo. Graças a Deus obtive êxito no meu objetivo.

Por que escolheu ser árbitro de basquete?

Eu joguei basquete até os 12 anos de idade. Nos meus 15, 16 anos, um técnico me pediu ajuda para apitar alguns jogos. E eu acabei pegando gosto. Achei interessante buscar entender as regras. A partir daí já sabia que seria árbitro. Aos 18 anos fiz o curso de arbitragem e comecei a ter oportunidades na Federação Cearense de Basketball.
img

Quando você se tornou árbitro profissional?

Depois do curso, me tornei árbitro regional, apitando partidas no estado. Teve um período que cheguei a trabalhar como técnico, então deixei a arbitragem um pouco de lado. Mas depois voltei e, com 28 anos, me tornei árbitro nacional. No Ceará, assumi a função de diretor de oficiais, sendo responsável por coordenar a arbitragem no estado.

Você jogou basquete quando jovem. Não era um bom jogador?

Eu cheguei a jogar e apitar ao mesmo tempo por um período. Joguei competições brasileiras e universitárias. Mas, quando entrei na faculdade para cursar Educação Física, acabei ficando somente com a arbitragem. Eu queria continuar inserido no basquete.

Ansioso para estear em uma competição internacional?

Estou muito ansioso. Ainda não tive nenhuma sinalização da FIBA sobre quando farei minha estreia. Estou na expectativa.
img

Em quais competições nacionais você já trabalhou?

Estou na minha terceira temporada no Novo Basquete Brasil (NBB). Também já apitei na Liga de Desenvolvimento e na Liga de Basquete Feminino. E trabalhei nos Jogos Escolares da Juventude e na Olimpíada Universitária.

Você concilia o trabalho de árbitro com alguma profissão?

Sim. Atualmente trabalho na Secretaria de Educação em uma cidade próxima a Fortaleza. Trabalho na área de Educação Física.

Já vivenciou alguma situação curiosa ou inusitada na sua carreira de árbitro?

No alto nível, nunca tive qualquer problema. Mas em disputas colegiais já teve caso da torcida querer invadir a quadra para bater em mim. Mas os técnicos impediram.