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16/03/2015 - Rafael Hettsheimeir

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Contratado pelo Paschoalotto/Bauru no dia 1º de julho de 2014, após quase dez anos no basquete espanhol, o pivô Rafael Hettsheimeir tem sido um dos grandes nomes da equipe paulista na temporada. E provou isso novamente na noite de domingo (dia 15). No ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro (RJ), ele foi o cestinha da final da Liga das Américas, com 30 pontos, e ajudou o Bauru a conquistar o título inédito ao derrotar o Pioneros de Quintana Roo, do México. Aos 28 anos, o gigante de 2,08m sonha agora com o troféu da Copa Intercontinental contra o campeão da Euroliga. Hettsheimeir, que foi importante na conquista da medalha de prata no Pré-Olímpico de Mar del Plata, em 2011, quando a Seleção Brasileira garantiu a vaga nos Jogos Olímpicos de Londres/2012, também quer voltar a representar o Brasil em 2015.
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O que representa para você ganhar o título inédito da Liga das Américas?

É muito legal. No início da temporada colocamos na cabeça que queríamos jogar a Liga das Américas. Fomos construindo o caminho, ganhando o Campeonato Paulista, a Liga Sul-Americana. Chegamos na Liga das Américas mais forte e conseguimos conquistar o título invicto.
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Como foi sua chegada no Bauru?

Foi muito boa, estou feliz neste time. Conversei com o Alex perguntando se ele ia jogar no Bauru. Estou feliz, temos um ótimo grupo e isso facilita o trabalho. O Guerrinha (técnico) nos dá bastante liberdade para conversarmos. Além disso, pude voltar a jogar no Brasil com uma excelente estrutura dentro e fora das quadras.

A Liga das Américas é uma competição difícil. Vocês esperavam conquistar o título de forma invicta?

Pensamos jogo a jogo. Mas somos os atuais campeões paulista e da Liga Sul-Americana. Fomos encaixando nas partidas, ganhando entrosamento. Temos jogadores de talento que se destacam nas estatísticas. Sabíamos que faríamos um grande torneio e agora estamos colhendo os frutos.
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Depois de tanto tempo no basquete da Espanha, esperava essas conquistas em seu primeiro ano na equipe?

Sabia que Bauru ia montar um time forte para brigar por títulos. Eu vim para isso, vim para ganhar. Bauru tem uma equipe campeã e estou muito feliz nesse grupo, estou perto de casa pois nasci no interior de São Paulo (Araçatuba).

A que você credita o domínio do basquete do Brasil na Liga das Américas, com o título nas últimas três edições?

O basquete do Brasil está crescendo cada vez mais. Fiquei muito tempo fora e ficava ouvindo que a modalidade estava melhorando no país. Ouvia sobre a Liga Nacional, que estava atraindo muitos jogadores do exterior. Voltei e vi que está gostoso jogar aqui no Brasil. A criação da Liga de Desenvolvimento também foi importante. Só agrega valores para o basquete do país.
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Como fica o pensamento agora de que lá na frente vocês vão brigar pelo título inédito da Copa Intercontinental?

Já sabemos que vamos jogar. Nosso foco agora vai ser na Liga Nacional, em que assumimos a liderança da fase de classificação. Primeiro vamos lutar por esse título e depois pensamos na Copa Intercontinental, um torneio que, se uma equipe conquista, pode abrir as portas para partidas contra equipes da NBA.

Imagino que vocês esperavam o Flamengo na final. Como foi ter de mudar a preparação e ter de encarar o Pioneros?

Para nós não fazia diferença de qual seria o adversário, queríamos fazer o nosso papel e ganhar. Lógico que pensávamos pelo fato de o Flamengo jogar em casa ia estar na final, mas o basquete quando sobe a bola é cinco contra cinco e o Pioneros é uma equipe muito forte, faz boa campanha no México e conseguiu surpreender o Flamengo.

Imagino que vocês esperavam o Flamengo na final. Como foi ter de mudar a preparação e ter de encarar o Pioneros?

Para nós não fazia diferença de qual seria o adversário, queríamos fazer o nosso papel e ganhar. Lógico que pensávamos pelo fato de o Flamengo jogar em casa ia estar na final, mas o basquete quando sobe a bola é cinco contra cinco e o Pioneros é uma equipe muito forte, faz boa campanha no México e conseguiu surpreender o Flamengo.
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O ano de 2015 tem Jogos Pan-Americanos e Pré-Olímpico das Américas. Pensa em disputar estas competições pela Seleção Brasileira?

Claro, eu adoro Seleção, gosto de representar o meu país. Se o Rubén (Magnano, técnico da Seleção) me convocar estou à disposição para jogar o Pan-Americano e o Pré-Olímpico.

Já pensa nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016?

Claro. Tudo o que está relacionado com a Seleção Brasileira eu gosto de fazer parte. Sempre que não estiver lesionado estarei disponível para a Seleção.
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O Rubén Magnano esteve os dois dias no Maracanãzinho. Acha que ele ficou satisfeito com o seu desempenho?

Não sei, espero que sim. Espero que ele tenha gostado não só do meu desempenho como do time todo. Temo outros jogadores de Seleção, caso do Alex, mas também temos jovens valores que estão se destacando.