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02/03/2015 - Rodrigo Del’Arco 'Diguinho' do Basquete 3x3

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Rodrigo Del’Arco, o Diguinho, é o atual líder do Ranking Brasileiro 3x3 da Federação Internacional de Basketball (FIBA). Ele soma 428,400 pontos contra 412,070 do segundo colocado, Gustavo Bracco. Aos 35 anos, o paulista que começou no basquete tradicional e possui alguns títulos no currículo, entre eles o Campeonato Carioca de 2006 pelo Flamengo, sonha com voos mais altos no 3x3. Em 2014, Diguinho foi campeão do 3x3 FIBA World Tour Rio de Janeiro e disputou o FIBA 3x3 World Final, em Tóquio, no Japão. Em ambos os torneios jogou pela equipe São Paulo. Em janeiro deste ano, integrou o Brasil Verde que ficou em terceiro lugar no Mundialito de 3x3, no Rio de Janeiro, ao derrotar o Novi Sad, da Sérvia, melhor time da modalidade do mundo.
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O que representa para você ser o líder do ranking?

É o resultado de um trabalho iniciado há um ano e meio. Eu vim do basquete tradicional e passei a me dedicar ao 3x3 depois que parei. Vi a possibilidade de conquistar campeonatos e por isso estou há um ano e meio treinando especificamente. Estou determinado a melhorar ainda mais. Este primeiro lugar e a convocação para representar o Brasil no Mundialito foram novidades gratificantes na minha carreira.

Você esperava liderar o ranking com apenas um ano e meio no 3x3?

Não esperava que fosse acontecer tão rápido. Achava que fosse acontecer mais para frente. Essa subida foi rápida, mas o ranking é dinâmico, está sempre se renovando. Ano passado tive uma boa temporada e este ano já ganhei alguns torneios.

No ranking geral, você é o 33ª colocado. Acha possível chegar mais próximo do top 10?

Sim, é possível. Quando comecei há um ano e meio eu vislumbrei a possibilidade de chegar no topo. Ano passado disputei o World Tour Final no Japão contra as melhores equipes do mundo. Vi que a diferença não é tão grande. O importante é a dedicação e a participação numa maior quantidade de torneios. Acho não só possível chegar ao top 10 como também ainda mais longe. Este ano, jogamos contra o Novi Sad e ganhamos. O nível é alto, ma não é impossível.
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Como foi jogar o Mundialito e vencer o Novi Sad?

Perdemos para o Brasil Amarelo e não fomos para a final, pois o 3x3 é dinâmico. Estávamos com quatro pontos de vantagem, cometemos algumas faltas bobas e eles viraram. Fomos para a disputa do terceiro lugar e estávamos preparados para enfrentar o Novi Sad. Tínhamos assistido aos vídeos e estudado o adversário pensando numa eventual final. Eles sofreram com o calor do Rio, mas são profissionais e estão preparados para enfrentar estas adversidades. Saíamos com a sensação de que, com uma equipe competitiva, é possível ir longe.

O que representa ter sido campeão do 3x3 World Tour Rio de Janeiro?

Foi o título mais importante da minha carreira até agora no 3x3. Não só para mim como para o Brasil também já que foi a primeira vez que uma equipe brasileira foi campeã. Nem sequer tinha chegado numa final. Nossa equipe não era a favorita, mas foi a que mais cresceu durante o torneio. Por isso ganhamos. Acreditávamos no nosso potencial e fizemos uma final tranquila.

E como foi disputar o 3x3 World Tour Final, no Japão?

Foi muito bom. Não nos classificamos para a segunda fase, mas foi importante participar, um diferencial para os jogadores. Trocamos muita experiência com os outros times e com o pessoal da FIBA. Foi positivo e este ano espero chegar mais longe.
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Por que você escolheu o basquete?

Meu pai jogava basquete. Então, desde que eu nasci tenho bola de basquete. Embora o Brasil seja o país do futebol, eu nunca tive uma bola de futebol. Desde os nove anos eu já era federado. E meu pai não me deixava jogar futebol para eu não correr o risco de me machucar. Eu gostei do basquete por ser um esporte dinâmico. Embora eu seja baixo para a modalidade (1,76m), treinei muito para me destacar.

Como foi seu início no basquete?

Eu sou de São José do Rio Preto (SP) e comecei jogando Estaduais. Fui convocado para Seleções Paulistas nas categorias de base. Mas quando passei na faculdade eu parei de jogar. Só voltei depois que me formei em Odontologia.
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Tem alguma história curiosa nestes anos de basquete?

No 3x3 a delegação é menor. Somos quatro jogadores apenas. Uma vez viajamos para jogar e as pessoas pediram para tirar fotos da gente quando viram que éramos jogadores de basquete. Só que eram três jogadores muito altos e eu bem mais baixo. Então, acharam que eu fosse o técnico e não um jogador.

Fale um pouco sobre o título do Estadual de 2006 com o Flamengo. Como foi?

Joguei em 2006 e 2007 no Flamengo. Torcida igual a do Flamengo não tem. Foi uma experiência inesquecível jogar em um clube de camisa. Fomos campeões do Estadual e fizemos uma boa participação no Nacional. Eu acabei saindo embora tivesse convite para continuar. Acabou que o Flamengo montou um grupo forte e foi campeão nacional em 2008.
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Quais seus planos para 2015?

Estou com um projeto para disputar os maiores torneios tanto para somar pontos no ranking quanto para ganhar experiência para chegar mais rodado no World Tour. Estou visitando algumas empresas e, em 15 dias, espero fechar isso para poder custear as viagens para torneios no Brasil e no exterior.