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03/11/2014 - Izabela Nicoletti

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Considerada uma das grandes revelações das Seleções Brasileiras de base, a ala-armadora Izabela Nicoletti, de 15 anos, terá este mês a missão de liderar em quadra as jovens jogadoras da Seleção Brasileira Sub-15 Feminina no 20º Campeonato Sul-Americano, entre os dias 19 e 23, em Barquisimeto, na Venezuela. Destaque no Campeonato Brasileiro Sub-15, disputado no mês de agosto, em Poços de Caldas (MG), Izabela foi campeã do Sul-Americano Sub-15, em 2012, e medalha de bronze da Copa América Sub-16, em 2013, ambas as competições com 13 anos. No Campeonato Mundial Sub-17, em 2014, aos 14 anos, ajudou a equipe nacional a alcançar a nona colocação.

Qual sua expectativa para o Sul-Americano?

É uma expectativa muito grande. Temos um grupo muito bom e vamos para ganhar não só a vaga na Copa América Sub-16, em 2015 (as três melhores equipes se classificam), como também o título.
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Vocês têm a responsabilidade de manter a hegemonia do Brasil na competição já que o país é campeão desde 2009. Como encara isso?

Temos uma pressão de não poder perder por conta disso. Mas o grupo está muito confiante e sei que vai dar tudo certo.

Você já se considera uma jogadora experiente pelas competições que já disputou?

Por causa dessa experiência, talvez eu seja a jogadora que esteja mais tranquila. Porém, sempre há uma ansiedade. Estou trabalhando para ajudar o grupo, converso com as mais novas. Nossa meta principal é o Mundial Sub-17 daqui a dois anos. Temos de trabalhar bem desde agora para chegarmos bem no Mundial.
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Como lida com a responsabilidade de ser apontada como o grande nome dessa geração?

É um incentivo muito grande estar nessa posição. Para isso, não posso deixar de trabalhar e muito menos me acomodar. Hoje eu posso ser um exemplo para as mais novas, mas ainda não sou nada, não cheguei a lugar nenhum. Ainda preciso conquistar o meu espaço.
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Você foi um dos destaques no Brasileiro Sub-15 este ano. Qual sua avaliação?

É uma competição bacana para se jogar, pois é só com jogadoras do seu país. Contra outros países, você muitas vezes não conhece suas adversárias. No Brasileiro, todo mundo se conhece. Serviu para eu ganhar mais experiência e tenho de levar isso adiante.
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Você foi bronze na Copa América Sub-16. O que achou da competição?

Depois de um Sul-Americano tranquilo, em que fomos campeãs, tivemos mais dificuldade na Copa América. Enfrentamos adversários complicados como Canadá e Estados Unidos. Eu ainda não tinha muita experiência e não me soltava tanto em quadra.
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E no Mundial Sub-17? Você tinha 14 anos e a Seleção ficou em nono.

Pelo pouco tempo de treino, foi um bom resultado. Superamos nossos limites.

Por que você escolheu o basquete?

O basquete é de família. Minha prima jogava, depois minha irmã foi no embalo. Desde os 5 anos de idade, eu ficava na arquibancada nos jogos, correndo de um lado para o outro, imitando as jogadoras na quadra. Comecei a jogar com 6 anos, mas fazia outros esportes também. Porém, aos 12 anos, tive de me decidir pois estava difícil conciliar. Eu fazia outros esportes por lazer, então acabei optando pelo basquete.
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Quem te trouxe para o basquete?

A Anne (Sabatini, atual técnica da Seleção Sub-15 Feminina). Ela me via na arquibancada imitando as jogadoras, então me chamou para jogar

Qual seu sonho no basquete?

Meu sonho é jogar na WNBA e representar a Seleção Brasileira Adulta. Quem sabe jogar uma Olimpíada.

Quem é seu ídolo no basquete?

Tenho como referência a Paula, Hortência e a Janeth. No masculino, o Michael Jordan. Vejo o que eles fizeram para que eu possa trilhar o meu caminho da melhor maneira.
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Você tem algum hobbie?

Estudo muito pois sei que o basquete não é para sempre. Preciso pensar no meu futuro. Nos horários livres, também gosto de ficar com a família ou no clube com os amigos.

Está lendo algum livro atualmente?

No momento, estou lendo o livro “365 Dias Extraordinários”. Ele tem uma frase para cada dia do ano. Sempre leio de manhã e tento usar a frase no meu dia a dia.
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Gosta de algum programa na televisão?

Não assisto muito por falta de tempo, mas quando consigo gosto de assistir “Malhação”, da Rede Globo.

Algum filme marcante?

Gostei muito de um documentário sobre o Coach K (Mike Krzyzewski), técnico da seleção masculina dos Estados Unidos. É inspirador.

Qual sua comida preferida?

Adoro macarrão. Também gosto de todos os tipos de doces mas, neste caso, eu tenho sempre de me controlar.