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13/11/2001 - Maury de Souza

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Maury Ponikwar de Souza é um dos poucos jogadores que disputaram as doze edições do Campeonato Nacional, de 1990 a 2001. Aos 39 anos, o armador diz estar em sua melhor forma e espera ajudar seu time, o Universo/Ajax (GO), a se classificar entre os dois primeiros colocados na Super Copa Brasil, de 23 a 25 deste mês, em Goiânia, para garantir uma vaga no Nacional 2002. Maury faz parte de uma geração vitoriosa do basquete brasileiro tendo participado de quatro Campeonatos Mundiais (1982, 1986, 1990 e 1994), duas Olimpíadas (Seul/88 e Barcelona/92) e da histórica conquista da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, em 1987

Qual sua motivação para continuar jogando?

Jogo basquete há muito tempo, desde os seis anos. Acima dos motivos profissionais, continuo jogando por amor ao esporte. Minha motivação é o desafio de, a cada treino e a cada jogo, me aprimorar sempre mais.
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O momento mais marcante de sua carreira?

Com certeza, foi a conquista da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americano de Indianápolis, em 1987. Foi a conquista mais importante da minha geração.

Por que você trocou o eixo Rio de Janeiro-São Paulo por Goiás?

Goiás é uma nova área de trabalho para mim. O Universo/Ajax dispensa comentários. É um exemplo para o basquete brasileiro em termos de estrutura e de patrocínio. Estamos nos esforçando para melhorar cada vez mais. Espero jogar no Universo por muito tempo.
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E as suas expectativas para a Super Copa Brasil?

As expectativas são as melhores possíveis, mas sei das dificuldades que vamos enfrentar na competição. Os outro três times estão bem estruturados. Estamos treinando muito e nossa equipe está bem preparada. Acho que o Universo/Ajax tem condição de ser o campeão da Super Copa e de conquistar a vaga para o Nacional.

Você já tem planos para depois que encerrar a sua carreira?

Ainda não penso em encerrar minha carreira. A cada ano que passa, eu me sinto melhor. Atingi uma maturidade em quadra, tanto física quanto técnica. Estou muito bem e espero jogar por muito mais tempo. Além de ser jogador de basquete, sou formado em Odontologia e cheguei a exercer a profissão. Mas, quando parar, quero continuar trabalhando no basquete como supervisor. Vou atuar fora de quadra auxiliando jogadores e técnicos.
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Uma análise do atual momento do basquete brasileiro.

Os jogadores novos tem um grande potencial e estão crescendo gradualmente. Confio muito nessa nova geração. A seleção masculina já conquistou a vaga para o Campeonato Mundial de Indianápolis, em 2002, e acredito que eles vão conseguir a classificação para as Olimpíadas da Grécia, em 2004. Acho que o basquete brasileiro vai bem.

Qual o técnico que você mais gostou de trabalhar?

Todos os técnicos com quem trabalhei ao longo da minha carreira me ensinaram alguma coisa de bom, mas o técnico com quem aprendi mais foi o Edvar Simões. Ele acreditou em mim no início da minha carreira. Tinha muita paciência comigo, chegava mais cedo nos treinos por minha causa. Minha base toda no basquete eu adquiri nessa época. Fiquei cinco anos treinando com ele no Monte Líbano e ganhamos vários campeonatos. Mudei de nível no basquete e melhorei muito graças ao Edvar.

Nesses 33 anos de carreira, quem é o melhor jogador que você viu atuando?

O jogador mais completo que eu já vi jogar foi o ala Marcel, meu irmão. Dessa nova geração, gosto muito do pivô Anderson Varejão, do Franca Basquete. Acho que, no futuro, ele vai ser a espinha dorsal do basquete brasileiro.

Uma mensagem para os iniciantes no basquete.

Não tem segredo. Um bom jogador se faz com muita disciplina e muito treinamento. É preciso se superar sempre e ser disciplinado, dentro e fora das quadras.