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07/05/2014 - Eduardo Albano, árbitro internacional

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O árbitro internacional, Eduardo Albano, que atua desde 2005 na Federação Catarinense e a quatro temporadas no Novo Basquete Brasil (NBB), vai representar a arbitragem brasileira no Campeonato Mundial Sub-17 Masculino nos Emirados Árabes, de 8 a 16 de agosto. Aos 32 anos, ele terá a oportunidade de apitar pela primeira vez uma competição importante como o Mundial. Nessa entrevista, Albano fala um pouco de sua carreira e sobre a arbitragem.

Como é representar a arbitragem brasileira no Mundial Sub-17 Masculino?

A emoção é grande. É a primeira vez que irei representar meu país num Mundial, mas sei que vou me esforçar para divulgar positivamente a arbitragem brasileira. Aliás, o país já possui grandes nomes na arbitragem como o Cristiano Maranho e o Marcos Benito, que já apitam jogos importantes lá fora.
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Como é a sua preparação diária para grandes competições?

A princípio, eu dividi minha preparação em parte teórica, onde estudo inglês, leio muito, procurando cada vez me atualizar. e a outra parte eu foco na preparação física. Como sou formado em Educação Física, eu mesmo faço meus treinamentos, me adaptando para os jogos que sou escalado para o NBB e para situações que possam ocorrer numa partida de basquete.

Você esteve no esteve no Campeonato Sul-Americano Sub-17 Feminino (Equador/2013), o que muda para uma competição importante como o Mundial?

Agora a competição é no masculino, muito diferente, mais contatos entre os atletas e para isso tenho que ficar bem atento aos lances. Requer uma percepção maior do jogo, de administração das situações adversas, do controle da disciplina. É um Mundial, todos vão estar de olho, eu tenho que trabalhar muito e representar bem a arbitragem brasileira.
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E qual sua avaliação da arbitragem no Brasil?

A arbitragem no país está passando por um momento de renovação. A oportunidade de trabalhar com esta nova geração de meninos é sensacional, e importante para que possamos transmitir responsabilidade para essa geração, visando sempre o crescimento do basquete. A troca de informações e o contato entre árbitros, atletas e comissões técnicas engrandece nosso trabalho. Eu mesmo tive isso quando trabalhei no Campeonato Sul-Americano Sub-17 pela FIBA Américas e sempre que estou com novos árbitros tento passar meu aprendizado.

Como você começou na arbitragem?

Comecei no esporte cedo. Fui criado em Joinvile, Santa Catarina, dentro de um ginásio desde os nove anos. Meus pais trabalhavam com basquete e me influenciaram muito. Fora que na década de 70, minha cidade tinha um time forte. Isso marca uma geração. Por gostar e praticar esporte, me formei em Educação Física. Depois fiz um teste para árbitro da Federação Catarinense e agora estou como árbitro internacional.
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Você tem outra profissão?

Sou formado em Educação Física e sempre na minha vida eu traço metas. Meu foco anterior era participar de um Sul-Americano, agora, já estou indo para um Mundial.Sei que não vou ficar na arbitragem por um longo tempo, então, procuro me atualizar na minha área para não ser surpreendido quando “pendurar o apito”.

Qual é a importância da CBB para a arbitragem brasileira?

Para nós árbitros, a CBB traz uma grande possibilidade de aprendizagem. Essa troca de experiência com árbitros mais antigos é gratificante. Hoje posso perceber que ela contribuiu muito para essa evolução em atuar como árbitro, me fez crescer. Agora tenho uma maior percepção do jogo, de administração das situações adversas e do controle da disciplina.