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28/02/2014 - Carlos Silva Junior do 3x3

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Aos 33 anos de idade, o carioca Carlos Cesar Silva Junior é o 33º no Ranking geral da FIBA de Basquete 3x3 e o terceiro do Brasil. Carlinhos, como é conhecido, é um amante do basquete que pratica desde os 15 anos de idade. Com a modalidade tradicional, o atleta de 2,00m de altura passou por vários clubes e diferentes estados, e chegou a disputar campeonatos. Mas foi no Rio de Janeiro, sua cidade natal, que teve o prazer de aprender e jogar ao lado de seu maior ídolo, Oscar Schmidt. Com o Basquete 3x3, Carlinhos também teve a oportunidade de disputar competições internacionais de 3x3 como o World Tour FIBA, o Campeonato Mundial +18 e a Copa América. Mas seu sonho ainda não está completo, ele quer mesmo é defender o Brasil nos Jogos Olímpicos.
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Porque o basquete e como começou essa paixão?

Tudo aconteceu meio que por acaso. Eu jogava futebol como a maioria dos meninos da minha idade, mas tinha um amigo muito próximo de infância que jogava basquete. Um dia me interessei e também quis participar. Como sempre fui alto, gostaram de mim. Aí fiz os testes e passei. Eu tinha 15 anos na época e fiquei no Fluminense (RJ) até os 19 anos, jogando na base e aprendendo tudo que podia. Com o tempo vi que era isso que eu queria e abracei o basquete.

Conte um pouco da sua trajetória.

Comecei na escolinha do Fluminense, aos 15 anos. Quando comecei no adulto, com 19 anos, fui para o Macaé Basquete (RJ). Voltei ao Rio para defender o Flamengo e tive a oportunidade de participar do final da carreira do Oscar (Schmidt). Depois disso, passei por outros clubes como Tijuca TC (RJ), Campinas Regatas (SP), Clube Municipal (RJ), Rio Pan [Clube que Oscar montou em parceria com a Prefeitura do Rio], e também passei uma temporada em Macapá e fui campeão da Copa Brasil Norte. No final da minha carreira voltei para jogar no Cabo Frio e passei pela equipe da Marinha. Me aposentei do profissional em 2011, quando atuava pelo Riachuelo (RJ).
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Como foi trabalhar com Oscar Schmidt?

Foi um enorme aprendizado. Ele foi um grande atleta e um exemplo a ser seguido. Foi realmente uma época muito boa. Sempre admirei o trabalho dele, mas a partir daquele momento que passei a acompanhar de perto sua carreira e dedicação me tornei um fã. Me inspirei em sua determinação. Enquanto a maioria dos jogadores treinava um dia sim e outro não, ele falava: "Vamos treinar um dia sim e o outro também".

Como conheceu o Basquete 3x3?

Vim da quadra, do basquete tradicional, mas desde 2000, fui inserido no Street Ball. Foi nessa época que esse tipo de basquete começou a se manifestar mais no Brasil. Um dia soube do circuito estadual organizado pela CBB, nesse molde 3x3. Montamos um time e começamos a jogar sério. A FIBA abraçou a ideia e melhorou as condições. Eu aproveitei a oportunidade e me lancei nesse esporte.
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Como surgiu a equipe Lendas (RJ)?

O Lendas já existe há algum tempo vindo o basquete tradicional. Jogávamos amistosos contra universidades e participávamos de apresentações de habilidades.

Você é o 33º do Ranking da FIBA e o 3º do Brasil. Qual o segredo para chegar a esse resultado?

O resultado acaba não sendo 100% individual, e sim do grupo. Claro que a individual vale, mas para eu chegar a esse resultado foi graças a minha equipe. Sem eles não estaria aqui.

Como é a sua rotina de preparação para os jogos?

Treino sempre, faço musculação e procuro me alimentar bem, com controle para manter a forma, sem perder ou ganhar peso. Essa é uma modalidade que exige bastante esforço físico e do corpo. Mesmo sendo um jogo rápido, acaba que fica cansativo por serem muitas partidas no mesmo dia. Tem que ter um bom preparo físico.
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Como é a sua vida fora do esporte?

Eu trabalho como promotor de merchandising. Gosto desse conjunto de atividades de marketing e comunicação destinadas e identificar, controlar, ambientar e promover marcas, produtos e serviços nos pontos de venda. Acho que tem muito a ver com o que eu estudo. Faço faculdade de Comunicação e já estou no oitavo período.

Com o Basquete 3x3 você tem em seu currículo um Mundial e uma Copa América. Como foram essas experiências?

Sempre sonhei em representar meu país e vestir a camisa da Seleção Brasileira. Só quem teve a oportunidade de participar sabe o quanto foram maravilhosas essas experiências. Espero voltar a ter essas oportunidades novamente.
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Como foi a adaptação da quadra para o 3x3?

A adaptação foi bastante tranquila. As diferenças estão basicamente no tamanho da bola, quadra e as regras. Mas não teve mistério. Treino bastante para o entrosamento entre a equipe e melhorar a agilidade.

Qual a expectativa para o 3x3 virar esporte olímpico?

A expectativa é muito grande. Sabemos que isso abre as portas para nos tornamos jogadores profissionais de Basquete 3x3, como já existe em alguns países na Europa. Será mais uma forma dos jogadores representarem seu país com o basquete.
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Sonha em defender o Brasil na Rio 2016?

Como todo atleta, independente da modalidade, esse é o meu maior sonho. Já consegui chegar a um Mundial agora quero ir a uma Olimpíada. Já comecei a me preparar e, caso isso se concretize, quando chegar a hora vou estar melhor do que hoje.

Em 2013, a Equipe Lendas quase chegou a final do World Tour FIBA. O que aconteceu?

Esse ainda é um dos objetivos de nossa equipe. Tropeçamos feio, mas tínhamos chances de ser campeão. Perdemos para uma equipe que já havíamos vencido. E o resultado foi que ficamos com a sexta posição. Mas vamos atrás do nosso título em 2014.
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Para quem não conhece, conte um pouco do Carlos Cesar Silva Junior?

Sou um amante do basquete que é o esporte que joguei durante minha vida toda. Não tive muitas oportunidades, mas abracei todas as que tive. Com o Basquete 3x3, estou recuperando a esperança de alcançar o meu objetivo de atleta, que é um dia disputar uma Olimpíada. Se hoje alguém fosse escrever uma biografia sobre a minha vida, certamente cinquenta por cento seria sobre basquete.

O que gosta de fazer nas horas vagas com a família e/ou amigos?

Eu vou muito ao cinema com minha namorada ou jogar peladas e torneios de basquete com meus amigos. Gosto também de passear no shopping, na praia e de curtição com meus amigos.

O que o basquete te deu?

O basquete me deu muitos amigos e a oportunidade de viajar e de estudar. Foi com o basquete que consegui estudar. Hoje faço faculdade de Educação física, na Universo, e Comunicação Social, na UNISUAM, ambas no Rio de Janeiro.