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21/01/2014 - Augusto Lima

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Aos 22 anos e com 2,08m, o ala-pivô carioca Augusto César Lima alcançou seus melhores números na atual temporada da Liga ACB 2013/14, onde atua há mais de oito anos. Augusto é formado nas categorias de base do Fluminense (RJ) e teve rápida passagem pelo Franca Basquete (SP). Atualmente defende a Universidade de Murcia – UCAM, na Liga Espanhola, mas passou a maior parte de sua carreira vestindo a camisa verde e branca do Unicaja CB, de Málaga. Pela Seleção Brasileira, o ala-pivô foi um dos responsáveis pela classificação para os Jogos Olímpicos de Londres 2012, com a conquista da medalha de prata na Copa América de Mar del Plata, em 2011. Lima também disputou o Campeonato Sul-Americano da Argentina que garantiu o Brasil na Copa América da Venezuela em 2013. Como todo jovem atleta, Augusto ainda sonha em jogar na NBA e defender seu país nos Jogos Olímpicos.
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Depois de muito tempo em Málaga, você está vestindo a camisa do Murcia nesta temporada. Como está sendo a adaptação ao time?

Estou me adaptando muito bem. Em Málaga, fazíamos dois jogos por semana e agora estamos jogando apenas um. Isso nos possibilita fazer mais treinos e ter mais tempo de preparação. É uma perspectiva nova com um objetivo diferente e estou gostando muito.
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As boas atuações pelo Murcia lhe renderam uma vaga entre os titulares e o título de atleta mais espetacular da TV ACB, pelas suas enterradas e shows nas quadras. O que está achando de seu desempenho?

É muito bom saber que estão gostando da minha atuação. Acho muito bonito dar espetáculo e enterradas, mas o mais importante disso tudo é poder ajudar o meu time, aí sim o jogo fica ainda mais bonito.
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E o que podemos esperar de você na Seleção Brasileira? O técnico Ruben Magnano já mostrou que gosta de seu trabalho.

Espero vestir a camisa do Brasil em breve. Infelizmente, tive muitos problemas de lesão que me impediram de estar 100% com a equipe, mas se Deus quiser pretendo vestir a camisa verde e amarela e defender o meu país o quanto antes. O sonho de todo jogador é representar a sua pátria.
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Sonha em defender o Brasil na Rio 2016?

Esse é um dos meus grandes sonhos. Espero merecer e vou trabalhar muito para ter essa honra de vestir a camisa do Brasil nos Jogos de 2016. É o maior presente que um atleta pode ter.
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Como você define o ala-pivô Augusto Lima?

Na vida pessoal, sou divertido, engraçado e sempre tento tirar um sorriso das pessoas que me cercam. Como atleta, amo o que eu faço e não considero um trabalho jogar basquete. É simples assim.

Como a maioria dos jogadores, você sonhava com uma vaga no Draft da NBA, mas não conseguiu, mesmo sendo considerado o melhor ala-pivô do Eurocamp, em Treviso, evento com os principais candidatos internacionais para o draft da NBA. Como foi isso pra você?

Bom, eu sabia que não aconteceria o Draft, depois que soube da recaída da hérnia de disco, mesma lesão que havia me tirado da seleção. Mas qualquer um pode passar por uma situação dessas a qualquer momento da vida. E no esporte é ainda mais arriscado. Encarei bem e a cada dia tenho mais força para ir atrás dos meus objetivos e um deles ainda é ir para a NBA.
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Pretende jogar na D-League (liga de desenvolvimento) e assim tentar novamente ingressar na NBA?

Se for esse o caminho que eu tiver que fazer para alcançar meu objetivo e sonho, sim vou. Faço qualquer coisa que for preciso, limpo até o chão deles [disse brincando, entre risos]

Você foi muito elogiado pela imprensa internacional por seu porte atlético no Eurocamp. O que faz para manter a forma?

Não faço muita musculação, mas treino e me esforço bastante. Descanso as horas diárias que preciso pra me recuperar e me alimento normalmente. Faço muitas massagens e trabalho de "core", que é pra fortalecer a coluna, por causa da hérnia de disco. Mas acho que devo agradecer aos meus avós e pais pela boa genética.
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Como é a sua rotina na Espanha? O que gosta de fazer fora das quadras de basquete?

Sou muito caseiro, então gosto de receber meus amigos em casa para jogar Play Station 4. Também gosto muito de ir ao cinema e me divertir. Coisas normais da idade.

Quem são seus grandes companheiros no basquete?

Raulzinho [Raul Togni Neto] e o Bebê [Lucas Nogueira]. São dois palhaços igual a mim. Temos uma amizade muito grande, sabemos coisas particulares um do outro e posso contar sempre com eles. Só uma vez que eles foram lá conhecer a UCLA [Universidade de Murcia] e me esqueceram no carro. Uma história muito engraçada, mas que vai ficar só entre nós. [risos]
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E o coração? Está solteiro...

O coração está bem.. batendo [disse, mantendo mistério]

Do que mais sente falta do Brasil?

Minha família principalmente, mas também da comida. Eu amo o churrasco brasileiro.
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O que o basquete representa na sua vida?

Minha família é a minha base e está em primeiro lugar pra mim. Depois disso, vem o basquete que é tudo pra mim.

O que o basquete te deu?

Me deu muita coisa boa. Conhecimento, sabedoria e respeito ao próximo. Isso me faz ser uma pessoa melhor a cada dia.