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20/12/2013 - Gustavo Bracco do 3x3

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Natural de Santos e descoberto para o basquete aos 17 anos de idade, o pivô Gustavo Bracco, de 37 anos e 2,05m, conquistou uma importante posição em 2013 no Basquete 3x3: é destaque no Ranking da FIBA (39º) e o segundo no ranking brasileiro. Com a Equipe Encestando um Sorriso, o atleta foi campeão da etapa de São Paulo e da fase final do Tour Nacional, no Rio de Janeiro. Gustavão, como é chamado, trocou o vôlei pelo basquete e iniciou sua trajetória no basquete de quadra. Passou pelos clubes paulistas do Sírio Libanês, Hebraica, Faculdade Campo Sales (SP) e Pinheiros (SP). O basqueteiro que é formado em Direito e exerce a profissão falou sobre as suas conquistas, a expectativa para as disputa da Copa América de Basquete 3x3, no dia 12 de janeiro, no Rio, e como divide sua vida profissional com a sua paixão, o basquete.
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Conte um pouco sobre sua trajetória e evolução no basquete.

Eu joguei bastante o basquete Universitário, passei por alguns clubes até que cheguei na seleção paulista. Tive uma experiência internacional quando representei o Brasil duas vezes no time Maccabi, uma competição organizada em Israel a cada quatro anos. Absorvi muita experiência, mas posso dizer que enquanto eu puder, vou continuar jogando, evoluindo e buscando sempre um novo desafio

Como conheceu a equipe Encestando um Sorriso?

Trabalhávamos nesse projeto “Encestando um Sorriso”. Uma ação social voluntária para crianças carentes, em São José do Rio Preto (SP), com o objetivo de tirá-las das ruas e oferecer uma opção esportiva. O time surgiu depois, como uma ferramenta de divulgação. Por isso colocamos o nome do projeto na equipe. O projeto tem um time de basquete 3x3 e num belo dia um dos integrantes não pode comparecer a um jogo. Foi aí que entrei e permaneço até hoje.
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Você é o 30º do Ranking da FIBA e o segundo do Brasil. Qual o segredo para chegar a esse resultado?

Eu tenho me dedicado muito ao basquete. Então, nessas últimas temporadas a preparação física foi muito intensa. Eu treinava duas vezes por dia e dividi a minha vida entre trabalho, família e o basquete. Trabalhei muito meu condicionamento físico e treino especifico para o 3x3. Foquei nos treinamentos de explosão e acho que a partir disso veio o resultado.

Além de ter ajudado a sua equipe na conquista do título da etapa de São Paulo e do Tour Nacional 2013, o que mais você adquiriu de experiência nessas competições?

Eu nunca tive uma experiência de jogo internacional adulto. Com o World Tour FIBA eu tive essa oportunidade. Eu representei meu país, foi o maior diferencial. Ter sido destaque entre os atletas do mundo inteiro, carrego esse mérito com muita gratificação. Isso fez com que eu me sentisse capaz de oferecer alguma coisa importante para a modalidade. Pude saborear o gostinho da superação, porque eu rompi um músculo da panturrilha, e joguei mesmo assim. Passei por momentos de adrenalina no jogo contra a Argentina e Venezuela. Foi maravilhoso.
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O que você faz para manter seu condicionamento físico?

Treino severamente quando tenho algum compromisso com o basquete. Treinar é o segredo para um bom desempenho.
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Como é o Gustavo fora das quadras?

Atualmente, eu divido a minha vida entre a família, o basquete e a profissão como advogado. Trabalho com uma lei de incentivo ao esporte e adoro fazer parte de projetos sociais.

O esporte sempre esteve na sua vida. Já praticou alguma outra modalidade?

Troquei o vôlei pelo basquete. Quando fui morar em Lousiana, nos Estados Unidos, cheguei lá e me disseram: “Você tem 2,05m de altura, então você vai jogar basquete ou vai voltar para o Brasil. Foi quando me encantei com a novidade. Fui jogando e assistindo o pivô Hakeem Olajuwon jogar pelo Houston Rockets. Ele hoje é um ídolo para mim, joguei na mesma posição que ele e foi um exemplo de pivô.
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Ano que vem você tem a chance de representar o Brasil no Mundial da Rússia de 3x3. Quais são suas expectativas?

As expectativas são imensas e as melhores possíveis. Eu já venho me preparando pra isso e acredito que consiga unir a minha experiência com a motivação de representar o meu país. Essa oportunidade será maravilhosa, pois acredito que teremos muitas chances. Eu vou poder contribuir com experiência altura, força e vontade.

O que representaram as conquistas na sua vida?

Eu sou o único atleta da família, não tenho genética no esporte. Mas a minha motivação é toda voltada para o desafio de superar obstáculos. Na minha família todos são engenheiros e eu sou o único advogado. Então, não tive muito espelho e tenho uma satisfação pessoal enorme quanto a isso. Superar as barreiras da idade e da preparação física, é sensacional.

O que você espera da Copa América de Basquete 3x3?

Já comecei a estudar os times que iremos enfrentar. Sei que vai ser forte com um nível técnico muito alto. A expectativa é enorme de representar o Brasil e dar o melhor de mim.

O que você acha da transmissão da Copa América na Tv Globo?

Acho muito motivador a modalidade ser transmitida ao vivo na televisão aberta. Já estou divulgando para todos, inclusive para que aqueles que não fazem parte desse meio para que conheçam e se apaixonem também.
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O que acha da modalidade do 3x3 ser esporte olímpico?

E uma conseqüência natural do bom trabalho que vem sendo realizado pela FIBA, pelas federações internacionais e pela CBB. As associações de alguma forma também contribuem para isso. O 3x3 é um esporte que reúne características essenciais e faz com que o publico fique motivado e que os atletas criem expectativas. O que eu quero dizer é que essa modalidade traz pra quem está assistindo a emoção explosiva de um jogo muito competitivo. Os telespectadores podem vivenciar o lance do jogo. O 3x3 consegue reunir nos dez minutos de partida o mais importante do jogo que é a emoção.

Para você quais são as diferenças do basquete de quadra e para o 3x3?

A principal diferença é a condição climática. Então a habilidade individual prevalece muito. Temos as diferenças do estado vento, a temperatura, isso influencia muito. Na quadra a gente não vive muito isso. No 3x3 temos que saber conciliar muitas coisas, como por exemplo, a partida junto com os fundamentos, a condição psicológica. Mas o amor verdadeiro é pela bola, então as diferenças para mim são pequenas.