Imprensa

26/11/2013 - Douglas Motta do 3x3

img
Determinação é o adjetivo que define o sucesso do atleta carioca Douglas Motta, de 36 anos. O jogador que conheceu o basquete aos 13 anos de idade, deu início em sua trajetória no Grajaú Country Club, do Rio de Janeiro. A partir daí, defendeu outros times do Rio como Botafogo, Flamengo e Telemar, além do Sport Recife (PE), Jóquei Clube (GO) e Al Ahli Club, da Arábia Saudita. Na Seleção Brasileira, Douglas teve as participações nos Mundiais Universitários (Universiade da China e Turquia). No ano passado, ao receber o convite do amigo Carlos Silva Júnior para jogar o Basquete 3x3 na equipe Lendas, Douglas não parou mais. Com o time foi campeão estadual, vice-campeão do Tour Nacional e sexto no FIBA World Tour Rio 2013. Mas na modalidade o seu melhor prêmio é estar entre os primeiros colocados no ranking 3x3 da FIBA em 2013: atualmente ocupa o 26º lugar e é o brasileiro melhor colocado no ranking da entidade. Nesta entrevista, Douglas contou como conquistou resultados importantes e a sua história no esporte da bola laranja.

Como conheceu o basquete?

Devo tudo a um grande amigo. Tudo começou quando um cara chamado Pedro, o "Pedrinho", como era conhecido no colégio público onde estudei até o 8º ano, me fez um convite. Ele fazia parte da escolinha de basquete no Grajaú Country Clube, e a partir daí a minha história começou a se formar.
img

Fale um pouco da sua história no basquete?

Posso dizer que é uma história de vasta experiência. Comecei com 13 anos na escolinha do Grajaú, na companhia dos melhores professores de basquete que já conheci, José Carlos Ferraz, Agostinho, Guilherme e Geraldo. Esse time de treinadores foi fundamental para a minha formação como atleta e principalmente a pessoa que sou hoje. Joguei até meu primeiro ano de adulto no Grajaú, depois foram vários clubes que defendi: Olaria, Fluminense, Vasco, Botafogo, Flamengo, Sport Recife (PE), Jóquei Clube (GO), Tijuca Tênis Clube, Macaé, Telemar, Rio de Janeiro e São José (AP).
img

Você é o primeiro entre os brasileiros do basquete 3x3 no ranking da FIBA em 2013. Qual foi o segredo para chegar a esse resultado?

Muito treino, mas principalmente o preparo físico, que é mais intenso do que o basquete "tradicional". Além disso, as muitas experiências que tive durante minha vida de jogador. Participei de dois mundiais universitários (Universíade) com a Seleção Brasileira. Isso me deu muita bagagem para conquistar esses resultados.
img

Quais foram os objetivos traçados para chegar em 26º no ranking?

Foi o primeiro ano que joguei nessa modalidade. Fui convidado por um grande amigo e excelente jogador, Carlos Silva, o " Carlinhos", que é segundo do ranking no Brasil. Então não tinha como objetivo ser o melhor do ranking, nem imaginava isso. Mas as coisas foram acontecendo e tudo foi ficando mais sério. Me dediquei um pouco mais e cheguei nessa posição graças aos meus companheiros de time, Carlinhos, Alves e Fábio Guedes. Neste próximo ano vou me dedicar um pouco mais, e agora o objetivo é ir bem mais longe.

O que você faz para manter seu condicionamento físico?

Muita musculação, cinco vezes por semana. Também corro de 4 a 5km, pelo menos duas vezes por semana, na hora do trabalho ou à lazer mesmo.

Você é personal trainner? Porque escolheu essa profissão?

Gosto de cuidar da qualidade de vida das pessoas e ver resultados. Então, resolvi unir essas duas coisas que no final dão muito certo.
img

O esporte sempre esteve na sua vida. Já praticou alguma outra modalidade?

Sempre me mantive ativo no esporte. Não consigo ficar sem jogar alguma coisa. Jogo vôlei, vôlei de praia, futevôlei, futebol, tênis de mesa, mas pra ser sincero jogo qualquer coisa. Porém o esporte que pratiquei antes do basquete foi o judô, onde fui campeão carioca e parei na faixa roxa.

Você não mora mais na capital do Rio de Janeiro. Como foi se mudar e ir morar em Petrópolis?

É uma cidade fantástica, muito calma, em comparação ao Rio de Janeiro. Em Petrópolis tem ar puro, sem muito trânsito e não é muito quente como na capital. Minha esposa, Renata Morelli, que me apoia sempre no basquete, é de Petrópolis e já tínhamos a intenção de mudar pra lá. Então, na primeira oportunidade resolvemos mudar de cidade em busca de uma qualidade de vida.
img

Você já representou o Brasil na Universíade da China e da Turquia. Como foram esses momentos?

O que não faltou foi tensão. Mas sei que aquilo ali já era uma grande conquista. Quando cheguei lá e vi que estava defendendo o meu país, foi emocionante demais. É uma honra incrível. Poder escutar o hino do Brasil vestindo um uniforme da seleção, é uma experiência inesquecível que só quem passou por isso pode sentir.

Ano que vem você tem a chance de representar o Brasil no Mundial da Rússia de 3x3. Quais são suas expectativas?

á estou sonhando com essa chance, acho que representarei muito bem o meu país. Estou focado demais e me preparando para isso. Seria uma honra representar meu país novamente aos 36 anos. Só tenho a dizer que pretendo chegar nas finais do Mundial e trazer uma medalha verde e amarela para o nosso basquete 3x3.

O que espera dessa convocação?

Quero fazer um bom planejamento de preparação para esse Mundial junto com os meus companheiros. Na quadra, seremos um time, e cada atleta é 30% do time. Então, é unir forças e trabalhar a experiência de cada um para buscar um resultado positivo.
img

Como é o Douglas fora das quadras com a família?

Sou casado e ainda não tenho filhos, mas tentaremos um esse ano. Sou muito tranqüilo e gosto de me divertir sempre. Falo muita besteira e adoro jogar vídeo game também.

Qual foi o momento mais marcante da sua carreira?

As duas convocações para a Seleção Brasileira Universitária, a experiência de jogar na Arábia Saudita, no Al Ahli Club, a temporada onde joguei no Tijuca Tênis clube, e no Botafogo, onde foi minha melhor temporada. Lá, classificamos para a Liga Nacional. Apesar do time não ter ido, sei que foi um momento muito importante para mim como profissional.
img

O que acha da modalidade do 3x3 ser esporte olímpico?

Vai ser muito bom, pois é uma modalidade rápida que não precisa de muita estrutura como de qualquer outro esporte. É um esporte dinâmico e bom de assistir. Torço pra que faça parte da maior competição do mundo.

Quem é seu ídolo no basquete?

Ídolo tenho vários. Mas vamos começar pelo "Deus" do basquete que esse só vai ter um, Michael Jordan. Depois vem Magic Jonhson, Larry bird, e os atuais Lebron James e Dwyane Wade. Pelos brasileiros, eu fico com o ‘Mão Santa’ Oscar Schmidt e Marcelinho Machado, com quem joguei várias vezes.
img

Um recado para os jovens praticantes do basquetebol 3x3...

Treinem muito porque essa modalidade é mais rápida do que o tradicional e muito gostosa de jogar. As habilidades individuais contam muito, então façam seus treinamentos repetitivos. Eu voltava da escolinha de basquete driblando a bola, desviando de postes com fintas, jardineiras e pessoas. O melhor de tudo, é que eu me divertia. Então, divirtam-se! E sempre façam bons amigos, porque no final de uma vida dentro do esporte, o que conta são os companheiros que fizemos.