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31/08/2001 - Kelly da Silva Santos

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Depois de passar três meses na WNBA (liga profissional norte-americana) jogando no Detroit Shock, a pivô Kelly, de 21 anos, voltou ao Brasil cheia de expectativas. Nessa temporada, está nos seus planos ficar no país e voltar a jogar pelo Vasco da Gama, time que ajudou a conquistar o título de campeão brasileiro esse ano. Seu próximo desafio é a Copa América, no Maranhão, onde ela espera ajudar a seleção brasileira a conquistar uma vaga para o Mundial da China, em 2002.

Como foi sua primeira temporada na WNBA?

Ganhei experiência internacional. Joguei com as melhores atletas do mundo e, com certeza, isso influenciou de forma positiva no meu jogo. Hoje tenho novos objetivos no basquete, objetivos mais fortes e mais elevados. Vi que posso me destacar e evoluir, mesmo que isso aconteça a longo prazo.
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E a sua adaptação ao clube e ao país?

Passei três meses nos Estados Unidos. Foi estranho porque nunca estive tanto tempo fora de casa. Já fiquei quarenta dias fora do país com a seleção brasileira, mas estava entre pessoas que falavam o mesmo idioma. Na WNBA não tive problemas com o clube, minha maior dificuldade foi fora de quadra. Sou muito apegada a minha família e lá eu estava sozinha. Além disso, não falo muito bem inglês.

Como está a seleção para a Copa América?

O grupo está muito unido. A preparação no Centro de Treinamento do COC fez com que a gente se aproximasse mais e se conhecesse melhor. Estamos treinando forte e todo mundo está se dedicando bastante, principalmente as jogadoras mais novas que estão lutando pelo espaço delas na seleção. Estou fazendo o possível para ajudar a equipe e acrescentar com o meu basquete.

Quais as expectativas para a competição?

O time está se esforçando muito. Acho que há uma grande possibilidade de conseguir um bom resultado na competição, quem sabe até ser campeão.
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E os seus planos para a próxima temporada?

O basquete feminino está passando por um momento de mudanças e com o Nacional de 2002, marcado para o segundo semestre, vamos ter mais espaço na mídia e, consequentemente, mais patrocinadores. Estou negociando com o Vasco, o último time em que joguei aqui no Brasil. Mesmo com todas as dificuldades, eles pagaram o meu salário. Pretendo ficar aqui e me preparar mais um pouco. Não sou contra as jogadoras que estão indo jogar fora do país nessa temporada, mas acho que quem fica no Brasil tem que acreditar no potencial do nosso basquete.

Quais são seus pontos fortes como pivô e o que ainda precisa melhorar?

Meu ponto forte é o jogo dentro do garrafão. Acho que preciso melhorar minha visão de quadra e os arremessos de fora do garrafão.
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Qual o melhor momento da sua carreira?

Com certeza, foi o título inédito de campeã do Nacional 2001. Foi uma final emocionante contra o Paraná e conseguimos vencer a série por três a dois. O incentivo e o apoio da torcida do Vasco, que lotou o ginásio do Tijuca, é um momento inesquecível.