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07/06/2013 - Guilherme Giovannoni

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Tricampeão do Novo Basquete Brasil (2009/10, 2010/11 e 2011/12) pelo Uniceub/BRB/Brasília (DF), o ala-pivô da Seleção Brasileira Adulta, Guilherme Giovannoni, soma importantes títulos em sua carreira. Guilherme já atuou por 12 clubes, desde sua estreia no XV de Piracicaba (SP), incluindo o Baloncesto Fuenlanbrada, da Espanha, e o Treviso, da Itália. O atleta, de 33 anos e 2,04m, já levantou o troféu de campeão da Liga Sul Americana e ganhou duas vezes o título de MVP (melhor jogador). O craque traz em seu currículo ainda três medalhas de ouro com a Seleção Brasileira nos Jogos Pan-Americanos (Santo Domingo/ 2003) e no Pré-Mundial da Republica Dominicana (2005) e de Porto Rico (2009). Em 2013, o integrante da seleção pretende representar seu o país na Copa América, em Caracas, na Venezuela, que será realizado de 30 de agosto a 8 de setembro. Na expectativa de mais uma conquista defendendo sua pátria, o piracicabano contou sobre as sua vida pessoal e o que o motiva na busca da melhor performance. O ala-pivô falou ainda do Projeto que está apadrinhando, o Basquete 3x3 Tour Nacional.
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Como foi conquistar tantos títulos ao longo de sua carreira?

Sem dúvida todo título é o resultado de um trabalho consistente que realizamos durante um determinado período. Vivemos dia a dia com a equipe, sempre buscando fazer o melhor pela camisa que vestimos. Não é sempre que a gente consegue resultados tão positivos, mas para um atleta essa oscilação é muito natural. Mas quando se trata de um grupo e esse grupo consagra um título, obviamente o mérito é sempre coletivo.

Você já é um ícone do time de Brasília. Conte um pouco do que significa o time e a torcida pra você?

Eu acho que além do carisma que eu tenho com essa torcida, essa simpatia vem pelo reconhecimento do trabalho realizado em Brasília. A nossa equipe aqui é muito bem vista. A gente está conseguindo se estruturar cada vez mais dentro da modalidade, e a cidade enxerga isso. Estamos investindo muito em termos de infraestrutura. Então, o apoio só fortalece o nosso projeto. A cidade de Brasília vai respirar o basquete por muitos e muitos anos ainda.
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Como vai ser o Brasília sob o comando do técnico argentino Sérgio Hernandez?

Eu conheço o Sérgio como adversário apenas. Estou ansioso pela oportunidade de partilhar os conhecimentos e de conhecer um grande técnico. Tenho certeza que só tem a acrescentar e fazer com que todo o grupo cresça bastante.
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Qual a expectativa para a Copa América para 2013?

Quando se trata de campeonatos, ainda mais com a Seleção Brasileira, as expectativas são as maiores e melhores possíveis. Temos nossos objetivos em relação à classificação, e isso faz com que traçamos metas. Acredito que a equipe estará um pouco adaptada por conta das lesões que tivemos com alguns jogadores. Porém, mesmo com a defasagem de alguns atletas a briga será dura e vamos lutar pelas vitórias.
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Como é treinar com o mestre Rubén Magnano?

Acho que o nome que define é recompensa. Recebemos treinamentos em que nós somos muito exigidos, e isso traz rapidamente um resultado. O Rubén tem uma visão muito ampla de basquete. Todo trabalho é realizado em cima de melhoras e em busca de aprendizado e resultados. A cada ano que a gente passa com a Seleção, afirmo que temos um rendimento, e isso é muito importante para uma equipe. É bom desfrutar dos treinamentos, pois todo o trabalho com ele sempre será recompensado.

Você é o padrinho do Basquete 3x3 Tour Nacional. Conte como está sendo essa participação e a importância dessa nova modalidade.

Fiquei muito feliz em receber esse convite. Acho que esse projeto está muito bem organizado e que está ganhando um respeito maravilhoso do público. Quando eu era mais novo eu jogava basquete “vinte e unzinho”. Aí tinha 1×1, 2×2 e 3×3 de tudo um pouco. Bastava juntar quatro ou cinco. Era mais ou menos nos moldes de hoje e em qualquer quadra virava um jogo. O 3×3 é uma modalidade que a FIBA está promovendo e tem intenção de colocar nas Olimpíadas, então é importante que tenha esse apoio.
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Acha que o 3x3 pode ser uma maneira de massificar o basquete?

É um meio mais dinâmico e inovador, apesar de ter a origem do nosso tradicional basquete. Mas ele determina uma maneira mais inovadora em questão de prática. Eu acho que isso pode vir a despertar um interesse diferenciado nos jovens. Afinal, temos regras diferenciadas e sabemos que onde há modernidade há curiosidade.

A sua família é composta por atletas, como sua esposa Gabriela e seu sogro, o ex-jogador Marcel de Souza. Nas reuniões de domingo, é natural a troca de experiência e informações entre você o veterano?

As nossas conversas sobre basquete são diárias. Falamos muito sobre todas as coisas que estão acontecendo na modalidade. Estamos sempre discutindo por telefone ou pessoalmente as nossas ideias e opiniões. É muito legal ter aquele papo de “basqueteiro” fora das quadras.

A sua tatuagem possui algum significado especial?

Eu tenho uma bola de basquete pegando fogo na perna. Na verdade, eu me identifiquei com o desenho e resolvi registrar com essa tatuagem.
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Você viaja muito pela sua profissão. No seu período de férias, gosta mais de viajar ou ficar em casa?

Ultimamente eu tenho ficado bastante em casa, estou estudando e isso exige um pouco mais da minha concentração. Mas no final desse mês vou voltar a ser criança, vou para a Disney, nos Estados Unidos. Acho necessário esse tempo longe de tudo para se recompor.
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Você tem uma escolinha de basquete, a GG-12. Conte sobre esse projeto e dos trabalhos realizados.

Estamos com cerca de 100 alunos participando do projeto. Essa escolinha tem o foco voltado para a formação integral dessas crianças, utilizando a modalidade de basquetebol como instrumento para desenvolver as mais diversas habilidades possíveis. A gente atende dos 6 aos 17 anos, então lá a gente estimula essa galera a trabalhar suas habilidades motoras por meio de exercícios de fundamentos, brincadeiras, jogos e desafios. Além disso, a gente tenta buscar pelo lado de entenderem os valores existentes dentro do esporte como a importância do compromisso pessoal, da boa relação com os colegas e o respeito ao adversário e a todos os componentes que fazem parte do jogo. Dentro destas diversas atividades, eles acabam aprendendo a trabalhar em grupo, a pensar estrategicamente e a resolver os mais variados tipos de problemas que virão a enfrentar na vida. É importante e necessário isso na vida de um atleta.

Você tem uma trajetória importante no basquete nacional e internacional. Fale sobre sua evolução no basquete.

A minha evolução foi muito gradativa. Eu pude acompanhar e perceber as minhas mudanças como jogador. Eu tive a sorte de ter boas oportunidades desde pequeno. Quando fui para o Pinheiros, com 17 anos, foi quando tudo começou a acontecer. Eu fui percebendo que nos jogos eu fui ganhando espaço e a cada ano percebia meu crescimento. Isso tudo foi através de muito trabalho e muito apoio e incentivo da minha família.

Você já disputou a Copa América Sub-20, há 13 anos atrás. O que mudou do Guilherme Giovannoni dessa época pra hoje?

Hoje sou um jogador bem mais maduro, o que é natural. Eu sei o que posso e o que eu não posso fazer. A gente aprende a ter mais consciência e vai ganhando experiência para poder ajudar quem está começando. E a gente vai aprendendo que fazer dos erros uma oportunidade para crescer, pode dar certo.

Como você avalia a força da Seleção Brasileira de Novos Masculina?

Primeiramente, isso foi uma excelente ideia da CBB. Eles vão ter uma experiência internacional que muitos não tiveram. Pelos nomes convocados sabemos que formarão um grupo de bastante potência. E só precisam trabalhar muito para continuar crescendo.
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Qual foi o momento mais importante da sua carreira?

Sem dúvida a classificação para os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, seguido da participação na própria Olimpíada. Classificar o Brasil e terminar em quinto lugar nos Jogos foi muito gratificante.

Em 2016, você estará com 36 anos. Qual sua expectativa em relação às Olimpíadas do Rio?

Eu vou continuar treinando forte e quando vamos ficando mais velho, o cuidado com físico acaba sendo uma prioridade. Estando bem fisicamente e tentando melhor a mais a parte técnica, acredito que tenha condições sim. Mas ainda está longe, vamos ver ano a ano o que vai acontecer.