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17/05/2013 - Lucas Dias

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Aos 17 anos, o ala-pivô Lucas Dias já mostrou todo seu amor pelo basquete. O jogador, de 2,06m, foi um dos destaques da Copa América Sub-18 (Brasil – 2012) e da conquista da vaga para o Mundial deste ano, que será realizado de 27 de junho a 7 de julho, em Praga, na República Tcheca. Talento não falta para o paulista de Bauru, que teve um início de temporada inesquecível no NBB 2012/13, e que conquistou a posição de titular da equipe adulta do Pinheiros/SKY (SP). Além da medalha de ouro na Liga Sul-Americana de Clubes 2013, o jovem vem sendo um dos destaques do clube paulista dirigido pelo técnico Cláudio Mortari. Nessa entrevista, Lucas, que foi eleito MVP do Jordan Brand Classic 2012, contou sobre sua trajetória, o sonho de atuar nas Olimpíadas do Rio, em 2016, e de jogar na NBA.
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Fale um pouco do início da sua carreira.

Comecei quando tinha oito anos na escolinha Greb, em Bauru, na cidade em que nasci. Meu irmão me levou para participar de um treino e, desde então, nunca mais pensei em largar o esporte. Recebi o incentivo da técnica do time, a Matilde, e da minha família. Na época a situação era muito difícil, e muitas das vezes eu ia de bicicleta para o treino. Nunca deixei de perseverar e sempre acreditei que poderia ter uma carreira no basquete.

Qual é o seu maior objetivo como jogador?

Eu quero muito defender o Brasil em uma Olimpíada. E depois disso, quero trabalhar e pensar na NBA. São sonhos que tenho desde pequeno. Eu iniciei no Bauru e logo depois passei a jogar pelo Luso (SP). Quando entrei no Pinheiros, já tinha traçado meus objetivos. Agora é só acreditar e correr atrás.

Você está treinando com a equipe adulta do Pinheiros desde 2010. Como vê seu crescimento dentro da equipe?

Eu tive muitos atletas que serviram como exemplos. Acompanhar o trabalho do Marquinhos e do Olivinha é muito interessante. Eles contribuíram muito para meu conhecimento. Eu sempre tive essa mania de olhar para os mais experientes e assimilar ao meu jogo. Eu sei que cada um tem um estilo, mas para quem está iniciando, é sempre bom se espelhar nos melhores.
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E a participação na atual temporada do NBB?

Eu tenho uma dificuldade de me relacionar muito grande, eu sou muito tímido. Mas ali dentro, eu fiz grandes amigos. Meus companheiros me apoiam o tempo todo. Isso é muito importante para quem está iniciando.
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Imaginava que seria campeão da Liga das Américas de Clubes em 2013?

Eu acreditava muito nesse título. Mas durante a competição, as partidas ficaram cada vez mais acirradas. Quando fomos classificados para a fase final, foi quando caiu a ficha na nossa cabeça. O título foi ficando cada vez mais possível. Subir no primeiro lugar do pódio acrescentou muito à minha vida profissional

Quais foram os maiores desafios que já encarou como atleta?

Sem dúvida nenhuma foi no Jordan Classic, no ano passado. Eu passava 24 horas conversando sobre meus erros e acertos com o meu técnico, Breno Braolli. Ele me deu um suporte muito grande como treinador. Com isso, eu consegui avaliar meu erros, aprimorar as qualidades e fazer um ótimo campeonato.

Como você recebeu a notícia no início do Campeonato Paulista 2012 de que seria titular da equipe principal do Pinheiros?

Eu fiquei com muito medo. Mas recebi muito carinho do time e fui descobrindo que seria uma peça a somar. Eu fui me adaptando ao estilo de jogo e tudo foi fluindo naturalmente. As jogadas coletivas com os meninos do time fizeram com que me entrosasse cada vez mais. A diferença de idade entre a gente é enorme, mas dentro da quadra somos todos iguais.
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Você começou a jogar basquete graças ao seu irmão Diego. Sua família sempre apoiou?

Desde o começo meus pais sempre fizeram de tudo pela minha paixão ao basquete. Eles já me acompanharam muito nos treinos. Meu irmão mais velho, o Marcos, me ajudou a comprar meu primeiro tênis para jogar. Sou muito grato a todos. Sem eles, certamente eu não estaria aqui.
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Você começou com o técnico André Germano. Como foi reencontrá-lo na seleção?

Ele me passa uma confiança muita grande. Eu fico feliz de saber que ele sempre quis o melhor pra mim. Eu procuro sempre ouvi-lo, porque sei o quanto ele quer o meu bem.

E como é trabalhar mais uma vez com o técnico Demétrius?

Como sempre está sendo uma experiência muito proveitosa. Eu o admiro demais por ter um jeito inovador de treinar uma equipe. Ele é jovem e sabe aplicar uma postura muito boa para o grupo. Gosto muito de trabalhar com ele, e espero estar sempre recebendo os seus conselhos em quadra.

Como você administra o seu tempo profissional e pessoal?

Nas fases de preparação com a Seleção Brasileira é sempre muito difícil manter o contato. Mas estou sempre me mantendo informado do que anda acontecendo por lá. Sinto saudade da minha namorada Larissa, mas as redes sociais ajudam a diminuir isso.
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Qual o programa preferido para fazer nas horas de folga?

Com a Larissa, eu sempre vou ao cinema e gosto de almoçar fora. Já com a rapaziada sempre rola aquele churrasco no sábado.

Além de ter ajudado o Brasil na campanha do vice-campeonato da Copa América sub-18, disputada em São Sebastião do Paraíso (MG) em 2012, o que mais você adquiriu com essa competição?

Além de ter ajudado o Brasil na campanha do vice-campeonato da Copa América sub-18, disputada em São Sebastião do Paraíso (MG) em 2012, o que mais você adquiriu com essa competição?
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No Torneio da Nike (Estados Unidos – 2012), você teve uma atuação espetacular e foi eleito o MVP. Como foi receber este título no país dos melhores da modalidade?

Um dia antes do torneio eu estava muito nervoso. Fiz coisas precipitadas, porém pensava que queria muito me sair bem. Então, eu dei o meu máximo e consegui mostrar a minha personalidade como atleta.

Você acaba de receber mais uma convocação para defender uma Seleção Brasileira. Qual o sentimento a cada convocação?

É uma superação a cada dia. Todo vez dá aquele frio na barriga. Mas procuro sempre pensar que estou indo para representar o meu país e que preciso de foco para fazer o melhor.

O Mundial Sub-19 é a última categoria antes da adulta, e uma vitrine para os atletas da base. Qual sua expectativa para esse torneio?

A minha expectativa é muito positiva, intensa e real. Eu sei que tudo depende do nosso desenvolvimento em quadra. Mas acredito que eu vá corrigir alguns erros e aperfeiçoar as virtudes que tenho como jogador. Temos a meta de chegar à final. O grupo tem um objetivo e vamos lutar muito por isso.
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A NBA é o sonho de todo atleta que pratica o basquete? Ela também faz parte dos seus planos?

A NBA é o sonho de todo atleta que pratica o basquete? Ela também faz parte dos seus planos?

Entre tantas pessoas importantes que já passaram por você no esporte, quem você destaca?

Bruno Mortari e Shamell são dois caras que sempre me defenderam e conversaram muito comigo. Eles não são só companheiros de trabalho, mas profissionais que me passam entendimento em relação a tudo no basquete.
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O que representa o basquete na sua vida?

É o que eu mais amo fazer. Com certeza, não existe absolutamente nada que me deixe mais feliz do que bater uma bola no chão e fazer uma cesta. Quero chegar num lugar que ninguém chegou. Quero continuar com esse amor, porque sei que ele vai me levar longe.