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17/08/2001 - Demétrius Ferraciú

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O armador Demétrius vive um momento repleto de novidades. Além de mudar de equipe, defendendo as cores do Fluminense (RJ) após três anos e diversos títulos no Vasco da Gama (RJ), o jogador é hoje um dos veteranos da renovada seleção brasileira masculina que disputa uma vaga para o Mundial de 2002 na Copa América, em Neuquén, na Argentina.

Como você analisa a seleção na Copa América?

O grupo fez um treinamento específico, com cada jogador treinando bastante a parte individual. Todos sabem quais são os seus potenciais e suas características, tanto na parte técnica quanto na tática. Com certeza a equipe jogará melhor do que no Sul-Americano.
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Você é um dos jogadores mais experientes deste grupo. Como é sua relação com os mais jovens?

É uma passagem diferente na minha vida, pois hoje tenho que incentivar os jogadores mais jovens e passar tranqüilidade para eles. Já estive no lugar deles, e sei como eles se sentem. Vou fazer tudo aquilo que eu gostava que os mais velhos fizessem prá mim: dar força, dicas e incentivo. Com o tempo, eles vão adquirir maturidade. Essa nova geração é composta por atletas muito bons fisicamente, que saltam, correm e têm muita disposição. Eles têm talento e condições de crescer, e o tempo vai mostrar a evolução de cada um.

Qual a maior arma do jogador Demétrius em quadra?

É a minha personalidade. Dificilmente me abalo. Sou um cara que não se dá por vencido. Essa é a minha maior qualidade dentro da quadra.
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Fala um pouco dessa troca do Vasco para o Fluminense.

Estou encarando o Fluminense como um novo desafio. É um clube em ascensão, que vem crescendo bastante nos últimos dois anos, e isso com certeza tornará as conquistas mais gostosas. Espero poder ajudar a equipe como ajudei o Vasco, conquistando títulos e fazendo a equipe despontar tanto no cenário nacional quanto no internacional.

Como você vê o atual momento do basquete carioca?

Os clubes cariocas passaram por uma dificuldade momentânea, mas estão se superando a cada dia. Eles precisam reconquistar sua credibilidade para dar tranqüilidade aos atletas. O Fluminense está bem nesse sentido e os outros times devem seguir o mesmo caminho, cumprindo seus contratos com os jogadores.
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Você jogou durante muito tempo no tradicional e bem sucedido Franca, em uma cidade que respira basquete. Saiu de lá para o Vasco, e agora está no tricolor carioca. Há alguma diferença entre trabalhar em um clube de futebol?

As cidades do interior vivem mais o basquete, por não haver tantas opções quanto nos clubes das grandes cidades. A torcida de Franca conhece melhor a hora de incentivar a equipe e não abandona o time por causa de um momento ruim. A torcida dos grandes clubes de futebol ainda tem muito o que aprender. Em termos de estrutura, tanto o interior quanto os grandes clubes se eqüivalem no que diz respeito ao basquete.

Como é sua vida no Rio e onde mora sua família?

Vim sozinho para o Rio, e minha família está morando em Florianópolis. No começo eu estranhei o trânsito e outras coisas da cidade grande, mas agora já estou totalmente acostumado. O Rio tem muitas opções, teatro, cinema, e isso é ótimo. Vejo minha família duas vezes por ano (no Natal e em julho) em Florianópolis. Mas quando a saudade aperta meus pais vêm me visitar aqui no Rio, já que é difícil eu poder viajar durante as temporadas.
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Você pretende se dedicar a outra atividade além do basquete?

Fiz dois anos de Publicidade em Franca, e pretendo me formar nisso. Aproveito as viagens para observar a organização dos torneios, para poder usar essas informações e essa experiência no futuro. Aqui no Rio é mais difícil continuar meus estudos, mas quero voltar em breve.