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25/04/2013 - Rafael Freire Luz

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Aos 21 anos, o armador Rafael Freire Luz, atravessa a melhor fase de sua carreira como adulto na Espanha. Jogando na Liga ACB pelo Blusens Monbus, de Santiago de Compostela, o paulista de Araçatuba carrega o basquete no sangue. Filho de Nélson Luz, ex-jogador e técnico, e irmão das ex-jogadoras Cíntia, Helen e Silvinha Luz, Rafael também quer fazer história com a camisa do Brasil. Em 2011, com 19 anos, fez parte da Seleção Brasileira comandada pelo técnico Rubén Magnano no Pré-Olímpico de Mar Del Plata, na campanha que garantiu a vaga à equipe nacional nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Rafael quer se firmar como jogador da Seleção Brasileira e, quem sabe, em um futuro próximo jogar em um grande clube europeu e disputar um Final Four Europeu. O sonho de jogar na NBA já não é seu principal objetivo. Nessa entrevista, Rafa Luz fala um pouco de sua carreira, que começou em Jundiaí até os dias de hoje, e os planos para o futuro.
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Como você analisa sua participação na temporada na ACB?

Nos dez primeiros jogos da Liga ACB ainda não tinha me enquadrado no time. Foi tudo novo, como estilo de jogo diferente e novos companheiros. Foi difícil para eu me encaixar, mas depois peguei total confiança dos jogadores e do técnico e me sinto muito bem.

Ao que se deve esse crescimento técnico?

Acho que foi o amadurecimento. Cada vez estou entendendo melhor a situação dos jogos e como estou atuando há um bom tempo na Liga ACB, isso me ajuda a amadurecer cada vez mais.

O técnico Rubén Magnano tem acompanhado sua evolução e feito elogios a você.

Que bom! Fico muito feliz em saber que um dos maiores técnicos da história do basquete mundial tenha me elogiado.
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Você é uma continuação da família Luz com a camisa da Seleção. O que você pensa sobre isso?

Para mim nunca foi uma responsabilidade. Toda minha família me dá muito apoio e isso me deixa tranquilo muito tranquilo. Sei que vai ser difícil fazer o que minhas irmãs fizeram, mas elas servem como estimulo para que eu sempre queira fazer mais e poder chegar onde no mesmo nível do que elas.
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Como é jogar na segunda maior liga do mundo e com os melhores jogadores FIBA?

Jogar contra jogadores de primeiro nível serve de inspiração para você. E ter um Marcelinho Huertas como adversário é um orgulho e uma honra muito grande para mim.

O que você mais deseja: jogar em um grande clube como Real Madrid e Barcelona ou ir para a NBA?

Com certeza é jogar em um time grande. Mas o primeiro sonho que eu gostaria de realizar seria jogar um Final Four da Euroliga. A NBA já não é um sonho como antes, mas se tiver a oportunidade, porque não!
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Se tivesse que agradecer uma pessoa pelo sucesso de sua carreira quem seria?

Não é apenas uma pessoa. Minha família teve um papel muito importante na minha vida, mas destaco o Néstor Mostério que foi meu primeiro técnico em Jundiaí. Ele foi mais do que isso, me ajudou muito como pessoa também. Sou muito grato a ele pelo que sou hoje.

Como é a sua rotina nas horas vagas na Espanha?

Normalmente treinamos duas vezes por dia, nas segundas e terças-feiras e a partir daí uma vez ao dia. A vida em Santiago de Compostela é muito tranquila, então quando tenho tempo livre procuro passear bastante com minha cachorra, a Xuxa. Ou sair para me divertir com os brasileiros que estão em Santiago fazendo intercâmbio.
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O que mais sente falta do Brasil?

Da minha casa, da família, dos amigos e uma boa comida caseira. Isso, realmente, me faz falta.

Você é corintiano, como analisa a evolução da equipe?

Acho que já faz alguns anos que o Corinthians (SP) vem mostrando que evoluiu muito. Quando estou no Brasil faço questão de acompanhar os jogos na TV, e aqui sempre que posso assisto também. Acho que eles estão contratando muito bem e os jogadores que chegam sentem o que é jogar pelo Timão.
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Quem é seu melhor amigo no basquete?

O Vitor Faverani. Foi uma amizade que começou após o meu primeiro ano em Málaga e ele voltava de San Sebastián, onde jogava emprestado. A partir daí começamos a se falar e a cada ano aumenta nossa amizade. Nas férias, no Brasil nos vemos também. Minha mãe, Suely, e a dele, Leide Nancy, são muito amigas.

Neste ano, a Seleção Brasileira vai disputar a Copa América, no próximo o Mundial na Espanha e em 2016 a Olimpíada no Brasil. O que você tem a dizer?

Quero estar em todas essas competições. Tento melhorar a cada ano para poder estar na Seleção Brasileira e ajudar a equipe a seguir com esse crescimento do nosso basquete. Jogar na Seleção é um orgulho, uma satisfação muito grande.
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Como foi chegar aos 19 anos na Seleção Brasileira Adulta e ser recebido por Rubén Magnano?

A convivência é demais. Conhecer jogadores diferentes, o pessoal sempre feliz, é um momento muito bom e um ambiente sensacional. Além disso, é muito bom fazer amizade com jogadores que você sempre admirou. Trabalhar com o Rubén dá ainda mais prazer para qualquer jogador. Ele é durão, mas ao mesmo tempo é um amigo. Sabe à hora de pressionar ou dar uma bronca e sabe também a hora de pegar mais leve. O Magnano tem espírito ganhador, que é muito importante para o grupo.

Quais são seus ídolos no esporte?

Sempre gostei do alemão Dirk Nowitzki. Mas tem um cara que gosto e aprendi muito porque tive a oportunidade de jogar com ele na Unicaja/Málaga, o Omar Cook. Esses são os dois jogadores que me marcaram muito até agora.