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05/03/2013 - Marquinhos de Sousa

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Casado com Sigrid, pai de duas meninas, Duda e Beatriz, Marcus Vinícius Vieira de Sousa, o Marquinhos, reúne habilidade, agilidade e controle de bola dos baixinhos e a envergadura e força dos gigantes. Com 2,07m, o ala do Flamengo e da Seleção Brasileira, está num ótimo momento profissional. Nas estatísticas do NBB 2012/13, é o cestinha, mais eficiente da temporada e o primeiro em aproveitamento de lances livres. Além disso, o Flamengo segue líder isolado com 23 vitórias em 25 jogos (92% de aproveitamento). Nessa entrevista, Marquinhos contou sobre o dia a dia com a família, suas conquistas, a expectativa para o futuro e a Seleção Brasileira.
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Fale um pouco um pouco do Marquinhos fora da quadra.

Eu sou supercaseiro e vivo para minhas filhas e esposa. Adoro levar as meninas na escola, na praia, no cinema e para andar de bicicleta no play do prédio. Sou tudo isso, quando não estou em quadra.

Você diz que é muito família. Mas conta pra gente, quem manda em casa?

As baixinhas são bravas, mas a gente se divide bem. Cada um faz e manda um pouco [risos].
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Você está em primeiro lugar em aproveitamento de lances livres do NBB. Você acredita que o ritual de beijar as tatuagens nos pulsos te dão sorte?

Tenho os punhos tatuados com os nomes da minha mulher Sigrid e da minha filha mais velha, Maria Eduarda, a Duda. Foi uma maneira que encontrei de me concentrar. Isso me deixou mais tranquilo e melhorou meu aproveitamento. Virou uma rotina e, desde então, nunca mais deixei de seguir esse ritual.

E quando começou com esse ritual?

Começou numa conversa com o armador David West durante a temporada 2006/2007 que joguei na NBA. Eu estava com apenas 21 anos na época e segui o conselho do meu ex-companheiro no New Orleans (EUA). Ele me disse que era comum na NBA os jogadores encontrarem um ritual para relaxar na hora de cobrar os lances livres. Como minha filha tinha acabado de nascer, resolvi tatuar o nome dela e o da minha mulher nos meus dois punhos e beijá-los antes de cobrar cada arremesso.
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Você foi jogar bem jovem na NBA e Europa. Hoje, como você analisa essa fase?

Foi uma experiência muito boa, pois tive a oportunidade de conhecer e treinar com jogadores de alto nível. Nesses times pude aprender muito e desenvolver meu jogo.

O que aprendeu em todos esses anos de basquete.

Aprendi muito. Foram muitas experiências boas em outros países e agora no Brasil. Aprendi com técnicos, colegas de equipe, e outras culturas.

O que está achando da atual campanha do Flamengo do NBB?

Foi uma grande surpresa e estou muito feliz com essa boa campanha. A equipe está muito unida dentro e fora da quadra. Somos uma família. Essa é a grande característica do time do Flamengo.
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Em sua opinião, em que jogo o Flamengo teve a sua melhor atuação?

Foi a última partida de 2012 contra o Pachoalotto/Bauru, na casa deles. Foi um confronto emocionante definido após duas prorrogações [102 a 97]. A diferença chegou a ser de 17 pontos, mas recuperamos e saímos vitoriosos na final.

Fale um pouco da emoção de disputar uma Olimpíada.

Foi maravilhoso. Estava muito feliz, pois os Jogos Olímpicos representam muito para um atleta. A vaga havia sido conquistada de forma suada, e depois fizemos uma excelente campanha em Londres.
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Como é jogar sob o comando de Ruben Magnano?

É fantástico. Ele é muito bom e sábio, além de muito experiente. Entende muito e nos ensina mais ainda. Foi muito legal.

No final de agosto, a Seleção Brasileira vai disputar a Copa América, em Caracas, na Venezuela. A competição classificará quatro equipes para a Copa do Mundo. Qual a sua expectativa?

Quero ajudar a seleção a conseguir a vaga para a Copa do Mundo da Espanha, em 2014. E pensando a longo prazo, já sonho na preparação para os Jogos Olímpicos Rio 2016.

Você acompanhou a Liga de Desenvolvimento de Basquete (LDB)? O que acha dessa próxima geração.

Acompanhei sim. É uma geração muito importante, com excelentes jogadores como Gui Deodato, Gegê e Ricardo Fisher. O basquete vive um bom momento de renovação.
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Quais seus planos para o futuro?

Quero manter a forma para chegar bem nos Jogos Olímpicos do Rio.

Deixe uma mensagem para os jovens atletas que sonham chegar no nível que você alcançou.

Gostaria de dizer para que eles se esforcem ao máximo, pois lá na frente eles vão poder colher os frutos.