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09/08/2001 - Maybyner Rodney

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O pivô do Vasco da Gama Nenê é um dos novos e talentosos jogadores da seleção brasileira adulta, que disputará a Copa América de Neuquén, na Argentina, a partir do próximo dia 16. Em ótima fase na carreira e com apenas 18 anos, o jogador foi eleito para a seleção do Campeonato Sul-Americano disputado em julho, no Chile. O pivô também foi um dos destaques do time vascaíno, na conquista do bicampeonato Nacional Masculino (2000/2001), com grandes atuações. No alto de seus 2,05m de altura, o pivô conta aos internautas um pouco mais sobre sua vida e carreira.

Como começou a jogar basquete?

Quando era criança, pratiquei vários esportes: basquete, futebol, judô e natação. Durante um tempo me afastei do basquete e senti muita falta. Quando voltei às quadras vi que era esse o meu esporte favorito, onde eu podia me dar melhor e não parei mais. Comecei no time do Barueri, em São Paulo, e vim para o Vasco da Gama, onde consegui realmente mostrar o meu potencial.
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E como surgiu o apelido Nenê?

Os meus amigos achavam que eu precisava de um apelido, pois meu nome (Maybyner Rodney) é muito complicado. E, apesar de ser sempre o mais alto da turma, era o mais novo. Então começaram a me chamar de Nenê e o apelido pegou.

Qual análise que você faz de sua participação na seleção brasileira?

Venho fazendo o melhor que posso para ajudar a seleção. Acredito que fiz boas partidas até agora e posso melhorar ainda mais. O trabalho está sendo muito gratificante pois estou aprendendo muito. Os atletas mais experientes como Vanderlei, Demétrius e Sandro procuram sempre orientar os mais novos. O clima é muito bom e todos estamos dispostos a cumprir o nosso objetivo, que é a classificação para o Mundial de 2002.
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Como pivô, quais são seus pontos fortes e o que ainda precisa melhorar?

Acho que sou um ótimo reboteiro e adoro dar umas enterradas. É legal e empolga o público. Mas ainda me falta confiança no meu arremesso. Sempre prefiro dar o passe e assistir o meu companheiro. O arremesso é um fundamento que tenho que treinar bastante.

E os seus planos para o futuro?

Vou disputar o Estadual pelo Vasco da Gama e depois verei o que acontece. Claro que tenho vontade de jogar em outros países. É uma excelente oportunidade de conhecer outras escolas do basquete. E sonho inclusive em atuar na NBA. Todos dizem que tenho características e biotipo para atuar no basquete norte-americano. Sei que é muito difícil, mas nada é impossível para quem tem disposição para lutar. E isso não me falta. Sou muito novo e sei que tenho potencial para me tornar um atleta ainda melhor.