Imprensa

01/10/2012 - Cristiano Silva Felício

img
Destaque nas seleções de base do Brasil, especialmente na Copa América Sub-18 (Estados Unidos/10) e no Campeonato Mundial Sub-19 (Letônia/11), o pivô Cristiano Silva Felício embarcou no último dia 12 de setembro para os Estados Unidos. O jogador de 20 anos, que também defendeu a Seleção Brasileira Adulta nos Jogos Pan-Americanos (México/11) e no Sul-Americano (Argentina/2012), vai ficar inicialmente em uma escola preparatória na Califórnia, a CCSE Prep Academy, para tentar, então, jogar na NCAA, o Campeonato Nacional Universitário de Basquete. Feliz com a oportunidade, o mineiro de Pouso Alegre postou agradecimentos nas redes sociais a todos aqueles que o ajudaram e incentivaram até aqui. No Mundial Sub-19, Cristiano teve médias de 9,5 pontos e 7,1 rebotes, além de 24 minutos por partida. Nos 26 jogos em que atuou na última temporada do NBB, pelo Minas Tênis Clube, Cristiano teve médias de 8,8 pontos e 4,5 rebotes por partida. Nesta entrevista, ele conta que sonha em chegar à NBA e ganhar uma medalha olímpica pelo Brasil.

Como foi para você largar sua vida no Brasil e ir para os EUA?

Não foi fácil. Quem me conhece sabe que sou de poucas palavras e gosto muito de minhas amizades. Precisava tomar uma decisão para conseguir encontrar outros desafios.
img

Você acredita que ir para o Universitário nos EUA é o primeiro passo rumo à NBA?

Acredito que sim. Isso vai aumentar e facilitar a observação de técnicos e olheiros. Mas primeiro quero fazer minha parte na NCAA, um torneio muito interessante, competitivo e tão importante quanto à NBA.

A quem você atribui este momento especial em sua carreira?

Tem muita gente envolvida... Desde meu primeiro técnico (Clayton) em Pouso Alegre, que me mostrou os primeiros fundamentos, passando pelos profissionais das seleções brasileiras das quais participei. Além de meu clube, o Minas Tênis, que me deu as condições necessárias para seguir evoluindo tecnicamente.
img

Fale um pouco da sua carreira antes do Minas Tênis.

Antes joguei em Varginha e em Jacareí. Mas foi o Minas que me deu suporte necessário para crescer. Tive ótimos técnicos, como Flávio Davis, Nestor Garcia, Cristiano Grama e o Raul Togni. Eles me ensinaram muitas coisas que eu nem imaginava que existia. No clube, tive o prazer de conviver com ótimos jogadores e pessoas inesquecíveis.

Entre tantas pessoas importantes em sua trajetória, qual delas você destaca?

Não tenha dúvida que foi meu primeiro técnico. O Clayton foi quem me ensinou os primeiros passos no basquete. Devo tudo isso a ele. A sequência que tive depois foi graças ao meu início em Pouso Alegre.

Você virou uma referência no basquete de Pouso Alegre...

Acho legal ser reconhecido na rua. Para mim, é uma grande honra servir como referência para os meninos que estão começando. Em uma cidade pequena como a minha, é sempre bom ter em quem se espelhar, pois os garotos têm um incentivo para praticar o esporte.
img

Como você mesmo gosta de frisar é do tipo que fala pouco. Como vai ser falar inglês?

Sou um pouco tímido, mas meu futuro depende disso. Então, vou me esforçar ao máximo e tentar conversar bastante com meus companheiros de time para que eu possa aprender o inglês rapidamente.

Você é apontado como o futuro pivô da Seleção Brasileira. Daqui a quatro anos tem uma Olimpíada no Brasil. Você espera estar presente?

Não vou dizer que estarei presente porque isso depende de muitas coisas. Espero estar bem para ser convocado nas próximas seleções e ir ganhando meu espaço na equipe. Posso garantir que vou treinar cada vez mais para merecer estar na equipe olímpica em 2016.
img

Qual seu maior objetivo como jogador de basquete?

Chegar à NBA é um sonho e também ganhar uma medalha olímpica pela Seleção Brasileira. São duas coisas que estão entre os meus objetivos principais como jogador.

Qual o jogador de basquete faria você pedir um autógrafo hoje nos EUA. Quem é seu grande ídolo?

É o Kevin Garnett (ala/pivô do Boston Celtics). É um jogador que eu admiro muito pela vontade que demonstra a cada jogo. Espero ser como ele um dia e, quem sabe, tirar uma foto a seu lado de recordação.

Você é do interior de Minas e sempre viveu cercado por sua família, amigos, e ótima comida. O que você vai sentir mais falta vivendo nos EUA?

Com toda certeza, de minha família. A comida, depois de algum tempo, a gente acostuma. Mas será uma barra ficar longe de minha família e dos amigos. Vamos conversando pelas redes sociais...

E de onde veio esta altura?

Meus pais são altos. Acho que devo ter herdado deles meus 2,06m de altura.

Sua mensagem final:

Realmente agradeço a todos que me ajudaram até agora. Estou disposto a vencer e alcançar novos degraus na vida e como atleta. E vou lutar para conseguir.