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03/08/2001 - Anderson Varejão

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Com apenas 19 anos, o pivô Anderson Varejão vem se destacando como um das revelações da nova geração do basquete brasileiro. Esse capixaba de 2,05m fez sua estréia na seleção brasileira em julho, quando foi campeão do Torneio Internacional do México e vice-campeão do Sul-Americano, disputado no Chile. Sendo que nessa última competição que ele despertou a atenção de dirigentes da NBA. Campeão paulista pelo Franca (2000) e quarto colocado no Nacional Masculino 2001, Anderson, que é irmão do pivô Sandro Varejão, mostra talento e personalidade nas quadras, seja com suas jogadas ou com seu hábito de trocar de penteado a cada partida.

Como você avalia sua estréia na seleção brasileira?

Foi a melhor possível. O grupo é muito bom, os jogadores mais experientes e os técnicos procuram sempre auxiliar os mais jovens e essa experiência internacional me fez melhorar como atleta. Além disso, pude mostrar meu talento para a comissão técnica e para dirigentes internacionais que observam as competições. Acho que contribui para o grupo e fiz bons jogos.
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Em pouco tempo a sua carreira mudou completamente. Como é que foi isso?

Estou começando a colher os frutos da minha dedicação ao trabalho. Comecei a jogar em Vitória, no Saldanha da Gama, mais por brincadeira. Nessa época, o Sandro jogava nos Estados Unidos. Quando voltou, viu que eu podia render mais e me levou para treinar nas categorias de base do Franca, onde estou há dois anos e meio. Lá eu realmente me apaixonei pelo esporte e aprendi que com treinamento e empenho, conseguiria desenvolver meu potencial.

E quais seus planos e sonhos para o futuro?

Tenho contrato com o Franca até 31 de dezembro e vamos defender o título do Campeonato Paulista. Depois veremos o que pode acontecer. É claro que gostaria muito de jogar no exterior e quem sabe até na NBA, que é o grande sonho de todo jogador de basquete. Além disso, quero me firmar na seleção e treinar para ser o melhor atleta que eu puder.
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Existe alguma cobrança a mais por ser irmão do pivô Sandro?

De forma alguma. Sinto que aqui todos são tratados como atletas de talento, que foram convocados porque têm com o que contribuir para a equipe.

Como é ter o irmão mais velho como colega de trabalho?

Para mim é muito gratificante, pois ele sempre apostou em mim. Hoje eu procuro retribuir o apoio com minha dedicação e seguindo seu exemplo, sendo um profissional competente e honesto. E sendo mais experiente e jogando na mesma posição, ele me dá muitos conselhos e dicas. E é muito bom viajar e trabalhar com alguém que você conhece tão bem.
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Quem faz seus penteados diferentes e de onde surgiu essa idéia?

Quem faz é a D. Olga, que trabalha lá em casa. Como quase todo adolescente, cismei que queria ficar cabeludo e quando consegui, fiz umas trancinhas para ficar diferente. Todos adoraram a novidade e começaram a dar sugestões para novos penteados. Me empolguei e sempre estou inventando moda.